Call of Duty: Black Ops Cold War traz densidade às narrativas para expandir a base. E funciona



Em meio ao turbilhão de novidades neste período de transição da geração de consoles, Call of Duty: Black Ops Cold War foi lançado na primeira quinzena deste mês, para PlayStation 5, Xbox Series S/X, PlayStation 4, Xbox One e PC, e trouxe à tona a continuação direta de Call of Duty: Black Ops, de 2010 – particularmente, o meu favorito pela Campanha.

Call of Duty: Black Ops Cold War

E é justamente no modo Campanha que a Treyarch, desenvolvedora deste que é o 17º jogo da série e o 6º de Black Ops, optou por esticar as cordas das tramas. O mote do enredo é extremamente intrigante, contando com um ritmo e senso de urgência agradáveis ao longo de toda a jogatina. Além disso, a dublagem para a nossa língua merece uma menção à parte. A atuação dos dubladores transmite bem a proposta frenética e recheada de reviravoltas.

Aliás, por falar em reviravoltas, o ponto a seguir precisa ser sublinhado: desta vez, de forma inédita, o jogador pode selecionar linhas de diálogo e nortear ações, algo que torna a experiência menos linear, agregando, inclusive, para o fator replay. Não chega a ser algo como The Witcher, Mass Effect ou algum jogo da saudosa Telltale, sobretudo pelos escopos distintos, mas Call of Duty: Black Ops Cold War carrega um frescor a fim de angariar novos gamers para a sua base colossal.

A Campanha, como dito acima, foi feita para ser frenética, contando ainda com efeitos sonoros cativantes (como de praxe). Quanto a problemas técnicos, houve, pontuais, mas nada que prejudicasse a imersão.

ENREDO

Com a segurança dos Estados Unidos ameaçada em um período imaginário da Guerra Fria, uma missão clandestina é autorizada pelo presidente estadunidense, Ronald Reagan, para recuperar uma bomba nuclear roubada por um agente soviético. O nosso personagem é um agente conhecido como “Bell” – e personalizável, na sequência.

Vamos de arco e flecha pelo Vietnam, ação desenfreada com um helicóptero à invasão silenciosa ao prédio da KGB… E por aí vai. As missões não são enjoativas, cabe ressaltar. Dá para dizer também que é uma história marcante e que atinge o elevado patamar do predecessor de uma década atrás.

> Saiba mais sobre a Campanha aqui

MULTIPLAYER E ZOMBIES

Imagem

Não sou ingênuo ao ponto de não estar ciente de que, embora a Campanha seja uma experiência incrível, boa fatia da comunidade de CoD está na festa pelo modo Multiplayer – afinal, é o que permite que a Activision esteja no topo da pirâmide das vendas de seus jogos anuais da série, independente da época. E Call of Duty: Black Ops Cold War não deixa a desejar. Pelo contrário.

Dentre os modos estão os tradicionais Mata-Mata em Equipe, Dominação e Localizar e Destruir, por exemplo. Mas não houve acomodação… Bomba Suja, Armas Combinadas (alternando entre os modos Dominação e Assalto em mapas estendidos) e Escolta VIP foram modalidades adicionadas.

Bomba Suja não me agradou como eu esperava inicialmente. O considerei confuso em alguns momentos que eram para ser decisivos das partidas, mas reconheço que tem o seu valor (e potencial, dependendo do mapa, assim como o Escolta VIP, que coloca um membro de cada time como VIP, a ser entronizado e protegido, e promove um dinâmico “Tom e Jerry” versão + 18).

O Zombies, por sua vez, conta com uma narrativa própria, com direito a escolhas de classes e mapas mais elucidativos. Ou seja, segue sendo obrigatório e um modo bônus de luxo (que é como considero o contundente legado da Treyarch). E mais: o jogador pode escolher enfrentar zumbis online ou mais três cooperadores localmente.

CONCLUSÃO

A experiência mais robusta de seus três pilares – Campanha, Multiplayer e Zombies – pode ter a ver com o fato de Call of Duty: Black Ops Cold War, já disponível na nova geração, vir a ser o primeiro de Call of Duty de muitos jogadores.

Assim, os desenvolvedores parecem querer abraçar gamers mais casuais, por exemplo, e catapultar a franquia. Não deixa de ser um teste. E de risco, haja vista a rigorosidade de sua inflamada comunidade. Ao meu ver, Call of Duty: Black Ops Cold War ganhou em densidade narrativa sem deixar a identidade pelo caminho. E funciona.

* O Press Start agradece à equipe Activison por ter cedido uma cópia de Call of Duty: Black Ops Cold War (PS4/PS5) para a realização desta análise



MaisRecentes

CNB anuncia Djoko como novo coordenador técnico dos times de base



Continue Lendo

BGS Day: Especial de Natal será realizado neste sábado. Veja a programação



Continue Lendo

Hoplon anuncia que Heavy Metal Machines chegará aos consoles no começo de 2021



Continue Lendo