Assassin’s Creed: Valhalla é uma experiência memorável e no tom ideal



Videogames dialogam, acima de tudo, com sentimentos despertados. Uns trazem uma experiência inédita, outros à tona fagulhas nostálgicas que marcam (para o bem ou para o mal). Pois bem, Assassin’s Creed: Valhalla falou a minha língua. Desde a infância, consumo mitologia nórdica e, ainda na abordagem inicial do game da Ubisoft, me senti acolhido pelos contornos da temática. O jogo está disponível desde a primeira quinzena de novembro para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S, Stadia e PC.

Desde o décimo título (Origins, de 2017) da consagrada série, a Ubisoft tomou a decisão – ousada – de instituir elementos de RPG, entronizando o sistema de evolução e linhas selecionáveis de diálogos. Depois do avanço parcial em Odyssey (2018), Valhalla se mostrou disposto a entregar, sobretudo visando a nova geração de consoles, uma experiência definitiva da fórmula recente.

SOBRE O ENREDO (NA VISÃO DA DESENVOLVEDORA)

“Desenvolvido pela Ubisoft Montreal em colaboração com outros estúdios da Ubisoft, Assassin’s Creed Valhalla apresenta a épica saga de Eivor, um lendário ou lendária líder viking que deixou a Noruega no século IX d.c por conta de guerras e recursos cada vez mais escassos. Em Assassin’s Creed Valhalla, os jogadores irão vivenciar o implacável estilo de luta dos guerreiros Viking em um sistema de combate de dupla empunhadura renovado e experimentar novos recursos de jogo, incluindo invasões, construções de assentamentos e personalizações estéticas de cabelos e tatuagens, entre outras.

Alianças políticas, decisões de combate e opções de diálogo poderão influenciar o mundo de Assassin’s Creed Valhalla, e os jogadores terão que escolher sabiamente seus caminhos para proteger o futuro de seu clã”.

ONDE O JOGO BRILHA

Como destacado, escolhas do enredo, de fato, influenciam, trazem densidade e cativam o jogador a não perder o fio da meada. E a história, embora não sustentasse um filme memorável, agrada quase que integralmente – e tem lá o seu charme. Cabe destacar que, como já tradicional nos games de Assassin’s Creed, também há jogatina – cuja fatia do jogo é de menos de 5% – fora da Animus, máquina que lê as memórias de ancestrais a partir do DNA.

A história, aliás, aborda a temática viking e guerra contra saxões em profusão, entregando a almejada imersão em uma aventura/RPG. A narrativa acerca da rivalidade templários x assassinos, esteja avisado, está encolhida no roteiro, mas há diversos atributos na jogabilidade – principalmente – que contemplam os games originais de Assassin’s Creed.

Ao menos comigo, a experiência não se tornou enfadonha. Pelo contrário. Senti-me estimulado a explorar cada missão secundária (que são quase sempre divertidas, randômicas e descompromissadas a fim de equilibrar as contas), desvendar relíquias e evoluir o personagem em todos os aspectos, além de progredir com o assentamento, exigindo que você ataque via incursões – que são sempre prazerosas – principalmente se você é fã da série “Vikings”.

As lutas e a variedade de armas são alguns dos detaques em Assassin's Creed Valhalla — Foto: Divulgação/Ubisoft

As referências às mitologias nórdicas também estão presentes ao longo de toda o jogo, seja na temática central ou em meras missões secundárias, e brilha ao alinhavar a rica fantasia de Odin & Cia com um instigante mote histórico.

Explorar os mapas de Assassin’s Creed: Valhalla é um prato cheio e recheado de variedades que justificam as para lá de 50 horas – aproximadamente – necessárias para concluir o arco principal.

Valhalla também acertou ao trazer brutalidade (opcional) aos combates e ao retalhar sobras tediosas na fórmula dos sistemas de RPG de seu predecessor. Tudo tornou-se mais orgânico, sem parecer um jogo que exagerou no ponto quanto a conteúdos desnecessários e confusos.

E também agrada o fato de Eivor (que pode ser alternado entre personagem masculino e feminino a qualquer momento) não ser “O Escolhido” para salvar o mundo. Para não passar batido: tecnicamente, o jogo peca acerca de polimento gráfico em geral – o que pode ter a ver com a pressa de lançá-lo na janela da nova geração de consoles.

Em suma: Assassin’s Creed: Valhalla encontrou o tom e o equilíbrio ideais que beiram o impecável para o atual rumo “misto” da série. É uma experiência épica e que tende a agradar diversos públicos, sem restringir aos obcecados pela temática – como eu. E é de longe um dos games mais viciantes do ano.

* O Press Start agradece à equipe Ubisoft por ter cedido uma cópia de Assassin’s Creed: Valhalla (PS4/PS5) para a realização desta análise



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