A demissão de Rodrigão e Marcelinho



No meu primeiro dia de folga no LANCE! antes do Natal, admito ter ficado muito surpreso com a decisão do Pinheiros/Sky de afastar o meio-de-rede Rodrigão e o levantador Marcelinho do time.

Os motivos ainda não ficaram claros, mas a dupla admitiu que o pedido partiu do técnico Mauro Grasso, que até agora não se pronunciou. A repercussão no mundo do vôlei foi instantânea. No twitter, vários jogadores deram opinião sobre o caso. O oposto Anderson, atualmente na Cimed e que por vários anos jogou pela Seleção com Rodrigão e Marcelinho, por exemplo, escreveu: “Isso é coisa do duas caras”. O eterno capitão Nalbert foi além: “Isso me cheira tentar arrumar bode expiatório para justificar o fracasso de um projeto mal elaborado. É isso mesmo. Falei e pronto. Não se sabe o que aconteceu realmente, mas os dois eu conheço bem e afirmo que são grandes pessoas e grandes profissionais. Falta de respeito. Esperava um pouco mais de respeito com caras que fizeram tanto pelo nosso esporte e pelo nosso país”.

 O oposto Léo, do próprio Pinheiros, redigiu após o time derrotar o São Caetano/Tamoyo: “Infelizmente existem decisões que fogem do nosso alcance. Somos profissionais e temos de seguir nossa carreira. Sucesso e felicidade a todos”.

Após conquistar o Campeonato Carioca feminino pela Unilever, Bernardinho também comentou o caso e disse que vai se inteirar da situação antes de tomar alguma atitude.

Rodrigão, por sua vez, revelou já ter inclusive contactado Ary Graça, presidente da CBV, em busca de uma solução para o caso. A preocupação do central procede. Pelas regras da Superliga, eles não podem mais atuar por outro clube. A Sky, patrocinadora do Pinheiro, promete pagar o salário da dupla até maio de 2011, data do fim da Superliga. Mas ambos não querem ficar parados, principalmente o central, que é titular da Seleção.

– Alegaram opção técnica quando nos dispensaram. Foi uma decisão do Pinheiros, e a única coisa que pedi foi que me deixassem jogar. Isso está me preocupando demais. Aqui, teoricamente, a gente não pode jogar. Já fizemos a primeira partida por um time, e o prazo de trocas já se encerrou. Liguei para o Ary e pedi ajuda. Não quero voltar para o exterior. O Pinheiros passou a decisão, mas até agora o nosso patrocinador não falou nada. Espero um contato para saber o que vai ser feito – disse Rodrigão, que tem contrato com o time até 2012.

Com um dos maiores investimentos do vôlei brasileiro, a Sky montou uma equipe de galácticos na temporada passada, que conta agora com Giba e Gustavo apenas com rótulo de selecionáveis. Mas os resultados não apareceram, no Paulista e na Superliga. No ano passado, Cebola comandava a equipe e foi substituído por Grasso. Em relação ao time, rejuvenescimento. Saíram os trintões Dirceu, Roca, Kid, entre outros, para a chegada de Murilo Radke, Maurício. Por enquanto, a campanha é apenas regular, com sete vitórias em 11 jogos.

Uma palavra oficial é bem-vinda para que boatos não comecem a virar verdades.



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