A emocionante classificação do Vivo/Minas



27-25, 17-25, 26-24, 20-25, 8-15, 26-24, 25-20, 29-31, 24-26, 18-16, 20-25, 23-25, 25-19, 25-19 e 15-13.

Este foi o placar do playoff mais equilibrado da Superliga masculina até agora. Após três tie-breaks, o Vivo/Minas, quinto colocado na fase de classificação, eliminou a Cimed/SKY, quarta, e está na semifinal.

O duelo decisivo no abarrotado Capoeirão foi um turbilhão de emoções para as duas torcidas. Os catarinenses festejaram muito no início, após o time abrir 2 a 0. Dava pinta de que o mando de quadra faria diferença mais uma vez na série. Mas os mineiros tinham Marcelinho, um levantador que faz a sua melhor temporada nos últimos anos, calando muitos críticos. Engraçado como um lance pode transformar alguém no jogo. No terceiro set, após um ponto de bloqueio de Gustavo em Otávio, a bola quicou embaixo de rede. O meio da Cimed e o levantador do Minas a disputaram, já depois de o lance ser concluído. Um princípio de confusão, que parece ter acendido ainda mais Marcelinho, pois a virada começou a ganhar corpo ali. Sorte de Filip, tcheco que vinha jogando menos do que tem potencial neste playoff, e acabou como maior pontuador do jogo. Sorte do Vivo/Minas, que continua surpreendendo nesta Superliga e se enche de moral para buscar uma vaga na final. Méritos de sobra para Marcelo Fronckowiak, um técnico que soube, dentro de um orçamento mais baixo entre os principais times do país, escolher peças que muitos torcedores torceram o nariz. É só lermos comentários de meses atrás aqui mesmo no blog. Hoje, o elenco que era chamado de desconhecido e limitado está entre os quatro melhores da Superliga.

Vale citar aqui também outro fato importante. A arbitragem, tão questionada em outros jogos, foi decisiva ao acertar a marcação em lances dificílimos no tie-break. No primeiro, João Paulo Tavares bateu a mão na parte superior da rede. O primeiro árbitro não viu e deu ponto para a Cimed/SKY. O segundo entrou em ação, corrigiu e corretamente a decisão foi mudada. Ponto para o Minas. No fim da parcial, ace de Filip. Bola na linha, que poderia facilmente ter enganado o olho humano, já que o auxílio da TV ainda não está presente na regra. Mas a arbitragem acertou novamente. Num playoff como este, a diferença entre o vencedor e o derrotado é tão pequena que um mísero ponto faz muita diferença.

 



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