The Last of Us Part II choca, nos imerge e alcança a promessa de ser uma obra-prima



 

The Last of Us Part II é exclusivo para PS4 e foi lançado no último dia 19

Que é o mais badalado de 2020, até o momento, é inegável. E atende às expectativas? De antemão, digo que não. Ele superou. The Last of Us Part II chegou entre nós, na última sexta-feira (19), para garantir que a atual geração de consoles feche com chave de ouro.

O exclusivo de PS4 calhou de ser lançado em meio a uma pandemia, o que ecoa ainda mais a essência do game, cujo cenário segue distópico e devastado pela sua própria pandemia e males humanos.

Tendo Seattle como plano de fundo em boa parte, The Last of Us Part II traz uma Ellie (a protagonista) mais madura em relação ao seu predecessor e já moldada pela realidade cruel daquele universo, capaz de dialogar com o nosso âmago durante toda a jogatina – um pouco menos em trechos mais arrastados, e até desnecessários, na reta final do roteiro.

Aliás, a história contou com uma superprodução, escrita por Halley Gross (da intrigante série Westworld) e dirigida por Neil Druckmann, que se arrisca em diversos campos, tanto técnicos quanto narrativos. E, no balanço geral, acerta em cheio.

Estamos falando de um jogo com temáticas raras, pois lida com dualidade de supostos heróis, relativismo moral, melancolia e representatividade de gênero, por exemplo. Acrescenta-se à receita à sua violência chocante e visceral, o que faz da Part II ser para quem tem estômago – e coração – forte.

Part II traz um combate visceral

O jogo toca de cara quem está disposto a imergir de peito aperto. Não é raro você se pegar com o controle nas mãos a esmo, após ações desenfreadas na gameplay, e refletir se deveria de fato estar ali ou matar acolá. Ou melhor: o porquê.

The Last of Us Part II, brilhante e propositalmente, constrói camadas em seus personagens (você também fica na pele do lado do “mal”). Logo, é comum nos identificarmos e trazermos os acontecimentos da telinha para a nossa realidade, sobretudo neste período no qual passamos, onde os questionamentos morais e interpessoais andam tão aflorados.

Sobre os aspectos técnicos, é um jogo que tem uma gameplay bastante caprichada, modos de combate que permitem improviso e criatividade, uma inteligência artificial digna (tanto dos infectados quanto dos humanos), pouca interação com cenário, desta vez ampliado e que dá uma considerável liberdade para exploração (essencial), e não traz nenhuma inovação.

Já os gráficos roubam a cena, tanto que a direção do jogo não hesita em focar nas expressões dos personagens, o que deixa a nossa experiência mais imersiva.

Expressões faciais (e transições temporais) ousam e impressionam 

POR QUE É UM ‘MUST-PLAY’?

The Last of Us Part II foi lançado sete anos depois do seu primeiro game, tido como um dos melhores e mais marcantes da geração passada. Os seus desenvolvedores afirmaram que só fariam uma continuação no caso de bolarem uma trama tão convincente quanto. E, sem dúvidas, a atual convence e promete fixar na memória de quem jogá-lo.

Apesar de não possuir um desfecho unânime (que eu aprovei, diga-se) e se distanciar de homofóbicos e de quem tem aversão à estética goreThe Last of Us Part II é um “must-play” pois transcende o âmbito do entretenimento e, com uma experiência única, faz o jogador refletir sobre si mesmo e suas atitudes coletivas.

Ellie e Dina formam um casal no jogo

Ainda não sabemos o que esperar do também promissor Cyberpunk 2077, mas me arrisco a dizer que a Naughty Dog (desenvolvedora) levará o GOTY (Game Of The Year) pela segunda vez (a primeira foi com Uncharted 2: Among Thieves, em 2009). Conclusão: The Last of Us Part II é uma obra-prima “obrigatória” da indústria.

* O Press Start agradece à equipe PlayStation por ter cedido The Last of Us Part II para a realização desta análise

TRAILER OFICIAL DE LANÇAMENTO



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