Resident Evil Village é um prato cheio com temperos balanceados para os fãs



Conheça Resident Evil Village, novo jogo para PS5, Xbox Series X e PC |  Jogos de terror | TechTudo

A chegada de Resident Evil 7 veio com expectativas contrárias em relação ao 8, intitulado de Resident Evil Village e motivador desta resenha. Se o game antecessor da lendária franquia da Capcom chegou sob desconfiança pois navegava em meio a uma crise de identidade e arriscara alterar a perspectiva da jogatina, o atual, lançado neste mês para para PC (via Steam), PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series S/X, teve o seu hype amparado pela ótima fase da empresa.

Assim como no RE 7, no mercado há cerca de quatro anos, Ethan Winters é o protagonista e jogado com a câmera em 1ª pessoa, o que se provou um acerto no game anterior. Num tom objetivo, dá para dizer RE Village é uma agradável miscelânea bem executada de games distintos da franquia. Há virtudes do clássico Resident Evil 4, elementos do 7 e uma composição da bagagem dos clássicos.

Ou seja, é um prato cheio cheio om temperos balanceados para os fãs.

Resident Evil Village é um dos jogos mais ambiciosos da saga. É composto por quatro capítulos que não dialogam diretamente entre si. Porém a motivação de Ethan é comprada pelo jogador logo na primeira e marcante cena de introdução (você deve ter visto nos trailers, aquela mesmo em que Chris Redfield aparece de uma forma controversa, assassinando Mia e sequestrando Rose, o seu bebê).

Rapidamente você se pega ambientado e tenso com tudo que o Vilarejo pode proporcionar, o que é um mérito da narrativa, frenética na cinemática e jogabilidade desde o primeiro ato.

O jogo – que, atente-se, tem partes bem aterrorizantes e claustrofóbicas, sim, senhor – possui diversos trunfos atraentes. O chamariz é o balanceamento entre aventura (chupinhada do 4) e survival horror – cuja receita atingiu o seu ápice no predecessor. O usuário mais paciente também se sentirá recompensado pelos recursos da exploração, seja nos ambientes direcionados, internos, ou abertos.

A Capcom não brincou em serviço. O jogo é desafiador (nem tanto no modo normal, diga-se), mas brilha mesmo quanto à ambientação, trilha sonora e imprevisibilidade (acima do padrão) das criaturas; e aí temos de tudo um pouco: lobisomens, os Licans, gigantes com um martelo colossal, zumbis robóticos, vampiras e por aí vai.

A jogatina também ganha pontos ao conter o enigmático vencedor chamado de “Duque”, onde é possível comprar suprimentos, vender tesouros, aprimorar armas e se beneficiar de sua caça e pesca. Para nós, brasileiros, a inserção da (boa) dublagem em português é um tempero extra significativo.

Ao longo de minhas 12 horas de campanha, em que é preciso derrotar os quatro chefes, Lady Dimitrescu, Donna Beneviento, Salvatore Moreau e Karl Heisenberg, para chegar à mística Mãe Miranda e descobrir o que houve com a sua família, me senti instigado com todas as propostas fornecidas pelo game, cujo visual gráfico tem o mesmo impacto positivo da já citada ambientação. É um experiência frenética e, posso dizer, digna de estar na lista dos melhores jogos do ano – como eu já bem esperava.

* O Press Start agradece à equipe Campcom por ter cedido Resident Evil Village para a realização desta análise (PS5)



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