Números e o que vimos da Game XP, uma brincadeira que moveu emoções e milhões



A Game XP 2018, a primeira a assumir carreira solo, teve o seu fim no último domingo. O maior game parque da América Latina, que havia estreado no Rock in Rio do ano passado, trouxe uma miscelânea de nostalgia, presente consolidado e de um futuro imperante quanto ao entretenimento. E por lá, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, estima-se que cerca de 95 mil pessoas prestigiaram o evento ao longo dos quatro dias (de 6 a 9 de setembro).

O que se viu foram muitas famílias presentes, atrações bem boladas, como o divertido Pac Man humano, competições de e-Sports empolgantes, como a final de Brasileirão Rainbow Six 2018, vencida pela FaZe Clan para uma lotada Oi Game Arena, cujo telão possui 1,5 mil metros quadrados, e a possibilidade de testar jogos aguardados e que ainda não foram lançados, como Assassin’s Creed Odyssey e Call of Duty Black Ops 4, além de se aventurar em arcades clássicos e admirar os cosplays, sempre uma atração à parte.

– É impactante ver as pessoas entrarem pelo pórtico do parque e celebrarem a chegada de mais um grande evento nesta cidade maravilhosa. A Game XP pertence aos brasileiros. Afinal, o Brasil é um celeiro de talentos e tem a capacidade de produzir conteúdo de muita qualidade. Somos o exemplo real de que é possível dar continuidade a um legado incrível, o Olímpico, quando usamos para tantos eventos este espaço do Parque Olímpico, como fazemos já no Rock in Rio e, desde o ano passado, com a Game XP. E, mais do que isso, mais uma vez demonstramos que somos capazes de ter dias de paz e muita festa entre famílias inteiras que nos visitam. Isto é a atmosfera carioca, a alma do brasileiro – comentou Roberta Coelho, Diretora Geral da Game XP.

Como era de se esperar, o ponto negativo da Game XP ficou por conta das demoradas filas para as atrações. A roda gigante, por exemplo, podia chegar a três horas de espera, que, embora estivesse estipulada em aviso na própria fila, se tornou o calcanhar de aquiles da megaprodução. Certamente algum ajuste será feito para a próxima edição, já que muitas reclamações nas redes sociais do evento foram relatadas.

Também sublinho que senti falta de desenvolvedores indies e um culto aos consoles antigos, como podemos ver em formato de exposição, por exemplo, na Brasil Game Show. Nada que tire o brilho do cenário, mais focado no futuro, neste quesito. Tanto que houve palestras sobre tecnologias, muitos testes de VR (realidade virtual) e explorações em torneios, conforme já citado e que promete atingir um público consumidor ainda maior nos próximos anos.

– Nesta edição da Game XP tiramos o e-sport de um nicho e o apresentamos como um conteúdo de entretenimento para o grande público. Aqui dentro, isso ficou muito claro ao recebermos famílias inteiras, que assistiram pela primeira vez campeonatos oficiais disputados na Oi Game Arena e também se aventuraram nos consoles da GamePlay Arena. Desmitificamos os games para o público em geral e abrimos uma nova frente de mercado para a indústria, que a partir de agora verá o Rio de Janeiro com uma nova possibilidade para conversas – analisou Roberto Fabri, diretor da Game XP.

BRINCADEIRA QUE MOVE MILHÕES

Indústria que mais cresce no mundo e maior que a do cinema e da música juntas, a dos games também tem sido reconhecida pela quantidade de dinheiro que atrai. Sobre a Game XP, de acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o impacto econômico do evento está na casa dos R$ 53,9 milhões para o Brasil.

Do montante arrecadado, R$ 36,7 milhões são de impacto direto (hospedagem, alimentação e transporte), enquanto os demais R$ 17,2 milhões referem-se ao efeito indireto. A metodologia desenvolvida pela instituição considera o efeito cascata que os gastos do público da Game XP têm na economia local.

Outros números fornecidos pela organização externam que inúmeros itens se esgotaram rapidamente, entre eles bonés, chaveiros e camisetas do evento, enquanto na gastronomia, foram consumidas 3 toneladas de batatas fritas e 10 mil unidades de sorvete, por exemplo.

 



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