A divisão das forças da Superliga Feminina



Chegou a hora de as mulheres entrarem em quadra pela Superliga.

No LANCE! de hoje vocês encontram quase duas páginas apresentando a competição. O mote é o aumento no número de participantes da competição, ultrapassando pela primeira vez a masculina: 14 a 12. Só para comparar, a diferença a favor dos homens chegou a ser de sete times: 15 a 8, na temporada 2006/2007.

E o aumento na quantidade também deve refletir no quesito qualidade. Unilever e Molico/Osasco fizeram as últimas nove finais e, na atual temporada, terão uma concorrência bem mais forte de Vôlei Amil, Sesi e Banana Boat/Praia Clube.

Para mim, os cinco times podem sonhar com o título. Os motivos são:

Unilever: Ter Fofão no elenco já é uma garantia de segurança. A levantadora deu uma contribuição gigantesca na conquista da temporada passada e novamente terá opções ofensivas de respeito. A oposto canadense Sarah Pavan e a ponta Gabi são os principais nomes, com a jovem brasileiro convivendo, pela primeira vez, com o status de protagonista. Sem Natália, Bernardinho apostou na sérvia Brankica Mihajlovic, mas a atleta se lesionou no Europeu. Outra baixa no início da competição é Valeskinha, que foi operada. Natasha deve assumir a titularidade ao lado de Juciely. Fabi é a outra remanescente que faz parte da espinha dorsal do time.

Molico/Osasco: A base da temporada passada sofreu um baque com a saída de Fernanda Garay para o Fenerbahce e a licença-maternidade de Jaqueline. Sem elas, Luizomar de Moura buscou a reposição no exterior: a italiana Catarina Bosetti e a sérvia Sanja Malagurski. Apostas jovens e que devem fazer o time demorar um pouco para engrenar e se entrosar. E por isso deve sofrer um pouco no início da competição. Fora as gringas, selecionáveis bem conhecidas do grande público: Sheilla, Thaisa, Adenízia, Camila Brait, Fabíola.

Vôlei Amil: A segunda participação do time comandado por José Roberto Guimarães promete ser melhor do que a estreia. Força no ataque não vai faltar, principalmente graças a dois dos reforços contratados: Natália e Tandara. Elas, porém, precisam se manter saudáveis para que o time decole. Nos últimos tempos, ambas tiveram problemas físicos. O restante da espinha dorsal também foi quase todo reformulado. Claudinha substitui Fernandinha, Michele assume a posição de líbero que era de Suellen, além de Carol Gattaz, Angélica e a americana Richards. Um time completamente novo. É preciso ver se vai encaixar.

Banana Boat/Praia Clube: Um emergente que quer se firmar entre os grandes. Assim vejo o time de Uberlândia, reforçado por Mari, a americana Kim Glass, Natália Martins e Tássia, além de ter mantido as gêmeas Monique e Michelle, a cubana Herrera, a boa levantadora Juliana Carrijo e as jovens centrais Mayhara e Leticia Hage. Tenho muita curiosidade para ver como este time, quando estiver completo, vai funcionar. Posso me enganar, mas é o elenco mais equilibrado da competição. O competente Spencer Lee vai poder adaptar a escalação ao adversário que será enfrentado. Fiquem de olho nisso!

Sesi: Manteve seus pilares da Seleção (Dani Lins e Fabiana), além de Bia, e foi buscar vários reforços. Minha dúvida é como funcionará a linha de passe, com Pri Daroit, Suelle, Ju Costa e Suellen. Talvez seja a grande questão que Talmo tenha para resolver. Boa aposta também foi a contratação da oposto Neneca, que fez ótima Superliga pelo Rio do Sul na temporada passada. Em tese, é a quinta força, mas com potencial para entrar no “G4”.

