A divisão das forças na Superliga masculina



A pergunta que já ouvi algumas vezes antes mesmo de a Superliga masculina começar: quem vai disputar a final? Responda sem pensar mais do que cinco segundos.

Sada/Cruzeiro e Sesi são os dois principais favoritos. Fariam a final na minha resposta imediata.

Vai uma análise dos times, como vocês me pediram em um post anterior.

O time mineiro não apenas por ter mantido a espinha dorsal dos últimos anos, quando sempre brigou pelo primeiro lugar. Seguem William, Wallace, Filipe, Serginho, Leal, Douglas Cordeiro. Mas chegaram Eder e Isac, dois centrais que disputaram a Liga Mundial pelo Brasil e podem ajudar a resolver o fundamento mais instável do time de Marcelo Mendez: o bloqueio. Sai na frente do Sesi justamente por já ser um time montado, que apenas se reforçou pontualmente e bem, na minha visão.

O Sesi abriu o cofre e simplesmente contratou os dois melhores jogadores do país na atualidade: o central Lucão e o ponta Lucarelli. Dois caras que desequilibram e têm tudo para desequilibrar mais uma vez. Agora com Marcos Pacheco no comando, o Sesi só estará completo no decorrer da competição, já que Murilo segue em recuperação de operação no ombro direito. Chegaram ainda o gigante Renan e o experiente Evandro, que fez boa temporada na Argentina. Disputam a vaga de oposto em um teste de fogo para o canhoto de 2,17m. O Sesi ainda manteve Sidão e Escadinha e aposta outra vez em Sandro para conduzir o time. No papel, o único titular que foge do nível dos selecionáveis.

Um degrau abaixo aparecem times com potencial para beliscar uma semifinal: o atual campeão RJX, o Brasil Kirin, de Campinas, Vivo/Minas, Kappesberg/Canoas e Moda/Maringá.

Os cariocas não deixam de ser uma incógnita. Perderam parte do orçamento, demoraram mais do que os rivais para a definição do elenco e terão de apostar no entrosamento que os principais jogadores trazem da Seleção. É o caso da dupla Bruninho e Leandro Vissotto, titular desde o último ciclo olímpico. Com Thiago Alves em recuperação e sem Dante, a posição de ponta é a mais carente do time comandado por Marcelo Fronckowiak. Outro bom nome do RJX é o central Maurício Souza, que fez boa temporada no Minas e merecidamente ganhou chance na Seleção.

No interior paulista, a remontagem de Campinas após a saída da Medley e entrada da Brasil Kirin foi pontual. Rodriguinho, Rivaldo, Alan e Gustavão, titulares, foram mantidos. Chegam os experientes João Paulo Bravo e João Paulo Tavares, dupla que esteve na conquista do Mundial com a Seleção em 2010. Tavares, porém, está em recuperação. Também gostei das apostas em Bergamo e Vini, sempre regulares.

Já em BH, o tradicionalíssimo Vivo/Minas, que vem de suas semifinais seguidas, pode sim brigar por mais uma. O bom Horácio Dileo terá de reequilibrar a força ofensiva, já que Lucarelli fará muita falta. Se o passe da dupla Maurício Borges e Piá funcionar, uma boa opção será usar o sérvio Bjelica, que pode fazer dupla com o jovem Otávio ou com o experiente Henrique. Marcelinho e Filip, que se conhecem tão bem, seguem como pilares do time.

O Kappesberg/Canoas está mais forte do que em sua temporada de estreia. O jovem Luan tem tudo para se consolidar no cenário nacional. Pelo que tem treinado, inclusive, não está muito disposto a deixar Dennis jogar na saída de rede. Os veteranos Gustavo, Minuzzi, Xanxa, Rafinha e Bozquinho seguem no time. Se Murilo Radke se encaixar na formação titular, Canoas pode ser novamente uma grata surpresa.

No papel, o Moda/Maringá tem tudo para brigar de igual para igual neste grupo. Ricardinho, Lorena, Quiroga… Jogadores top, sem dúvida. Mas é preciso ter em mente que o entrosamento é menor do que o dos rivais. E isso pode fazer diferença quando o equilíbrio é grande.

No pelotão intermediário, destaco o Funvic/Taubaté. Estou curioso para ver como Giba ainda está, após uma temporada ruim no Bolívar, da Argentina. Logicamente, não espero ver o camisa 7 que foi o melhor do mundo repetindo seu auge. Que ele saiba separar os problemas pessoais que enfrenta, ao menos. O time é interessante, com os grandes Leandrão e Thiago Barth, os experientes Ezinho e Jotinha, além do cubano Jurquin.

A UFJF é outro time que, no papel, com Reffati, Jardel, Rivoli, Thales e De Paula, tem força para brigar por vaga no playoff.

Já Montes Claros, Volta Redonda e São Bernardo possuem elencos mais modestos, sendo que os mineiros (ex-goianos) estão mais estruturados e contarão com a empolgada torcida da cidade. Inicialmente, não vejo o trio com força para chegar entre os oito.

Ufa. Cansei. Agora quero ouvir vocês.



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