Трамплинг!



Fiquei com vontade de escrever este texto diretamente no Google Tradutor, deixando não apenas o título em russo. Mas, para poupá-los do trabalho de traduzir tudo de volta para o português, apenas a palavra ATROPELAMENTO foi escrita no idioma do Muserskiy.

Por falar no gigantão, ele, que já nos atropelou uma vez, anotou a placa desta vez?

Infelizmente, compromissos profissionais me impediram de ver o jogo. Mas, pelos que já pude ler a respeito do 3 a 0 (25-22, 25-20 e 25-21), fica evidente  a superioridade técnica em quadra e a comprovação de que um dos pontos que levantei no texto de ontem, na derrota para a Polônia, fez diferença: acostumado com momentos decisivos, o Brasil cresce muito.

“Quando a faca está na garganta”, escreveu Dante, no Instagram. E ele tem razão. O vôlei brasileiro se habituou em sair do fundo do poço em algumas situações que pareciam perdidas. E aqui, que fique claro, não estou defendendo o pachequismo e muito menos na tese de que “todos estão contra nós” ou “vencemos a tudo e a todos”. A tese é a de que a Seleção Brasileira consegue absorver algumas derrotas doídas rapidamente e tira forças, também instantaneamente, de algumas situações pontuais para se levantar. Não vai acontecer sempre, mas tem acontecido frequentemente. E isso com certeza coloca um grilo na cabeça dos rivais em partida com o status e importância da de hoje.

Agora, classificado para as semifinais, o time verde-amarelo terá tempo para recuperar fisicamente alguns jogadores, antes da definição de um lugar na decisão. Murilo é o principal exemplo. Jogou no sacrifício nesta quarta-feira e tem uma grande parcela de mérito pelo triunfo “psicológico”. Nesta hora, uma situação como a do ponta contamina positivamente o grupo, que quer “dar uma vitória de presente” para quem está se sacrificando, se une ainda mais e coloca uma raiva, no bom sentido da palavra, na forma de jogar. E todo esse esforço dele fez a diferença. Wallace, outro que estava baleado dias atrás, colaborou com 14 pontos, um a menos do que Lucarelli, o maior anotador. Certamente, estão doloridos agora. Mas não mais do que a cabeça dos russos.

 

 

 

 



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