Análise Press Start – The Division



A Análise Press Start de hoje tem o privilégio de testar um dos games mais aguardados dos últimos anos, e que, por enquanto, vai fazendo jus a todo o hype criado em torno de seu nome. Veja o que achamos de The Division.

‘Tá em crise? Chama o Chile!’ Não… Pera!

Parafraseando Galvão Bueno, podemos dar início à Análise de The Division. Isso porque a história do jogo começa quando o mundo encara uma crise criada por um ataque bioterrorista em Nova York. E somente os agentes da Divisão podem salvar o dia.

Durante a Black Friday, alguém resolveu contaminar algumas notas de dinheiro com um vírus mortal. E com a quantidade absurda de transações financeiras que acontecem na famosa sexta-feira, a doença se espalhou rapidamente, criando um caos incontrolável.

A Gripe do Dólar, como foi apelidada, força o Governo a tomar medidas drásticas, isolando Manhattan em quarentena, afetando não só os moradores locais, mas tendo efeitos que se ramificaram no resto do mundo.

Com os sistemas básicos de sobrevivência em desordem, a Caixa de Pandora é aberta. Detentos do complexo penitenciário de Rikers escapam e vão em direção a Manhattan. O Exército e a Polícia não são capazes de conter a situação, e é aí que entram os agentes da Divisão.

A Divisão é composta por agentes secretos, que levam uma vida normal, até o momento em que são chamados para salvar o mundo de cenários apocalípticos. Moleza, né? Essa é a sua missão dentro do jogo. Boa sorte!

Um realismo que chega a assustar

O trabalho realizado pela Ubisoft e pela Massive Entertainment em The Division é de se aplaudir de pé. Não bastasse a recriação fiel de Nova York, em escala 1:1, os desenvolvedores conseguiram captar perfeitamente o clima de uma distopia na Big Apple.

No controle do agente, somos imersos na realidade cruel que reina na cidade americana. As ruas, sempre lotadas de pessoas apressadas estão tomadas por lixo, veículos abandonados e cadáveres. Os poucos humanos vivos ou tentam te matar, ou se arrastam pelos cantos em busca de suprimentos.

E isso tudo tem um impacto ainda maior devido à qualidade gráfica de The Division. Mesmo com o downgrade que o game recebeu após sua primeira aparição, na E3 2015, o nível está muito perto do que esperávamos. A iluminação do ambiente, os sistemas de transição dia/noite e mudança climática… Tudo isso contribui para a sensação de realidade.

Mas, talvez pelo tamanho do mapa, pequenas falhas gráficas ocorreram em nosso período de testes. Quedas de framerate e demora no carregamento de algumas texturas foram perceptíveis.

É MMO. É Shooter. É viciante!

The Division mistura elementos de RPG com tiro em terceira pessoa. Isso pode até parecer um pouco complicado de conciliar, mas é bem mais simples quando se tem o jogo em mãos. E acredite em mim: você vai ficar viciado.

Os elementos de RPG são vistos logo de cara, quando podemos criar a aparência do nosso agente. O sistema não é tão profundo como gostaríamos que fosse, mas não é nenhum desastre.

Ainda na parte de RPG, nosso personagem evolui com o ganho de experiência, que nos leva do nível 1 até o 30. Os status do agente são divididos em três categorias: DPS (Dano por Segundo), Vida e Potência de Habilidade.  Com isso, o jogo te dá diferentes maneiras de montar seu estilo de jogo.

Além disso, os equipamentos adquiridos ao longo do seu progresso servem para te guiar na direção de um desses estilos. Em pouco tempo, eu variei de um personagem focado no dano, sem se preocupar com os outros status, para um mais voltado para meu HP, que ficava de longe com um rifle sniper.

O que difere The Division é a maneira como o jogo de tiro em terceira pessoa é levado. Tudo é calculado pelos seus status. O dano infligido nos inimigos são correspondentes aos seus atributos em relação aos deles. Em cada parte do mapa, uma janela de níveis é mostrada, indicando a dificuldade que você terá para sobreviver naquele local.

Para reforçar o aspecto de RPG, seu agente tem acesso a um catálogo enorme de habilidades, divididas em três categorias: médica, tecnológica e proteção. Você deve escolher duas delas para aprofundar ainda mais o seu estilo de jogo.

Além das habilidades ativas, você tem direito e selecionar quatro talentos, que funcionam de forma passiva, mas que auxiliam demais na sua sobrevivência.

As habilidades e talentos são desbloqueadas conforme você evolui a sua Base de Operações, que é dividida em três alas: Segurança, Tecnologia e Médica.

