Análise Press Start – Terra-Média: Sombras de Mordor



Chegamos a nossa terceira análise, e com um nome de peso: Terra-média: Sombras de Mordor. Com o sucesso recente da trilogia de filmes sobre o livro ‘O Hobbit’, a paixão pelas histórias e intrigas da Terra-Média voltou a ser alimentada. E é nesse embalo que o game da Monolith resgata as horas de diversão que tivemos com os jogos originais de ‘O Senhor dos anéis’ em gerações anteriores de videogames.

Foto: Divulgação

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A história, que se desenrola em um tempo passado, antes dos acontecimentos descritos nas páginas de O Senhor dos Anéis, começa com uma cena dramática e intensa, onde o protagonista do game, um ex-patrulheiro de Gondor, Talion é brutalmente assassinado, juntamente com sua família, como parte de um macabro ritual. Seu espírito fica ‘preso’ ao fantasma de um elfo, e é levado de volta à Terra-Média em busca de vingança. O enredo foge um pouco das histórias mais tradicionais de J. R. R. Tolkien, mas consegue mesclar o uso de personagens conhecidos com outros novos de maneira satisfatória.

Assim que você ganha controle do personagem, após o ritual, percebe-se uma jogabilidade que remete aos jogos da série Batman: Arkham. Ataques fluidos, combinados com contragolpes eficazes e dezenas de inimigos sendo combatidos ao mesmo tempo, sem qualquer perda de qualidade, fazem de Talion uma espécie de ‘Homem-Morcego’ da Terra-Média. A proficiência do personagem em três tipos de armas (Espada, arco e adaga) aumenta a semelhança com o super-herói da DC. Mas as semelhanças param por aí, já que o teor de violência sanguinolenta, característico do universo de O Senhor dos Anéis está muito bem representado em Sombras de Mordor. Prepare-se para cortar cabeças e perfurar órgãos de muitos uruks.

Foto: Divulgação

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O combate em SDM é extremamente agradável, mas carrega uma nota de insegurança a cada vez que você se vê cercado por inimigos. Derrotar quatro ou cinco uruks é tarefa fácil, mas que se complica quando um deles consegue ativar um alarme, trazendo uma enxurrada de aliados para arrancar a cabeça de Talion. Felizmente, o sistema de upgrade das habilidades do personagem permite que as coisas se tornem um pouco mais executáveis. Mas não espere moleza conforme for progredindo na história. Os servos de Sauron vão ficando mais fortes, juntamente com a sua evolução.

O interessante é que, vencendo ou sendo vencido em algum combate, o futuro dentro da história é alterado. Derrotar um capitão uruk te dá uma runa nova, que pode ser aplicada em uma de suas armas, tornando-as mais fortes, e transformando a forma com a qual você monta sua estratégia para lutas ainda por vir. Agora, ser derrotado por um uruk vai fazer com que ele ganhe um nível, ostentando armas e armaduras mais potentes, e receba habilidades novas.

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O sistema de hierarquia do exército de Sauron é um pouco confuso, a princípio, mas, assim que você entende o seu funcionamento, o game ganha uma nova perspectiva, uma vez que a ordem com a qual capitães uruks são abordados por Talion é alterada, buscando uma matança mais estratégica e organizada, para chegar aos ‘peixes grandes’. Os capitães, aliás, são sempre diferentes uns dos outros, com habilidades e fraquezas distintas, tornando cada duelo único.

Deixando a jogabilidade de lado, vamos falar da parte visual e sonora de Sombras de Mordor. O jogo é absolultamente belo. A chance de explorar Mordor em todo o seu explendor é fantástica. E é realmente muito legal poder vivenciar o universo de Tolkien com o poder da nova geração de videogames. Os cenários são bem construídos, e não aparentam ser repetitivos. Tirando os inimigos mais comuns, vemos que há uma sensível diferença entre cada uruk mais ‘graduado’. O som dos combates também merecem destaque. Ouvir sua espada cortando a carne de um vilão é bem satisfatório.

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Apesar de tantos aspectos positivos, Sombras de Mordor, assim como tudo na vida, não é perfeito. Pequenos problemas na movimentação podem irritar quem estiver jogando, mas não é um bug tão forte. Outro ponto que deixa a desejar um pouco é o enredo. Com um começo tão empolgante, esperava-se um pouco mais da história, ainda que não seja nenhum horror.
CONCLUSÃO:

Sombras de Mordor é uma compra indispensável para os fãs de O Senhor dos Anéis. Ainda que decepcione um pouco no enredo, é um dos melhores games de ‘Hack ‘n Slash’/RPG dos últimos tempos. E para quem gosta do universo de Tolkien, é sempre bom ter uma nova perspectiva da Terra-Média.
PONTOS POSITIVOS:

+ Jogabilidade fluida e divertida
+ Inimigos que se fortalecem a cada morte sua
+ Universo de Tolkien na nova geração
PONTOS NEGATIVOS:

– Enredo deixa a desejar
– Pequenas falhas na movimentação
NOTA: 8,5/10
* Gostaríamos de agradecer à Warner Brasil por ter disponibilizado uma cópia de Terra-Média: Sombras de Mordor para PS4, plataforma usada na análise.



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