O crescimento dos naming rights nos eSports



Segundo o último relatório divulgado pela Newzoo, uma das principais empresas do mundo em pesquisa e análise do mercado de games, a audiência dos eSports no mundo deve alcançar a marca de 474 milhões de espectadores ainda esse ano e, para o que vem, a projeção ultrapassa meio bilhão de pessoas, chegando a 577.2 milhões em 2024.

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Se antes a maior parte dos parceiros do eSport brasileiro era de empresas endêmicas à indústria, ou seja, de certa forma relacionadas ao mundo dos games ou tecnologia (empresas de telecomunicação, eletrônicos, informática etc), hoje o interesse por se vincular aos esportes eletrônicos alcança também os mais variados setores da economia.

Tradicionais marcas como BMW, Coca-Cola e RedBull, além de bancos como Santander, Next (do Bradesco), BS2 e Banco do Brasil, entraram fortes na corrida por um espaço nos eSports, trocando, inclusive, os investimentos feitos em futebol e Fórmula 1 para alocá-los nos esportes eletrônicos.

Há um fator ainda mais curioso e interessante: a venda de naming rights nos eSports está a todo vapor. Além dos já conhecidos cases da “Vivo Keyd” e da “Red Canids Kalunga”, nos últimos dias o mercado dos esportes eletrônicos viu também o anúncio, por parte da Unidas (gigante do setor de aluguel de carros), da compra dos naming rights da GOD Esports, que agora passou a se chamar “GOD Unidas”, confirmando o apetite das marcas em se posicionarem no mundo dos games, inclusive por parte de empresas não-endêmicas ao setor.

Para o advogado Eduardo Diamante de Sousa, sócio do Carlezzo Advogados, responsável pela assessoria jurídica da GOD na venda dos naming rights para a Unidas, o potencial dos negócios envolvendo naming rights nos eSports é enorme e apresenta vantagens se comparado a outros esportes tradicionais como o futebol:

– O potencial dos negócios envolvendo naming rights nos eSports é muito grande. Além da própria estratégia de marketing das empresas, que buscam nos eSports o rejuvenescimento de suas marcas e a renovação da base de clientes, há outros fatores que favorecem o ambiente de negócios. Diferentemente do futebol, onde os times são marcas tradicionais e são constituídos sob a forma de associação, as organizações de eSport, além de novas, são constituídas sob a forma de empresas e com donos bem definidos, de modo que o processo de tomada de decisão na venda desses ativos publicitários é muito mais rápido e eficiente e, portanto, mais atrativo às marcas, visto que a própria natureza do negócio de naming rights exige flexibilidade e agilidade para proceder ao rebranding do time.

A entrada das grandes marcas no universo dos games é, sem dúvida, o grande propulsor que, há pouco, ainda faltava ao cenário do eSport brasileiro. Mas a espera chegou ao fim e os esportes eletrônicos entraram, em definitivo, no radar das grandes marcas.



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