15 a 3 no tie-break!!! Alguém explica?



Aqui no Rio ouço a seguinte frase: “Existem coisa que só acontecem com o Botafogo”. Será que posso modificá-la, entendam sem preconceitos, por favor, para: “Existem coisas que só acontecem em jogos femininos de vôlei”?

Eu tento buscar explicações para algumas situações e não encontro. O Sesi abre 2 a 0 no Vôlei Futuro. Leva o empate e no tie-break perde por 15 a 3. Isso mesmo! Não esquece de colocar o 1 antes do 3.

É placar de jogo de adulto contra colegial, não de times que ocupam terceiro e quarto lugares na classificação da Superliga.

Por muito tempo ouvi que as mulheres sofrem mais com apagões psicólogicos do que os homens no vôlei. Isso explicaria grandes viradas (Rússia x Brasil, Usiminas/Minas x Vôlei Futuro…) e os sets com largas vantagens em jogos que estavam equilibrados.

Mas existe também o lado técnico, os erros e acertos de passe, ataque, saque…

Alguém tem uma explicação definitiva?



  • Léo

    Acho que o passe da MICHELE foi qualquer nota viu.É uma pena ver uma líbero tão promissora, que defende tanto, ter o pior passe da equipe.

  • Paula

    Daniel, se tem explicação lógica eu não sei, mas que eu fui dormir hiper feliz … ah eu fui. Finalmente o meu querido Vôlei Futuro venceu o Sesi. E olha que, depois do segundo set, eu já estava achando que meu time ia tomar um vergonhoso 3 a 0. Agora, as meninas do Sesi, do quarto set em diante, simplesmente desaprenderam o que é jogar vôlei. Assim como você, eu não entendi. Na minha opinião feminina, eu acho que o fator psicológico, infelizmente, é muito forte para nós meninas. Muitas vezes é determinante para a vitória (visto exemplos dos times de Cuba e República Dominicana), mas, no caso dos times regionais e da seleção Brasileira, o emocional, na maioria das vezes, complica mais que ajuda. Acho que mais que uma nova levantadora, centrais mais eficientes ou outra troca de atletas, nossa seleção precisa muito mesmo é de uma boa terapia de grupo. hehehe

  • Pedro

    Explicação definitiva para esse 15×3, não. Ao mesmo tempo, observa-se que seria difícil o Sesi continuar jogando no ritmo impecável dos dois primeiros sets e o Vôlei Futuro não melhorar em relação aos dois sets iniciais, já que as jogadoras estavam pateticamente irreconhecíveis.

    Observa-se claramente a falta de descontração que tomou de conta do time do Sesi a partir do quarto set. Devido a aparente pressão da torcida, as jogadoras do Sesi aparentavam não ver a hora de acabarem de vez com o jogo no terceiro set. E quase conseguiram, não fossem umas bolas duvidosas.

    Veio o quarto set e o banco do Sesi aparentemente não correspondeu às constantes trocas do exasperado treinador (exagerado e insano a forma dele cobrar a Dani Lins).

    Veio o quinto set, com a Soninha, que carrega-time irreconhecível em relação aos dois sets iniciais, sem falar na Elisãngela, ainda mais perdida após o cartão amarelo.

    Nesse cenário, o Vôlei Futuro reinou soberano e traduziu na quadra todo o grande potencial do time, a começar pelo bom saque, bloqueio eficiente e alegria inexistente nos dois sets iniciais. Deu gosto de ver o saque e o bloqueio do Vôlei Futuro no quinto set. Um ponto negativo foi a Ana Cristina puxando toda a glória da conquista pra ela, o que sabemos que não foi bem assim, vide Paula Pequeno e Fernanda Garay.