Todo esse mundo de RPG se junta a estilo tiro em terceira pessoa, com forte influência de ‘cover and shoot’. Como você quase sempre é minoria nos tiroteios, o sistema de cobertura é fundamental. E é um dos pontos altos de The Division. A movimentação é altamente fluida, deixando os combates muito agradáveis.

Tá bem, Press Start, mas cadê o MMO?

Nós dissemos que The Division é um MMO, mas detalhamos apenas o lado RPG dele, certo? Calma, a parte multiplayer online merece uma sessão só para ela.

Basicamente, podemos dividir The Division em duas categorias: PVE (Player vs Enemy) e PVP (Player vs Player). Em algumas missões, é possível se juntar com outros jogadores. Mas isso não deixa sua vida mais fácil. Pelo contrário! A chapa esquenta com inimigos de nível mais alto e equipamentos mais poderosos. Mas a recompensa corresponde ao sacrifício.

Ao longo da campanha, são mais de 20 dessas missões, que apesar de ser possível completá-las sozinho, é bem mais legal jogar de forma cooperativa. E mesmo que você não tenha amigos que joguem The Division, o sistema de matchmaking é bastante simples e efetivo.

Mas a mesma pessoa que te ajuda nestas missões pode vir a te matar em outro momento. Isso porque The Division tem um lugar chamado de Dark Zone (Zona Cega na versão em português). Lá, as poucas regras que existem do lado de fora são abandonadas. Ainda que seja possível entrar como grupo, seus próprios aliados podem te trair.

Cabe a você decidir se sua experiência na Dark Zone será PVE ou PVP. Caso opte por ser ‘vida loka’, prepare-se para ser caçado por todos os outros jogadores. Seu agente será marcado pelo Protocolo Rogue, o que dá recompensas para quem te matar. Mas caso sua missão suicida tenha sucesso, é você quem leva o prêmio para casa.

Essa sensação de estar sempre com um pé atrás é o que torna a Dark Zone tão atrativa. Em quem confiar? Como proceder lá dentro? E o que torna tudo isso ainda mais arriscado é o fato de, por estarmos em uma zona de quarentena, temos que passar por um processo de extração para levar nosso ‘loot’ para fora dela. Após ativado, o protocolo leva 90 segundos para ser completado, e ativa uma sinalização para todos os outros jogadores por lá. É aí que os rogues costumam entrar em ação.

Além disso, a Dark Zone possui um mundo só dela, inclusive com um sistema de nível totalmente particular. É praticamente um jogo à parte. Portanto, mesmo após alcançar o level 30 na campanha principal, ainda há muito o que fazer dentro de The Division.

E a vida útil de The Division parece que será longa. A Ubisoft já anunciou um vasta lista de conteúdo adicional, gratuito e pago, que chegarão ao game em forma de atualizações e DLC’s.

O que não gostamos

Apesar de todos os elogios que demos ao jogo até aqui, precisamos comentar os problemas que The Division possui. Não são nada que vão te fazer deixar de comprar o game, mas vale o alerta.

A mesmice toma conta dos NPC’s do jogo. Seus inimigos parecem sempre ser os mesmos, com exceção de alguns chefões. E com algumas missões que por vezes são repetitivas, a sensação de repetitividade toma conta em certos momentos.

Fora isso, o tamanho do mapa, que agrada por ser base para mais conteúdo, atrapalha no momento em que temos que andar bastante de um ponto ao outro. Faltou algum tipo de transporte mais rápido. Até existem os fast travels, mas eles tiram a graça de apreciar a beleza do cenário criado pela Massive Entertainment.

E como já citamos anteriormente, alguns bugs gráficos foram encontrados, mas não chegam a afetar no gameplay.

CONCLUSÃO: 

The Division é um dos raros exemplos de jogos que conseguiram manter o nível após o hype criado quando foi anunciado. O sistema MMO/Tiro em terceira pessoa é bem azeitado, e funciona perfeitamente. Os gráficos não são os mesmos da E3, mas ficam bem próximos. E os pequenos problemas não afetam a diversão. Candidato fortíssimo a Jogo do Ano.

PONTOS POSITIVOS:

  • Casamento perfeito entre MMO e Tiro em terceira pessoa
  • História do game chega assustar pelo cenário realista
  • Recriação fantástica de Nova York
  • Vida útil longa

PONTOS NEGATIVOS:

  • Bugs gráficos
  • Mesmice dos NPC’s e algumas missões

NOTA: 9,5/10

Gostaríamos de agradecer à Ubisoft, que nos cedeu uma cópia de The Division para PS4, plataforma usada nesta análise

 

 

 

 



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