A difícil escolha de Bernardinho no levantamento



Segue na íntegra minha coluna Saque para a edição de domingo, 3 de julho, do LANCE!

Bruninho ou Marlon?

A dúvida sobre quem deve ser o levantador da Seleção Brasileira aumentou após o encerramento da fase de classificação da Liga Mundial.

Na vitória por 3 a 0 sobre a Polônia, quinta-feira, o Brasil fez seu melhor jogo em 2011 (palavras do capitão Giba), tendo Marlon, reserva de Bruninho em toda a campanha, como titular. E a discussão, que começou exatamente um ano atrás, recomeçou. E vale relembrar a “disputa” passo a passo.

Nas finais da Liga de 2010, Bruninho perdeu a titularidade justamente na decisão contra a Rússia. Ele foi irregular na vitória por 3 a 2 sobre a Argentina, começou mal no duelo contra Cuba e viu Marlon entrar, ajudar o Brasil a ir à final e virar titular no último jogo. Para quem gosta de confundir o Bernardinho técnico com o Bernardo Rezende pai, a alteração foi uma prova cabal de que os dois se separam na hora de escolher o melhor para a Seleção. Pode-se questionar se a alteração demorou, mas é incontestável que ela foi feita no jogo mais importante daquele momento.
Pela lógica, Marlon seria titular no Mundial da Itália. Mas um grave problema de saúde, que só não o tirou da competição pois o prazo de substituição havia sido encerrado, fez com que ele só tivesse condição de atuar já em Roma, na fase final. Bruninho reassumiu o lugar, superou momentos ruins sem um reserva no banco durante duas fases do torneio e, mesmo sem demonstrar a mesma velocidade de Marlon (esta é a principal diferença entre os dois), teve participação decisiva. Na semifinal, Bruninho torceu o tornozelo e foi substituído por Marlon. O reserva, mais uma vez, deu conta do recado. Para a decisão com Cuba, a dúvida sobre quem começaria durou até o aquecimento. O pé doeu, Bruninho pediu para não começar, mas a comissão técnica já havia entregado para a mesa a lista dos titulares. O jogador da Cimed, mesmo mancando em alguns momentos, se superou e foi um dos destaques do triunfo contra Cuba. Ganhou crédito.

Pela mesma lógica que faria de Marlon titular no Mundial de 2010, Bruninho, que neste sábado completou 25 anos, foi mantido no time-base na Liga de 2011. Mas não repete seus melhores momentos. Assim, está aí a maior interrogação do Brasil para as finais na Polônia. Hoje, eu escolheria Marlon para sair jogando.



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