    • Simone Gomes

      Pedro, me desculpe mas não concordo com sua opinião

      *Acho que o Talmo é super tranquilo e não o vi descontrolado com a Dani Lins. Se bem pra quem veio do técnico Bernardinho, qualquer bronca é carinho
      *Não acho que a Ana pegou toda a glória pra ela, acho que ela incendiou o time e foi isso que levou a virada
      *E acho que a Fernanda Garay está com muita mala pra pouco voleibol. Ela não virou nada nos primeiros sets. A Paula sim, essa estava espetacular como sempre.

      • Pedro

        Sobre a boa performance da Paula e da Fernanda, me refiro à parte final do jogo, a partir do final do terceiro set, quarto set (saques da Fernanda e defesas da Paula) e quinto set (time inteiro).

        Sobre a Ana Cristina, me refiro à entrevista pós-jogo. Qualquer atleta consciente do que siginifica esporte coletivo não precisaria dizer o que ela disse.

        Sobre o treinador do Sesi, ele aparenta ter um modo peculiar de tratar a Dani Lins, que não vejo paralelo em relação a outros treinadores, como o Bernardinho. Vale lembrar que esta é apenas uma percepção externa, de expectador, e que a forma como ela ouve seu treinador atual em relação a treinadores passados pode não refletir o que percebo.

        • Nilton

          A Ana é mala mesmo. Lembram dela ano passado brigando com Paula, pq a Paula reclamou das jacas dela, quase deu pau. Talmo é um pai, a Pani Lins que é amarelona e chega uma hora que o tecnico tem de falar mais forte mesmo uai

    • Fábio

      – Eu também achei que a Ana Cristina (como já era de se esperar), pegou toda a glória para ela. Aquela entrevista no final do jogo foi sem noção, pra mim quem fez diferença mesmo foi Paula Pequeno, com participação da Ana Cristina, é claro. Ana Cristina jogando em casa geralmente dá show.

      – Fernanda Garay e Joycinha ainda não me convencem. Muito medo delas na seleção.

      – Quanto ao Talmo, vejo que ele não consegue se comunicar com a Dani… Não sou fã dela não, mas é preciso entender que ela sofre mais pressão do que qualquer outra jogadora, justamente por estar na posição mais criticada e estratégica da seleção feminina. Não é fácil! Cheguei a ver ele dando umas trombadas nela, criticar bolas que estavam boas, etc…

      – Nos momentos de crise dá pra ver que o Sesi não tem um grupo unido, não sei não, alguma coisa ainda precisa ser ajustada. Dani levantar para a Sassá várias bolas seguidas no Tie mesmo após diversos tocos é no mínimo suspeito.

      Enfim, parabéns ao Volei Futuro, PP4, Ana Cristina e força para a Dani Lins

  • GRACA

    A explicacao e’ essa mesmo: MULHERES DESCONTROLADAS NAO PRODUZEM, perdem totalmente o foco e erram tudo. Seja faxineira, medica, juiza, reporter, jogadora de volei ou o que for, mulheres em geral tem dificuldades de render com o psico abalado, simplesmente perdem as acoes.

    • Afonso (RJ)

      Homens descontrolados TAMBÉM não produzem. Qualquer um descontrolado não produz. Nunca tive o prazer de conhecer nenhum, mas “chuto” que até ETs descontrolados não devem produzir. Agora, se disser que que as mulheres se descontrolam com mais facilidade, tenho minhas dúvidas, mas pode-se ao menos discutir a respeito…

      • Nilton

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, quase morri de rir na parte dos ETs, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • GRACA

    A verdade e’ que o VOLEI FUTURO tem o MELHOR ELENCO da SUPERLIGA FEMININA, poderia ter ganho do SESI por 3X0 se nao fosse o TECNICO INSANO. Nao da’ p/ engolir o PAULO COCO, o grande culpado de o VOLEI FUTURO ter perdido um ponto e ter ido para o TIE BREAK foi do maluco do COCO. O que ele tem contra ANA CRISTINA? Quantas vezes A.CRISTINA tem que provar em quadra que ela e’ a titular ideal para o time e A.TIEMI e’ apenas uma boa reserva? Se nao fosse a excelente atuacao de A.CRISTINA que e’ muito melhor entrosada com as atacantes, o VOLEI FUTURO iria tomar um 3X0, por sorte ainda consegiu ganhar no tie brak. Outra coisa cade STACE SYKORA? NAO DA’ P/ENGOLIR PAULO COCO!

