11 vezes Brasil no Grand Prix



1) Belíssima conquista brasileira em Bangkok. 3 a 2 sobre os Estados Unidos (18-25, 25-17, 25-23, 22-25 e 15-9)!

2) Vitória sobre as americanas, principais rivais da atualidade = dar moral para a Rio-2016.

3) Zé Roberto acertou em escalar Léia como titular. Quando o time vinha mal, no segundo set, trocou Garay, que era a maior pontuadora do time, por Jaqueline. Achei que Natália fosse sair, admito. E também deu muito certo. Na volta para o terceiro, surpreende (pelo menos a mim) e volta com Garay no posto de Jaque. E não dá pra dizer que deu errado, né? Mas as inversões de 5-1 comprometeram no fim do terceiro e quarto sets, para sermos justos.

4) Que diferença no ataque fizeram Fabiana e Thaisa no terceiro set! Foi a melhor atuação da capitã na fase final do Grand Prix.

5) Sheilla passou quase um set e meio sem pontuar. Para muitas jogadoras, principalmente opostas, seria um peso difícil de carregar. Ela não apenas suportou como cresceu muito de produção no decorrer do jogo. Buscar a constância é o desafio para a Olimpíada.

Festa brasileira na Tailândia (FIVB Divulgação)

Festa brasileira na Tailândia (FIVB Divulgação)

6) Quebrar o passe americano. Está aí o mantra para os próximos duelos.

7) Dani Lins começou imprecisa. Mas foi corajosa nas escolhas na construção da virada.

8) Na briga por vaga entre as 12 para a Rio-2016, Léia ganha muitos pontos. Titular numa final com os EUA e com atuação bem segura, com algumas defesa espetaculares. Zé sempre disse que a definição da líbero seria penderia para quem transmitisse mais segurança para o restante do time. Neste domingo Léia fez isso muito bem.

9) Kiraly precisa ensinar a Adams a se posicionar na hora do saque adversário. Erros colegiais em dois sets. Ah, me nego a comentar aquelas dancinhas no banco de reservas.

10) Santo desafio! Aquele dedinho que dobrou um pouco no ataque do 24 a 23 do Brasil, que havia sido marcado fora, deu um alívio para alguns milhões de torcedores.

11) 11 itens? Apenas para registrar o 11º título brasileiro no Grand Prix.



  • MVP do blog

    Olha, o que vi deu uma chacoalhada no animo e no otimismo. EUA anda longe de ser imbatível (bem menos que a seleção de 2012), e que é possível, o Brasil se organizando e eliminando os detalhes equivocados, ganhar o ouro, mais um vez. Vejo China e EUA como ameaças diretas da medalha pro Brasil, e Sérvia correndo por fora, e nessas ocasiões é preciso ter essa garra (Thaisa e Fabiana), organização tática (Dani foi Dani, e não Pani), ataque efetivo (Sheilinha aparecendo, Garay tb), Zé Roberto sabendo mexer na hora certa, e acima de tudo passe ( que Natália e Garay tenham pelo menos regularidade, e que se faça justiça a Leia, merece ser a líbero das Olímpiadas). Sem esses componentes, Brasil tem grandes chances de perder pra China e EUA. O Brasil precisa ser o Brasil de sempre: passe, trabalho em equipe, jogadas rápidas, e organização tática. O ouro é possível. O que era um bronze real, na minha opinião, virou um tri campeonato vindo por aí.

    O que preocupa:
    falta de uma Oposta de origem; se não tivermos a Sheila como conhecemos nas Olimpíadas, ficará difícil. Tandara é carta fora do baralho. É o ônus da gravidez.
    Roberta não segurou a pressão nas inversões. Brasil poderia ter fechado em 3×1. Isso em outro contexto, pode valer uma medalha.
    Fabíola não jogou a fase final, como estará a situação dela no puerpério? Quem irá segurar a onda, quando Dani Lins der pane?
    Jaque não deve ser descartada, deu mostras de que seu passe e fundo de quadra dão segurança ao Brasil (vide 2 set). Precisa ter mais confiança e se recuperar.

