EA entrega um Fifa 21 digno para se despedir da atuação geração de consoles



Fifa 21 está entre nós desde os primeiros dias de outubro. O lançamento, para PlayStation 4, Xbox One e PC, via Origin e Steam, por ora, se deu na iminência da nova geração de consoles. Diferente da Konami, que optou por lançar uma versão “atualizada” de PES 2020 como PES 2021, a EA Sports manteve a aposta na regularidade. E em novidades sutis, que trazem à tona o seguinte debate: vale a pena investir o preço cheio no novo game?

Não tenho a pretensão de ser taxativo, mas vi mais pontos positivos do que negativos. A recomendação é para quem não fica sem o modo online e nem apertaria as finanças ao investir os mais de R$ 200 pedidos.

FUT TURBINADO

O chamariz de anos, o modo Ultimate Team, recebeu temperos refinados. A começar pelo visual repaginado e mais organizado. O jogador passa a ter mais elementos de personalização dos estádios, de torcida, como cor das escadarias, hinos, mosaicos, bandeiras, pirotecnia atrás das balizas… Muito do que a comunidade do FUT já pedia há um tempo.

Além disso, a EA removeu o estorvante condicionamento físico das cartas, permitindo que o usuário foque na formação ideal da equipe. Também vale a menção da inclusão dos divertidos desafios cooperativos, Amistosos e FUT Events. Também é possível jogar com um amigo (no time dele ou no seu) no Division Rivals ou Squad Battles, o que é uma bola dentro, sobretudo pelo fator isolamento social, em voga.

Em suma: o modo mais cativante só tornou-se mais viciante.

E OS OUTROS MODOS DE JOGO?

Sobre o Carreira, possivelmente o segundo mais popular de Fifa: há mudanças positivas, depois de a EA ouvir parte de recomendações do público. Aficionado por Football Manager, voltei a ser estimulado por conta da simulação das partidas vendo um futebol de botão animado na tela, mas sendo possível assumir o controle a qualquer instante da partida. E voltar à simulação quando bem entender.

A novidade não é arrasa-quarteirão, mas faz um barulho na esquina, digamos. Para quem prefere um desafio “à beira do campo” e é adepto do universo tatiquês, o prato ficou cheio (e com promessas de melhoras daqui para frente). Também vale sublinhar o aprimoramento da evolução personalizada de cada atleta.

Virando a página, um modo que retorna e vai para a sua segunda aparição na franquia é o VOLTA. Este ainda parece não ter encontrado uma identidade. Flerta com o arcade, ainda mais no Fifa 21, pois os dribles plásticos foram facilitados. O potencial nas quadras disponíveis (este ano, há novas: em São Paulo, Sydney, Milão e Dubai) está lá, com um enredo contendo estrelas e levemente interessante, disputas cooperativas online como maior novidade, mas ainda não está perto do ideal.

A ver se as possibilidades que se apresentarão na nova geração trarão um Fifa Street de “bônus”, contemplando a nostalgia e trazendo recursos mais atrativos. Hoje, soa descartável.

Para quem joga apenas casualmente e/ou procura personalização no 1×1 local, o Fifa 21 segue com a Libertadores, Copa Sul-Americana, Europa League e a Uefa Champions League licenciadas.

Em tempo, aproveitando a proximidade do tema: Flamengo, São Paulo, Corinthians e Palmeiras permanecem foram da “Liga do Brasil” no Fifa. O restante dos clubes brasileiros está com elencos genéricos, assim como a Seleção Brasileira. É o velho vilão de licenciamento, resultado do bagunçado modus operandi do futebol nacional.

> Saiba mais sobre o Fifa 21

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Quanto à jogabilidade, há um novo sistema – “condução ágil” – que surge e abre um leque criativo para os jogadores no mano a mano. Os encaixes defensivos estão mais inteligentes, assim como as infiltrações dos atacantes entre as linhas ou nas costas da zaga, enquanto a velocidade, no geral, parece ter sido nerfada – o que achei positivo.

 — Foto: Divulgação

Ainda há ajustes a serem feitos quanto às novas práticas de desmarcações manuais, mas a gameplay, encorpada, agrada. Os gráficos não merecem muito mais destaque do que dizer o seguinte: são os mesmos das mais recentes versões, o que não é algo negativo, tendo em visto o fim da geração e o seu ápice já atingido neste quesito (ao que aparenta).

Quero também apontar o que (possivelmente) mais me agradou na versão brasileira: a troca do enfadonho Tiago Leifert para um efetivo e brilhante narrador: Gustavo Villani, que até repete bordões de seu predecessor, mas insere os seus próprios com maestria. Antes tarde do que mais tarde… E é um dos pontos altos desta edição. Outra bola dentro da EA.

Acredito que o Fifa 21 seguirá, ao menos por ora, com a preferência do público de futebol eletrônico, que poderá ter acesso às versões da próxima geração sem custo adicional. Ou seja, a bola está com a EA. E que ela faça o melhor proveito possível com os novos recursos no horizonte.

* O Press Start agradece à equipe EA por ter cedido uma cópia de Fifa 21 (PS4) para a realização desta análise



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