    • Nilton

      Eu entendo que os torcedores se revoltem um pouco, mas o P. Cocco é um otimo treinador. Tirou leite de pedra no Pinheiros, barrando Sollys Osasco em 2 ou 3 paulistas.
      Ele aposta nja Tiemi, como muita gente aposta na Lins. A verdade é que as duas sao muito fraquinhas mesmo. Tecnicamente A. Cristina nao é boa tb nao, mas ela tem mais garra, mais experiencia e segurança que a Timei, só isso, pq tecnicamente sou mais a Claudinha do Minas do que essas 3 envolvidas no escandalo de ontem em Araçatuba, kkkkk
      Agora, cobrar o P.Cocco pela ausencia da Stacy nao dá nehhh…. Ela simplesmente nao voltou ainda do acidente, desculpem, sei que é grave e tudo, mas para alto nivel ela noa estava rendendo. Vi o jogo do VF contra o Sesi no primeiro turno e a Sykora foi titular e deu muito, mas muito prejuízo no passe….

  • Simone Gomes

    Foi de arrepiar aquela partida.
    A torcida ajudou muito mesmo, o Ginásio ficou num barulho tão grande que saímos de lá com um “zunido” no ouvido. Estou até agora com o ouvido tampado. Pensa numa torcida que ficou louca!
    O que aconteceu foi que elas começaram a se irritar. A Elizangela perdeu a cabeça e começou a “apavorar” as demais jogadoras. A Soninha pedia calma para o time, tentava controlar os ânimos, mas elas se perderam na quadra.
    Era visível a expressão delas no tie break, um desespero para ir embora logo, totalmente abaladas.
    Eu como torcedora do VF gostei, mas tenho que concordar que o SESI é um grande equipe. Dani Lins está jogando muito bem. E a líbero delas é perfeita.
    Foi um jogaço! Parecia uma final de Campeonato. O Talme deveria ter mantido a Elizangela no banco para conseguir equilibrar mais a mente das demais jogadoras.

  • newton.carvalho

    Daniel, o que acontece com a Ana Tiemi? É impressão minha ou o Paulo Cocco tenta de alguma forma prestigiá-la? Por que será que ela não consegue engrenar?

    Outra coisa, a Stacy Sykora ainda está com sequelas do acidente? Aquela menina “Verê” é uma líbero no máximo esforçada. Bate cabeça demais. Deixa caiar bolas facilmente defensáveis.

    Parabéns ao Volei Futura, mas fico triste pela Tiemi.
    Esperava que ela desencantasse, mas ….

  • Luiz

    A superliga masculina pegando fogo, mas a feminina tão ruim. Unilever vai ganhar com sobras, e quem for para final com ele vai ser massacrado. Nenhum time tem estabilidade emocional para encarar um Unilever pela frente.

  • Afonso (RJ)