    • will

      Cara o Brasil é sempre o Brasil de sempre mais o que mata é que o torcedores brasileiros querem perfeição o tempo todo,querem também ganhar tudo o tempo todo só que se esquecem que precisam ver que as nossas meninas estão buscando o seu melhor a cada jogo ,ninguém desaprende a jogar mais umas estavam abaixo buscando seu ritmo e outras voltando de lesão! a Jaque é um exemplo pois foi bombardeada pelas atuações no SESI só que ela vem tendo que lidar com os problemas pulmonares então ela precisa do tempo certo, assim como a Sheila que está na sua última temporada com a seleção.A china tem um grupo jovem fantástico junto com as americanas que são muito forte no conjunto ,mas o Brasil tem uma garra que quando cresce vai pra cima de qualquer como um leão e isso fica evidente nas marcas da vitórias por mas que parece um pouco abaixo na hora do vamos ver o Brasil mostra a sua cara,infelizmente tem uns torcedores que me parece ver uma derrota pra cair matando uns faz questão de falar que EUA é a principal seleção do mundo,mas tenho sempre as minhas dúvidas se o torneio mais importante do vôlei e as Olimpíadas como pode ser a principal seleção se quem detém o metal mais precioso e cobiçado está ainda ou pode continuar com o Brasil.

  • will

    Que bom pro Brasil que realmente o jogo é definido mesmo na quadra essa fama de apontar favoritos é dos espectadores que definem a acham uma seleção melhor,eu nunca perdi essa lucidez que pra nossa seleção poder chegar no nível de EUA e China só realmente melhorando o seu passe ajustando isso ao crescimento das demais para chegar bem na reta final.
    Acredito que a Leía conseguiu garantir sua vaga mesmo sabendo do talento da Brait mas como Olimpíada é momento então o da líbero da final mostrou estar melhor,acredito que mais uma vez como não posso nunca retirar o mérito do Zé Roberto no fim do 3 set num lance crucial da partida pedir o desafio onde nem mesmo a Thaísa estava acreditando no toque isso foi muito importante pra sequência do jogo brasileiro.
    Outro ponto que merece o destaque foi a Jaque ter dado a virada no passe e ataque quando a seleção americana estava já abrindo novamente no 2 set através do erro de passe hora da Fernanda ou da Natália,novamente pra mostrar porque é uma jogadora importante para as pretensões de uma medalha no RIO.
    E agora pra finalizar o destaque merecida a nossa Fabiana e Sheila que jogadoras que gostam de uma partida decisiva não fogem da raia mostram a cara e dá um tapa novamente pra quem quer desmerecer a importância de ambas no cenário mundial e principalmente pra nossa seleção pra quem fala tanto de Kelly Murphy e Kaste Lowe um leve beijo de nossa oposta pra ambas,outra que mostrou um crescimento dentro da partida foi Dani lins que soube colocar as nossas centrais assim que teve o passe nas MÃOS e fundamental fazer a Sheila crescer na partida onde começou muito mal assim como as nossas atacantes.Então parabéns Brasil pelo sua superação novamente,pela garra brasileira e mais importante saber que tem muito a melhorar até o final do mês que vem pra tentar colocar mais uma medalha no peito e para a tristeza dos antis ¨torcedor¨ que torcem como nunca pra a derrota do Brasil dizendo ao ponto de falar que os EUA estão montando uma dinastia de ganhar tudo que disputar pois é ao meu ver esse cenário não se monta pois o cenário é muito equilibrado tanto no feminino quanto no masculino,depois de tantos anos acompanhando o vôlei eu vi uma dinastia somente uma vez no feminino que foi CUBA entre a década de 90 e início dos anos 2000 e a nossa seleção masculina da década passado, essas sim chegavam superiores nos jogos e mostravam em quadra a sua força perante os rivais.