Entre os demais times, vale ficar de olho no Pinheiros, surpresa agradável da última Superliga, mais uma vez liderada por Andréia e Ellen Braga. No papel, Brasília pode sonhar mais alto, já que conta com Paula Pequeno e Érika, jogadoras que não necessitam de apresentação. O restante do time tem experiência de sobra (Dani Scott, Verê, Elisangela, Camila Adão) e isso pode ajudar muito nos playoffs. Coloco em um patamar mais abaixo o Barueri, sobrevivente após quase ficar fora da competição, com Fernandinha, Renatinha, Fernanda Ísis, Thaís… Já o Minas é uma grande interrogação, apostando em várias atletas novas e nas estrangeiras Alaina Bergsma e Lynda Morales.

Rio do Sul, São Caetano, Maranhão/Cemar, Uniara/Afav, São Cristovão Saúde/São Caetano e São Bernardo correm por fora. Orçamentos mais modestos, sem grandes destaques e tentando beliscar a oitava vaga nos playoffs. Já seria um resultado mais do que excepcional.



  • Afonso RJ

    Com sets de 21 pontos perde grande parte da graça. O último jogo do Cruzeiro durou menos que uma hora. Não chega ao início do segundo tempo de um jogo de futebol. Além disso, com uma tabela que é uma zona. Já desisti de acompanhar o masculino.
    Quanto a transmissões pela TV, o site da CBV indica apenas em 29 de novempro a primeira transmissão de um jogo da Unilever (até lá há tres jogos programados do Osasco). Acredito que seja grande a possibilidade que agendem a transmissão de um jogo da Unilever antes disso mas se não o fizerem, essa suprliga praticamente acabou para mim. Prefiro acompanhar outras competições decentes com sets de 25 pontos, como a russa, turca, italiana, sérvia, azeri…
    A propósito: o mundial de clubes masculino em Betim vai ter sets de quantos pontos?

    DELENDA EST CARTHAGO
    SETS DE 25 PONTOS. QUERO MEU VÔLEI DE VOLTA!!!!!!!

  • Bernardo

    Vou dar meus palpites para a classificação final da primeira fase da SL:
    1 – Campinas (só para dar um pouco mais de emoção)
    2- Osasco (meu time)
    3- Rio de Janeiro (ao invés da final uma semi com o Osasco)
    4- Praia Clube (duelo com Campinas para a final)
    5- Sesi (mais equilibrado, menor poder de decisão sem Tandara)
    6- Pinheiros (muito equilibrado)
    7- Brasilia (experiencia, mas falta de entrosamento e altura)
    8- Minas (juventude, altura e força física)
    9- Barueri (boas jogadoras, mas que não estão mais no auge)
    10- Maranhão (vontade de sobra e fator local)
    11- Uniara (novidade e união podem ser seus trunfos)
    12 – São Caetano (sempre apostando em jovens talentos é uma incógnita, mas fundamental para a SL a sua participação)
    13- Rio do Sul (sem Edna, Neneca e Elis ficou difícil uma boa participação na SL)
    14- São Bernardo (mudou a temporada, mas a desorganização em quadra é a mesma, vai precisar muito da Elis e de preferencia não ter Giovanna em quadra pq é um peso morto).
    Obs: espero que o Molico seja o campeão, mas torço muito para os outros times fazerem tb uma grande competição.

    • Afonso RJ

      Em relação à sua observação final:
      É o grande diferencial do mundo do vôlei. Aqui ainda encontramos torcedores que, diferentemente do futebol por exemplo, mesmo querendo que seu time vença, desejam boas campanhas aos adversários.
      Sou carioca e portanto torço pelo time da Unilever. Mas faço minhas as suas palavras e desejo uma boa campanha para todos, inclusive o arqui rival de Osasco.
      E que voltem os sets de 25 pontos.

  • Bom acho que vai ser uma superliga com “S” maiúsculo,os 3 melhores técnicos com as 3 melhores equipes:Unilever,Banana/boat e Osasco.Vi o Osasco jogando contra o maranhão e achei que este ano o time vai penar sem Fê e jaquetoko, já que não fez um grande jogo na estréia,muitos erros e etc mesmo estando completo.O Unilever está mais equilibrado e o Banana/boa praia clube dê a ele um time médio e veja o que ele vai fazer,neste quesito acho que o spencer ta disparado na frente no bernadinho ,do jose roberto e do luizomar,pq ter um time com jogadoras caras até jarbas soares o fará campeão.Minha Bom quanto ao meu time MTC só espero que se saia melhor que na ultima SL.