    Vejam o post do Daniel do dia 18 de fevereiro: “Coluna de domingo: Como virar um jogo que estava perdido”. Trata da incrível “virada” do Minas sobre o Volei Futuro, que ainda deve estar bem fresco na nossa memória.
    Lá, comentei que vinha observando muita oscilação nos jogos da superliga feminina, e que, apesar da “virada” ter sido realmente marcante, para mim não foi de todo surpreendente.
    Ontem no jogo entre o Volei Futuro e o SESI, novamente houve um “apagão” do time paulistano, que no meu entender começou com a fatídica “síndrome do terceiro set”.
    Honestamente não vejo isso como um fator inerente ao psicológico feminino. Vejo mais como um erro, ou um vício de nossas atletas de apresentarem a tendência de “relaxarem” no exato instante em que se acham numa zona de relativo conforto. O resultado é que a equipe adversária passa a “gostar do jogo”, enquanto – aí sim – o psicológico do time vai cada vez mais na direção da insegurança. Resultado: viradas surpreendentes ou placares inexplicavelmente elásticos.
    No meu entender a solução passa pelas comissões técnicas, e principalmente pelas divisões de base. Não para tratar o “psicológico feminino”, mas para incutir nas nossas atletas aquele “espírito matador”, que mesmo vendo o adversário aparentemente batido não esmoreçam enquanto não acabarem com ele. E se me permitem uma assertiva aparentemente paradoxal em relação ao que eu disse até agora, quem sabe (no sentido figurado) incutir um pouco mais de TESTOSTERONA nas nossas atletas?

  • Vitor

    Só vale lembrar que o ponto em que o Vôlei Futuro chegou ao set point no 3º set foi numa bola MUITO dentro numa diagonal da Soninha que foi marcado bola fora de forma equivocada quando num lance muito semelhante da Paula Pequeno o ponto foi confirmado pra Araçatuba.

    Erros de arbitragem a parte, o Sesi peca por ter centrais tão ineficientes no ataque. O jogo é aberto quase que o tempo todo. Marina ainda compensa bem no bloqueio, já a Natália Martins faz hora extra na rede, raramente é efetiva. Com Soninha muito marcada como sempre (e mesmo assim ela fez 20 pontos e vem sendo, na minha opinião, o destaque dessa Superliga) e a Lili desconcentrada e querendo derrubar o bloqueio na marra, realmente fica difícil pra Dani Lins, que nada pode fazer dada tamanha apatia por parte da sua equipe no tie break. Não passou, não atacou e e muito menos bloqueou. E eu vi gente culpando a pobre da Dani Lins…

  • Welmer Sales

    Daniel quando você vai fazer um post comentando essa equipe da Unilever. Essa equipe simplesmente ta passeando nessa superliga, vejo equipes como o Sollys/Nestlé e Vôlei Futuro com um elenco do mesmo nível da equipe carioca, mas nenhuma consegue imprimir tamanha superioridade sobre as outras equipes, aliás nenhuma equipe consegue fazer medo pra esse time da Unilever, a não ser o time do SESI, time que o estilo de jogo encaixa contra o jogo da Unilever, e o time do Sollys/Nestlé que consegue jogar de igual pra igual contra a equipe carioca muito pela rivalidade entre as equipes, mas que na hora de decidir não consegue definir os pontos. Há quem diga que muitas equipes conseguiram jogar sets melhores que a equipe da Unilever jogando contra a mesma, mas o problema é que na hora de decidir não de decidem e acabam sendo dominados por Sheilla, Mari e cia. Mas aonde será que esta o segredo do time? Será que está na levantadora fora de série que comanda o time dentro de quadra, jogando bem até tendo um passe tão ruim? Ou será que está no banco com um técnico que não deixa as jogadoras relaxarem?
    Bem, tanto a levantadora quanto o técnico podem fazer a diferença. Mas uma coisa que eu tenho certeza é que vai ser difícil parar esse time da Unilever nos play-offs. E uma coisa que está clara é que se esse time não encontrar uma levantadora que segure as pontas a equipe vai começar a próxima temporada um passo atrás de Sollys/Nestlé e Vôlei Futuro.

    • newton.carvalho

      Welmer, a idéia por trás da volta da Fernada é entre outras coisas fornecer bagagem para a Roberta. Essa menina é uma levantadora alta, forte e promissora que está sendo preparada pela comissão técnica da Unillever.

  • marcos monteiro

    A Michele tem que treinar passe urgentemente.O Paulo Côco conhece bem a fera,tanto que mandou sacar nela o tempo todo.Ele deve ter ficado careca de tanto tentar ensina-la passar.

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