Hyrule Warriors: Age of Calamity abre portas e cumpre o papel de hypar BOTW 2



Dá para dizer que Hyrule Warriors: Age of Calamity chegou na calada da noite. É bem verdade que não para os nintendistas, que, no geral, não estavam aguardando um jogo épico ou próximo do feito atingido por The Legend of Zelda: Breath of the Wild. De fato. Ele não é. Mas o game, lançado para Nintendo Switch na reta final de novembro, traz um charme próprio ao contar os fatos de 100 anos antes de Link acordar para os eventos de BOTW.

Hyrule Warriors: Age of Calamity | Nintendo Switch | Jogos | Nintendo

O jogo atrai até mesmo quem não jogou o Game of the Year de 2017. E se engana quem crê que não há profundidade, uma vez que o estilo de jogo é o musou – cuja popularidade no Ocidente não passa nem perto da do Oriente, e é visto em Dynasty Warriors e Samurai Warriors, sobretudo. Age of Calamity, notoriamente nos trilhos de excelência da Nintendo, tem a acertada proposta de se levar a sério. E aí que faz valer o investimento – diferente do antecessor, Hyrule Warriors, que diverte, mas deve em conteúdo.

A SINOPSE OFICIAL

“Vivencie os conflitos que desolaram Hyrule. Aprenda mais sobre Zelda, os quatro campeões, o rei de Hyrule (Rhoam) e mais em cenas dramáticas enquanto eles tentam salvar o reino da calamidade. O jogo Hyrule Warriors: Age of Calamity é a única maneira de ver em primeira mão o que aconteceu 100 anos atrás.

Dos bárbaros Bokoblins aos enormes Lynels, monstros ameaçadores surgiram em massa. Heróis jogáveis como Link, Zelda, os quatro campeões e a jovem Impa precisam usar suas habilidades para abrir caminho entre centenas de inimigos e salvar Hyrule da calamidade eminente.”

O QUE FUNCIONA E O QUE DEIXA A DESEJAR

Quem jogou The Legend of Zelda: Breath of the Wild já sabe aonde o roteiro da prequel caminhará. E Hyrule Warriors: Age of Calamity aborda a narrativa de uma forma carismática, com diversos diálogos divertidos (com vozes) e alternâncias entre cutscenes e gameplay orgânicas. Seja qual for o personagem escolhido, haverá variedade e até uma boa dose de estratégia para não só amassar os botões de ataque básico e forte.

Podemos afirmar que o jogo desenvolvido pela Koei Tecmo ostenta uma progressão intuitiva, com direito a elementos de RPG (dá para cozinhar, olha só, embora não apareça a empolgante animação de Breath of the Wild).

Além disso, variar entre adversários fracos, que servem para abrir áreas e encorpar XP, e chefes desafiadores está devidamente bem executado e faz com que o jogador sinta-se estimulado a usufruir o game por inteiro, passando pelas missões secundárias (que poderiam ser mais criativas).

Hyrule Warriors: Age of Calamity | Nintendo Switch | Jogos | Nintendo

Ainda mais sobre o que funciona: o preenchimento de lacunas deixadas pela rica história de Breath of the Wild merece ser sublinhado. Digo por mim, que não sou fã de musou: foi prazeroso embarcar no gênero, sobretudo pela densidade e repertório aplicados a uma fórmula que tende a flertar com o tédio.

Hyrule Warriors: Age of Calamity entrega uma experiência digna da Lenda de Zelda e já pode ser considerado um dos jogos “obrigatórios” do Switch – tudo isso com uma trilha sonora, como já era de esperar pelo contexto, impecável.

Aliás, por falar diretamente em Switch, o nosso querido híbrido não suporta bem o jogo. É frustrante em diversos momentos da jogatina. Quedas de quadros por segundo, seja no modo portátil ou no console de mesa, são frequentes. O jogo engasga, tem problemas de controles por movimentos imprecisos, o que irrita constantemente em confrontos com chefes, e possui movimentações de câmera também desagradáveis (é preciso estar ciente de que isso será um estorvo ao longo de toda a jogatina).

CONCLUSÃO

Como dito, dá para considerá-lo um jogo “obrigatório” para a plataforma, que tem o seu público sedento pela continuação de Breath of the Wild. Hyrule Warriors: Age of Calamity, já de cara, me conquistou ao seu feitio e abriu uma porta para um gênero que eu, admito, nem sequer cogitava abrir. E o jogo, além de implementar novidades e não se contentar com o estofo do que representa, traz a essência de The Legend of Zelda e é um robusto aperitivo para BOTW 2.

Em suma: dentro de sua proposta, Hyrule Warriors: Age of Calamity só não é um 10/10 por conta de limitações técnicas que realmente engasgam a gameplay e frustram a dinâmica, porém já está no patamar dos jogos indispensáveis para Nintendo Switch.

* O Press Start agradece à equipe Nintendo por ter cedido uma cópia de Hyrule Warriors: Age of Calamity (Nintendo Switch) para a realização desta análise.



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