  • daniel

    No fim, vai dar Unilever x Molico ou Rio x Osasco e ai vão dizer que foi sem graça e tudo mais. Todos os anos havia pelo menos uma equipe parelha, mas na hora H, São Caetano, Volei Futuro, Campinas e Sesi sucumbiram.

  • LUIS ALBUQUERQUE

    Concordo em quase tudo que o Daniel disse. Agora concordo plenamente que o Minas é a uma grande interrogação, é a seleção Juvenil com 2 boas estrangeiras e toda experiencia da Arlene. Dos clubes para jogos e treinamento tem a melhor estrutura, estrutura que será utilizada pele delegação de Londres em 2016! E lembramos ainda que o Mackenzie aprontou pra cima do Rio de Sheila, Mari, Venturine, Fabi…. Pode tanto fazer um campanha excelente chegar a oitavas e se chegar em posição boa como 5 ou 6 ainda tem chance por fazer uma partida com um time mais fraco tecnicamente, ou nem se classificar entre os 8.
    Agora para mim os favoritos são Rio e Uberlandia, Fofão e Gabi com muita habilidade, e a sérvia tem um ataque que dava pra jogar no masculino ala Herrera! E o Praia com A Glass que joga muito, passa por cima, Herrera, Mari e ainda com o Banco de luxo com Monique seleção Brasileira que ainda pode entrar no passe e Michele! Osasco ficou fraco com a Bosseti Miss toco e a Servia q só machuca! Se perdeu pro Rio ano passado com Garay e Jaque agora então e o Sesi como sempre cheio de gente e cheio de gente pipoqueira e ruim! Campinas não tem passe, Claudinha não sabe jogar com passe B. Dois times que contrataram mal!

    • Álvaro

      Gostei e concordo com sua análise, o Campinas (teoricamente) só tem força e não tem passe; o SESI (concordo em gênero, número e grau) não vai dar em nada; o Osasco perdeu demais com as ausências da Garay e da Jaqueline, não tem ponteiras à altura; o Rio tem se manteve bem equilibrado; e o Praia Clube, meu clube, tem as melhores opções na ponta, temos um elenco, e o time está esquematizado novamente em torno da Herrera, só que agora temos Mari e Glass, além das gêmeas Pavão, que dão muita consistência ao time.

  • Bernardo

    Considerar que o time do Sesi é um dos favoritos ao título da superliga é tentar tirar leite de pedra né!! É forçar a barra! Com a saída da Tandara agora que o time paulista perdeu a o potencial de ataque de vez. Deve acabar no fim das contas no máximo no quinto lugar, ou então até em sexto.

    Quanto a Unilever e Osasco tudo vai depender imensamente da condição das estrangeiras. Ainda assim acredito mais na Unilever pelo técnico que tem. Porém, se as estrangeiras do Osasco não implacarem, o time corre sérios riscos de impacar nas semis.

    O Praia e o Campinas são uma incógnita na verdade, pois para essa superliga montaram, na minha opinião, os melhores conjuntos, mas irão precisar de construir um entrosamento para funcionar. Em termos de ataque, com certeza são os melhores times, mas só se as jogadoras se recuperarem plenamente de seus problemas físicos.

    Praia: Herrera, Mari e Kim Glass
    Campinas: Natália, Tandara e Hildebrand

    O problema que vejo no time campineiro são as levantadoras, Claudinha ainda é muito fraca (embora tenha boa técnica) e não sabe jogar sem passe A, sem contar que é muito lenta e fraca no bloqueio. Nesse quesito penso que o Praia leva a melhor, pois a Juliana é mais ousada e imprime mais velocidade e volume ao jogo. Acredito que as centrais se equiparam nos dois times, em que Rio e Osasco se superam.

