Análise Press Start – Song of the Deep



Na Análise Press Start de hoje, vamos te levar às profundezas do oceano, com uma história fantástica que promete emocionar. Veja o que achamos de Song of the Deep.

Procurando Dory… Não, pera!

Song of the Deep poderia ser uma daqueles livros de histórias que contamos para os filhos antes da hora de dormir. A trama gira em torno de uma garotinha chamada Merryn, que vê seu pai não voltar de uma viagem de pescaria.

Após um sonho pra lá de vívido, que mostra seu pai preso nas profundezas do oceano, Merryn decide que ela terá que ir salvá-lo. Para isso, ela constrói um submarino com peças velhas, e parte para a aventura.

Ao longo da sua jornada, Merryn encontra amigos, descobre ruínas e civilizações perdidas e faz melhorias em seu submarino para encarar monstros e obstáculos que vão exigir o máximo da coragem e da inteligência da protagonista.

A jogabilidade 2D metroidvania de Song of the Deep te dá controle do submarino de Merryn em áreas não lineares do fundo do mar. O game consegue reunir essa característica ‘side-scrolling’ com gráficos bem bonitos.

O fundo do mar é perigoso, mas seu submarino te protege

No início de Song of the Deep, o submarino de Merryn não passa de sucata. Mas, conforme a menina se aventura pelas mais diversas áreas submersas, novas peças podem ser incorporadas para torná-lo uma arma potente.

Entre as peças e funcionalidades mais importantes do submarino, se destaca uma garra retrátil, que pode ser usada de várias maneiras. Além da óbvia função de agarrar itens, ela também age como arma, sacudindo e arremessando inimigos.

Os upgrades do submarino vão desde um intensificador do motor, ideal para encarar as fortes correntezas que tentam te atrasar em algumas partes do mapa, até um sonar. Ainda há diferentes tipos de torpedos e um traje que permite Merryn sair do veículo e nadar.

No melhor estilo metroidvania, as melhorias no submarino te permitem acessar novas áreas do fundo mar. O próprio sonar, citado acima, é usado para destruir paredes de vidro e abrir portas.

Prepare-se para muita exploração e quebra-cabeças

Como já era de se esperar em um game 2D side-scrolling, há muita exploração e quebra-cabeças envolvidos. Logo no início, por exemplo, isso já se mostra claro, quando temos que coletar peças de uma estátua para abrir um caminho bloqueado.

Conforme a trama avança, os desafios vão aumentando e se tornando mais sofisticados. Entre eles, o clássico espelho e luzes e um mais perigoso, que requer um manuseio de explosivos para abrir novos caminhos.

O mais bacana dos puzzles de Song of the Deep é a natureza variada deles. Muitos requerem uma mistura de coordenação e reflexo para serem vencidos.  Além disso, a maneira com a qual eles são apresentados é bem interessante e cheia de entretenimento.

E Song of the Deep não seria um jogo metroidvania e sucesso sem os chefões. Infelizmente as batalhas não são tão complicadas como se esperava, e nenhum boss tem a mesma criatividade usada nos puzzles do game.

Você realmente se sente submerso

Se os chefões deixam a desejar, um aspecto que merece nossos parabéns é a ambientação. Song of the Deep te faz sentir de verdade no fundo do mar. O cuidado dos produtores com os mínimos detalhes resultou em algo espetacular.

As mais diversas áreas do mar são retratadas de maneiras bem variadas e correspondentes à realidade. Enquanto perto da superfície vemos raios de sol e cardumes de peixe, mais para o fundo as coisas ficam mais escuras e turbulentas.

Para melhorar ainda mais a imersão da experiência, a parte sonora também é de primeira linha. A música combina de maneira perfeita com o ambiente, tornando Song of the Deep um dos melhores exemplos de entrosamento entre áudio-visual em um game.

CONCLUSÃO:

Song of the Deep é uma dos melhores games 2D do mercado. Tirando a simplicidade dos chefões, o jogo merece destaque por sua trama envolvente, parte áudio-visual impressionante e quebra-cabeças desafiadores.

PONTOS POSITIVOS:

  • Parte áudio-visual incrível
  • Mapa com áreas bem variadas
  • Quebra-cabeças desafiadores

PONTO NEGATIVO:

  • Chefões decepcionantes

NOTA: 9/10

 



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