Análise Press Start – Yakuza 6: The Song of Life



A Análise Press Start de hoje entra em um avião e cruza quase o planeta inteiro para desembarcar na Terra do Sol Nascente. Lá, vamos nos encontrar com uma das franquias mais bem sucedidas dos videogames e seu mais novo título. Confira o que achamos de Yakuza 6: The Song of Life.

Para quem não conhece, aqui vai um breve resumo do que é a franquia Yakuza. Trata-se de uma série de jogos com histórias bem agudas, jogabilidade de primeira linha e muito bom humor. Talvez você não conheça a franquia pois, a maioria de seus jogos só ganhou notoriedade no Oriente. Assim como aconteceu com Monster Hunter, apenas recentemente, com Yakuza 0, passamos a dar mais espaço para a saga, e, agora, com The Song of Life, parece que a série veio pra ficar.

E justamente pensando nos novos adeptos à franquia, Yakuza 6 começa com um pequeno flashback que mostra alguns eventos que são cruciais para que você entenda totalmente o enredo do game. Se isso não for suficiente para você, ainda existe uma opção no menu inicial chamada “Memories”, que cobre a fundo o que aconteceu nos jogos anteriores. Mas, se ainda assim a história de Yakuza não fizer sentido, acesse o site yakuza.sega.com/experience e conferir mais sobre a história, fichas técnicas dos personagens e uma série em quadrinhos especial.

Nós controlamos o protagonista chamado Kazuma Kiryu. Após alguns acontecimentos em jogos anteriores, ele passa três anos na cadeia. Quando solto, ele descobre que sua protegida, Haruka, foi atropelada e está em coma, e seu bebê, Haruto, está prestes a ser levado sob custódia pelo Estado. É nossa missão lutar pela guarda da criança enquanto investigamos os estranhos acontecimentos que cercam o acidente de sua mãe.

De volta a Kamurocho, percebemos que as coisas mudaram. O Tojo Clan, de onde Kiryu faz parte, não é mais a força dominante. A Tríade Chinesa cresce ameaçadoramente, gangues de rua e outros grupos também espreitam o reino absoluto do clã de nosso protagonista. Após algum tempo, somos levados a Onomichi, em Hiroshima, uma pequena e pacata vila de pescadores, totalmente oposta ao que vemos em Kamurocho, mas 100% igual no que tange os perigos que enfrentamos.

Apesar de Yakuza 6 diminuir relativamente Kamurocho em relação aos jogos anteriores, o game compensa isso com suas missões. Todas as quests e side quests são bem interessantes, e essas missões secundárias, pela primeira vez na franquia, possuem npcs falantes. Além disso, as principais são mais longas do que o normal, gerando mais conteúdo e tempo de jogo.

Yakuza é famosa por conter diversos minigames. Se por um lado Yakuza 6 retirou alguns deles da rotação, como boliche, sinuca e cassinos, outros receberam mais atenção e profundidade, além de termos novos e mais complexos para compensar. Um deles é o beisebol. Agora podemos gerenciar nosso próprio time, e isso gera até mesmo uma longa e divertida side quest.

Uma das novidades que citei é o Clan Creator. Em um certo ponto da trama, Kiryu se vê obrigado a combater uma gangue que se estabeleceu em Kamurocho. Para isso, ele precisa recrutar e treinar membros para seu clã. Começamos com alguns tenentes e soldados, mas, ao progredir nessa atividade, nosso protagonista se vê cercado por vários companheiros. Como líder, Kiryu não vai para o fronte dos combates, mas comanda suas unidades da retaguarda.

Como dissemos, é preciso recrutar os membros que formam seu clã. E isso é dividido em dois grupo. Um mais simples, com até cinco combatentes genéricos, e uma outra unidade chamada Hero Unit, formada por personagens que você encontra ao longo da história ou através de códigos especiais, e possuem muito mais força e habilidades especiais. Seu clã ainda pode ser usado em um modo multiplayer assíncrono, e toda a experiência ganhada por lá é transferida para o modo singleplayer.

Lembra que falamos que Kamurocho havia sido reduzida? Isso é compensado pelo fato de que agora temos muitos prédios para acessar, e fazer isso não gera mais uma tela de loading. Tudo graças ao novo motor gráfico usado em Yakuza 6. A Dragon Engine foi desenhada exclusivamente para os consoles da atual geração, com isso o game está mais bonito e eficiente. Os gráficos estão em um outro nível, e essa mudança afetou o combate também.

O combate está mais fluido, e parece exigir um pouco mais de habilidade do que antes (Dark Souls tomando conta do mundo?). Agora é preciso tomar mais cuidado com o timing dos golpes e as animações estão bem mais precisas e realistas. Apesar da melhoria nesses quesitos, o combate foi “enxugado” em alguns outros. Kiruy possui somente um estilo de luta agora, e as Heat Moves diminuiram drásticamente.

CONCLUSÃO

Yakuza 6 traz um encerramento bem legal à história de Kazuma Kiryu. A nova engine melhorou alguns aspectos do game, como gráficos e fluidez no combate, mas reduziu o tamanho de Kamurocho e a profundidade dos momentos de luta. A SEGA também cortou alguns minigames para colocar novos e ampliar outros. No fim das contas, a balança pesa bem mais para o lado positivo e Yakuza 6 é um excelente jogo.

PONTOS POSITIVOS

– História muito boa para fechar o arco de Kiryu
– Gráficos e animações foram melhorados
– Modo Clan Creator é bem divertido

PONTOS NEGATIVOS

– Reduções no mapa e nos minigames
– Combate foi “enxugado”

NOTA: 8

Gostaríamos de agradecer à SEGA, que nos cedeu uma cópia de Yakuza 6: The Song of Life para PS4, plataforma usada nesta análise.



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