  • Lauriclecio Figueiredo Lopes

    Só não concordo com o item 9. Deixa a Adams comenter esses erros. Isso pode gerar um pontinho precioso rsrs

    A Léia está mais segura que a Brait, isso é obvio e para mim e merece ir para as Olimpíadas. Mas contra ela conta contra a escolha da Fernandinha em 2012. Explico. Léia chegou a seleção quase da mesma forma (de última hora) que Fernandinha em 2012, quando o Zé cortou Fabiola para Fernandinha ficar. Algo que não deu certo e que ele se arrepende profundamente, tanto que parece que se sente endividado com Fabiola. Arrisco dizer que 95% dos técnicos não teriam convocado Fabiola após essa gravidez e com tão pouco tempo para se recuperar.
    A questão é, ele fará isso novamente? Escolherá alguém que chegou a pouco tempo e deixará de fora alguém que participou de todo ciclo? Eu não sei, mas espero que sim… 🙂

    Acordei hoje com esse pensamento sobre a escolha entre Léia e Brait.
    Estou na torcida pela Léia rs”

    • Douglas Fagundes

      A Léia está na seleção desde 2014, no mínimo. A Fernanda chegou em 2012… Acho as situações diferentes. Mas concordo que essa situação do corte da Fabíola deve pesar sim, tanto que para o time não chegar “quebrado emocionalmente” igual em Londres, ele vai consultar a jogadora para alguns cortes. Eu acho que a Leia e Jucy vão e a briga da Brait é com a Tandara e Adenizia. Se levar a Brait, Gabi faz a inversão.

  • Douglas Dias

    Sobre as dancinhas: eu morri de rir quando a Sheila fechou um rally no quarto set e começou a imitar as americanas xD
    Eu até acho bacana a empolgação delas e que esporte não precisa ser algo sisudo e totalmente sério. Mas passou do ponto! Parecia um monte de colegiais “abestadas”.

    • Billy

      Eu acho até bacana a dancinha das americanas(prova que são um grupo unido e alto astral) E acho que quem comanda as dancinhas é a Thompson(ex-levantadora do Rexona-Ades).

    • Edu

      Essa coisa de dancinha entra naquela pratica chata do politicamente incorreto.As ditas coreografias são realizadas na área de concentração das reservas, vulgo chiquerinho sendo uma forma de incentivar as colegas na quadra.Num trabalho semelhantes as das chearleaders na cultura estadunidense.As melhores dancinhas escancaradas e divertidas são da premiação do Osasco após o mundial de clubes em 2012.Num ano muito feliz para o voleibol feminino, em que se acumulou os dois maiores títulos num mesma temporada, o olímpico e o de clubes, as garotas se esbaldaram na premiação.A Jaque, a maior palhaça, no melhor sentido, comandou as coreografias com as crianças que ajudavam na organização.

  • Marcelo Braga

    Seria bom também sugerir ao Zé Roberto para ensinar a Sheilla a não pisar na linha na hora do saque, o que também é um mero erro colegial!!!!

    Quanto às dancinhas das americanas, há quem se incomode com isso??? Qual o problema??? Já se esqueceram do comportamento patético das brasileiras no pódio em Londres em relação às americanas? Ninguém é santo, ainda mais onde há rivalidade a esse nível! Legal mesmo de ver são as jogadoras conversando no final da partida, isso sim ilustra o verdadeiro espírito esportivo.

    EUA e Brasil configuram a maior rivalidade do vôlei mundial atual, na quadra e na praia. Nunca dá para saber quem vai levar. É jogo decidido nos detalhes, quase sempre.

    Brasil ganhou na bola e com méritos. Mostra que é um candidato fortíssimo ao ouro. Ponto final.

    Agora, não seria prudente nem sensato pensar que por essa final do Grand Prix, a seleção americana deixou o posto de melhor seleção do mundo, pois ainda o é! Ainda assim possui o melhor conjunto, sejamos realistas.
    Não é imbatível, como nenhuma outra é. Nessa final qualquer um podia ter levado o título.

    Olimpíada é outra história!

  • Felipe Piol

    Deu para fazer uma leitura labial da Brait no pós jogo dizendo: Deu pra min, esse é meu ultimo.

    • Fernando Vilarim

      Onde cê viu isso? Em que momento? Fiquei curioso

      • Felipe Piol

        Vi durante a transmissão ao vivo se não me engano tava conversando com a Gabi.