    Bom, de qualquer maneira, se Praia e Campinas conseguirem evoluir ao longo da competição resolvendo o entrosamento e problemas físicos, vão PEITAR Unilever e Osasco retirando qualquer favoritismo que poderia haver para essas duas equipes até então. Será uma briga entre os quatro com muita qualidade para o título, considerando que Pinheiros, Sesi, Brasília, Barueri e MTC podem surpreender até as quartas.

  • Bernardo

    Considerar que Sesi é um dos times favoritos ao título é tentar tirar leite de pedra, né? Sem Tandara o potencial de ataque desse time deixa bem a desejar, pois Pri Dairot e Ivna não são nada confiáveis, muito menos a Ju Costa, um desastre na linha de passe. Fabiana pode até bloquear quando na seleção, mas na superliga seu desempenho não é o mesmo e Dani Lins, por mais que seja , no momento, a melhor levantadora no país, não vai fazer milagre sozinha. Bia e Suellen são razoáveis.

    Praia e Campinas formaram , ao meu ver, nessa ordem, os dois times mais bem equipados, se tratando do conjunto, porém isso só vai funcionar se houver entrosamento e as jogadoras sanarem seus problemas físicos. O problema de Campinas será o levantamento: Claudinha ainda é muito fraca, não sabe jogar sem passe A, e é muito lenta.

    Unilever tem o melhor levantamento, pois Fofão dispensa comentários. Sarah Pavan e a Gabi devem conseguir botar o ataque para funcionar, mas vão precisar muito da sérvia para avançar nas semis.

    Osasco tem Sheila, Thaisa e Brait, mas se as ponteiras contratadas não renderem o esperado, deve ficar pelo caminho nas semis.

    Devido à surpreendente campanha apresentada na última edição, o Pinheiros pode e muito surpreender e se seguir o que vem fazendo bate de frente com o Sesi.

    Brasília e Barueri, ambos com jogadoras experientes e o MTC vem em seguida, considerando que o MTC com uma equipe jovem, duas estrangeiras também jovens e a experiente e competente Arlene podem também fazer bonito. As demais equipes, infelizmente são bem mais fracas tecnicamente, mas não por isso devem ser desconsideradas, pois podem arrancar preciosos pontos das melhores equipes.

  • Bernardo Leme

    Considerar que Sesi é um dos times favoritos ao título é tentar tirar leite de pedra, né? Sem Tandara o potencial de ataque desse time é deixa bem a desejar, pois Pri Dairot e Ivna não são nada confiáveis, muito menos a Ju Costa, um desastre na linha de passe. Fabiana pode até bloquear quando na seleção, mas na superliga seu desempenho não é o mesmo e Dani Lins, por mais que seja , no momento, a melhor
    levantadora no país, não vai fazer milagre sozinha. Bia e Suellen são razoáveis.

    Praia e Campinas formaram , ao meu ver, nessa ordem, os dois times mais bem equipados, se tratando do conjunto, porém isso só vai funcionar
    se houver entrosamento e as jogadoras sanarem seus problemas físicos. O problema de Campinas será o levantamento: Claudinha ainda é muito fraca,
    não sabe jogar sem passe A, e é muito lenta.

    Unilever tem o melhor levantamento, pois Fofão dispensa comentários. Sarah Pavana e a Gabi devem conseguir botar o ataque para funcionar, mas vão
    precisar muito da sérvia para avançar nas semis.

    Osasco tem Sheila, Thaisa e Brait, mas se as ponteiras contratadas não renderem o esperado, deve ficar pelo caminho nas semis.

    Devido à surpreendente campanha apresentada na última edição, o Pinheiros pode e muito surpreender e se seguir o que vem fazendo bate de frente com o Sesi.

    Brasília e Barueri, ambos com jogadoras experientes e o MTC vem em seguida, considerando que o MTC com uma equipe jovem, duas estrangeiras também
    jovens e a experiente e competente Arlene podem também fazer bonito.

    As demais equipes, infelizmente são bem mais fracas tecnicamente, mas não por
    isso devem ser desconsideradas, pois podem arrancar preciosos pontos das melhores equipes.

  • livia

    Não ficou muito claro Bernardo, considerar que Sesi é um dos times favoritos ao título é tentar tirar leite de pedra?

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