Análise Press Start: The Crew



O Press Start inaugura uma nova seção no blog na qual games de diversas modalidades serão analisados. Para começar, vamos falar sobre o The Crew, jogo de corrida da Ubisoft para PlayStation 4, Xbox One e PC.

O que mais destaca em The Crew é o esforço da Ubisoft em recriar, em proporções ambiciosas, o território dos Estados Unidos. O que nos leva ao custo que isso tem no game. Tal tamanho traz problemas na parte gráfica, limitando o potencial do jogo, que poderia ser um dos melhores do gênero, na nova geração de consoles.

The Crew é imenso. Sua recriação em escala dos Estados Unidos é linda, extensa e fiel. As estradas conectando as grandes cidades conseguem recriar o sentimento americano de cruzar o país de costa a costa. A Ubisoft conseguiu reunir elementos de corrida nos mais variados terrenos e localidades, desde grandes metrópoles e cenários urbanos, chegando a canyons, desertos e montanhas cobertas de neve.

Mas nem tudo são flores em The Crew. Com o tamanho impressionante do mapa, vem os problemas. A mais de 200 por hora, o mundo ao seu redor pode parecer perfeito, mas, em uma olhada mais demorada, percebe-se uma falta de detalhes dos quais se espera de um jogo ‘next-gen’. Os pontos turísticos das cidades são bem-feitos, mas o restante parece muito genérico. As falhas visuais viram um pacote quando adicionamos a falta de mudança no clima, veículos NPC rústicamente desenhados, e uma qualidade inferior a dos rivais quando se trata na modelagem dos carros à disposição do jogador.

Além do tamanho do mapa, The Crew busca se destacar dos demais jogos do gênero de corrida com a adição do elemento MMO. A possiblidade de se criar uma ‘gangue’ de pilotos para realizar as missões ao redor dos EUA é realmente empolgante, mas, pelo tempo em que testamos o game, essa promessa fica um pouco distante da realidade. Isso talvez não seja uma falha da Ubisoft, em si. Raras vezes se vê um outro jogador passar por você nas estradas. E, com algumas horas a bordo dos meus carros, apenas em uma oportunidade consegui me juntar a um desconhecido para completar um objetivo. Na grande maioria das vezes, parti para a ação sozinho, ao invés de testar minha paciência esperando por alguém.

Isso pode não parecer um problema para quem prefere encarar os desafios sozinho. Mas, com a IA do jogo se mostrando extremamente difícil, uma ajudinha é sempre bem- vinda. Principalmente porque, quando numa equipe, é necessário que apenas um jogador atinja o objetivo para seu Crew completar a missão.

A dificuldade do game é um dos pontos positivos de The Crew. Se você espera entrar no carro, acelerar e simplesmente ultrapassar a linha de chegada sem problemas, pode esquecer. Os carros advesários se mostram bem desafiadores, e eles se adaptam à qualidade do seu próprio veículo.

Outro ponto legal do The Crew é a jogabilidade. O controle do carro te faz lembrar dos clássicos arcades como Need For Speed. Mas, as configurações padrões de auxílios podem deixar o game repetitivo. Escolher as opções ‘Sport’ ou ‘Hardcore’ vão te trazer uma experiência mais agradável.

A história do jogo parece ser outro aspecto inspirado em NFS. A trama revolve em torno de Alex Taylor, que, após uma armação, é preso pelo assassinato do próprio irmão. Na cadeia, o protagonista é abordado por uma agente do FBI que diz que ele pode ter sua ficha limpa caso se infiltre na gangue responsável pelo crime, vencendo corridas e subindo em sua hierarquia. Um pouco batido, mas ainda bem divertido. As missões não são das mais variadas. Ficam entre a corrida tradicional e uma fuga dos policiais aqui, e uma perseguição a um rival ali. Mas, a contante mudança de cenários não permite que a aventura fique monótona.

Ao fim do modo carreira, a parte RPG de The Crew parece ganhar uma guinada. Quando se atinge o nível máximo no jogo, se abre a possibilidade de conseguir peças de platina, que são obtidas através de desafios. Além disso, simplesmente terminar a história principal do game dificilmente vai te deixar com condições de adquirir os carros mais potentes. Portanto, mesmo zerando, ainda há muito o que ser feito atrás do volante. As corridas PvP se mostraram uma ótima fonte de grana.

CONCLUSÃO

The Crew é um jogo inovador e ambicioso. Seus elementos de MMO e a constante variação dos cenários, trazida pelo imenso mapa, são os pontos mais fortes do game. Mas, gráficos insatisfatórios e IA um pouco injusta são os fracos. No fim da história, é um excelente game para se jogar com os amigos, ou até mesmo sozinho, já que a parte online do game não parece ter ganhado o interesse do público.

+ Mapa gigantesco
+ Variedade dos cenários

– Gráficos não dignos de um ‘next-gen’
– Comunidade Online insatisfatória

NOTA – 8/10



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