  • will

    Eu queria mais uma vez ressaltar a minha revolta e indignação com a federação internacional com essa baixa premiação para as mulheres onde o machismo é mesmo escancarado na cara só pra ressaltar os valores, US$ 200 mil (cerca de R$ 660 mil) para o Brasil campeão,o vice US$ 100 mil (R$ 330 mil) e a Holanda 3 colocada US$ 75 mil (R$ 247,5 mil). Agora vamos lá pra Liga Mundial US$ 1 milhão (R$ 3,3 milhões) para o campeão, o vice leva US$ 500 mil (R$ 1,65 milhão) e o terceiro colocado US$ 300 mil (990 mil).
    Então as mulheres treinam e lutam bastante pra chegar e na hora de ganhar receber bem menos que o 3 lugar da competição masculina, isso é uma baita desvalorização a elas poderia nem digo colocar igual o valor pois eu sei que as receitas da Liga é muito superior mas coloca um pouco mais próximo né não custava, (na minha opinião deveria receber igual a todos) nada isso mostra o quanto pesa essa fator ainda em qualquer areá de atuação mesmo, lembrando um fato não muito distante do tenista sérvio Novak Djokovic que causou uma revolta falando que homens deveria receber e ganhar mais que as mulheres isso porque os Grand Slams(Aberto da Austrália,Roland Garros,wimbledon e US OPEN) conta com premiação idêntica tanto para homens quanto para as mulheres,é realmente lamentável.

    • Manu_Floripa

      pela explicação do Desgraça o patrocinio do Feminino é muito menor que o do masculino, tanto que a premiação chegou a diminuir. Mas segundo ele esta melhorando. Vamos aguardar.

  • Billy

    Comentários totalmente acertados os seus Edu(como sempre).Não admiro e não vejo muita graça nessa oposta holandesa(Sloetjes).Ela ainda têm que comer muito feijão com arroz para se tornar a melhor oposto do mundo(na minha opinião). Prá mim a melhor oposta em atividade hoje é a Boskovic(da Sérvia).Além de nova e muito alta(1.94m),ainda tem margem para melhorar mais ainda.Um abraço Edu.

    • Edu

      Eu acho a Sloetjes uma excelente jogadora.Tentaram, por interesse jornalistico, dar um clima de rivalidade entre ela e a Sheilla no duelo contra a Holanda.De forma sincera e integra Sheilla reconheceu que a titularidade da holandesa era justificada pela performance em quadra além de ser uma colega muito leal e motivadora para que ela conseguisse ganhar mais espaço.Só acho que o Marcos Freitaspisou na jaca em coloca-la como melhor do mundo para justificar que a Sheilla era sua reserva.E uma questão de momento e hoje aos 26 anos Sloetjes seis centímetros mais alta e uma jogadora mais efetiva que uma Sheilla 3.4.Talvez quando a holandesa chegar aos 34 anos ela nem consiga jogar no mesmo nível que a nossa oposta.E essa história que o Guidetti protege o grupo de holandesa também não colou e dissolveu na terra.Ele mesmo dispensou a Robin e a Annes após a temporada.E previamente três anos antes tirou a própria esposa da formação titular do Vakifbank.A manteve na reserva por dois anos forçando ,mesmo sujeito a dormir no sofá da sala, que ela fosse jogar na Itália.Retornando no final da temporada passada para jogar no rival direto de campeonato o Ecsasibasi. Retribuo o abraço.

  • Mts.tecasilva 191725rr

    Engraçado é que a Jaqueline também dançou funk com os mascote e não vi você chama-la de macaca de auditório seria porque ela e branca

    • Billy

      Tire a conclusão que você quiser,pois não ligo a mínima pros achismos dos outros.Pelo menos a Jaqueline é graciosa dançando e ótima jogadora.Já a Adenízia é um nojo,(na minha opinião) e já está decadente há tempos.Fazer o quê se o ZRG ainda insiste em convocar tal jogadora…

  • Léia, Juciely e Roberta devem ser cortadas se seguir a linha do passado…

    Mas… Talvez ele corte Fabiola se não se recuperou do parto e Tandara se o machucado dela continuar…

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