A entrevista de Mari sobre o corte: “Seria louca se concordasse”



Acabei de voltar da entrevista coletiva de Mari. Minhas impressões e algumas das frases da ponta sobre o polêmico corte da Seleção Brasileira que vai disputar a Olimpíada de Londres.

Ela, que aparentava certa tranquilidade, iniciou a entrevista revelando como foi o corte. Me pareceu sempre muito sincera em todas as respostas.

“Estava indo para a lavanderia. Zé me chamou para conversar no quarto mesmo. Falou que estava me cortando por questões técnicas e que isso iria nos separar. Respondi que respeitava a opinião dele”

Durante a entrevista, ela deu mais detalhes:

“Quase todas estavam dormindo naquele momento. Liguei para a Fabizona. Sheilla estava com ela no quarto e ficou alvoroçada. Aí várias delas começaram a sair dos quartos, chorando. Fabi estava inconformada.  Depois me ligou chorando. Eu estava melhor do que elas. Chorei quando algumas delas me abraçaram”. Mari disse que estava até tranquila, já que precisaria viajar sozinha de Saquarema para o Rio, logo depois.

Mari deixou claro também que não concorda com o corte, quando perguntei se ela se sentia injustiçada.

“Foi injustiça sair aos 45 minutos do segundo tempo. Me sinto um pouco injustiçada. Abri mão da minha vida pela Seleção. Tenho 28 anos, joguei duas Olimpíadas como titular, uma como oposto e outra na ponta”.

Depois, foi além:

“O Brasil está meio revoltado com meu corte”

Mari disse que havia se preparado para o pior, principalmente após o corte de Fabíola.

“Estava esperando qualquer coisa. E estava me preparando, pois tudo podia acontecer. Para o grupo foi uma surpresa”.

Em outro momento da coletiva, admitiu que a decisão tomada por Zé Roberto era complicada.

“Fui uma decisão difícil para ele. Acho que ele resolveu antecipar meu corte por saber que seria polêmico”.

A jogadora não concorda com a forma que o técnico optou para definir as 12 que jogarão em Londres. Hoje, em Saquarema, Zé revelou que vai viajar com 12 jogadoras para a Olimpíada, deixando o último corte para a véspera do início dos Jogos.

“Vai ser triste. Uma atleta viajar, estar lá, tão perto do sonho e ele vai tirar. Acho até um pouco antiético”

No mais, ela negou que o grupo tenha problemas de relacionamento, disse não estar 100% recuperada dos problemas físicos (ombro, joelho e costas), mas disse que isso não a impediria de atuar. Sobre o futuro na Seleção, deixou no ar a possibilidade de voltar “tenho lenha para queimar”, mas dependendo do futuro pós-Londres, que pode marcar o fim da era Zé Roberto. Revelou também que vai viajar em breve para a Europa e deverá estar por lá durante a Olimpíada. “Se conseguir, vou ver as partidas”

Finalizo esse texto, com a posição clara dela sobre o corte

“Discordo. Seria louca se concordasse”.



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