Análise Press Start – Sniper Ghost Warrior 3



A Análise Press Start de hoje nos colocará atrás de uma mira de longo alcance, capaz de avistar alvos a muitos e muitos metros de distância, exigindo muita concentração na hora de puxar o gatilho. Confira o que achamos de Sniper Ghost Warrior 3.

Um equilíbrio de fatores bons e ruins

Sniper Ghost Warrior 3 é o mais novo capítulo de uma franquia que busca, desde 2010, quando seu primeiro título foi lançado, dominar o mercado no seu estilo mais preciso e estrategista de jogabilidade.

Em seu núcleo, Sniper Ghost Warrior 3 é um game de mundo aberto, e, como temos visto recentemente em jogos deste estilo, como Far Cry e Ghost Recon: Wildlands, somos colocados na pele de um personagem que deve desbravar uma terra desconhecida e repleta de inimigos e perigos.

No caso de Sniper Ghost Warrior 3, o cenário é o pouco conhecido território da Geórgia. Localizado na região oriental do Velho Continente, e fazendo fronteira com Rússia, Turquia e Armênia, além do Azerbaijão, o país possui suas belezas, mas, como passamos boa parte do tempo com o olho atrás da mira do rifle, pouco a aproveitamos.

E é aí que nos deparamos com o primeiro ponto fraco do game. Apesar de buscar se destacar, Sniper Ghost Warrior 3 tem uma trama muito batida, e mesmo nossa missão principal – resgatar o irmão desaparecido do protagonista – parece muito mais do mesmo.

Falamos das belezas da Geórgia mais acima, e a CI Games fez um excelente trabalho em recriá-las. Os mapas são belíssimos com muitos detalhes e texturas incríveis, mas, navegar por eles é mais uma tarefa do que um prazer. Os caminhos são em sua maioria vazios de conteúdo. Mal nos deparamos com pessoas ou outros veículos. Parece apenas uma eterna tela de carregamento. Os loadings, aliás, são outro ponto baixo do jogo. Os tempos de espera chegam a beirar cinco minutos.

Mas, quando finalmente encontramos ação de verdade, o jogo começa a ganhar pontos positivos. Cada uma das missões parece ser mais complicada e complexa que a anterior, exigindo cada vez mais conhecimento das mecânicas e uma habilidade maior do jogador. A cada nova tentativa frustrada, um novo conhecimento te faz ser melhor.

Além do conhecimento que você adquire ao longo do tempo, seu personagem também coleta XP, que é usado para aprender novas habilidades, separadas em três categorias: Sniper, Ghost e Warrior. Cada uma delas reflete mais o seu estilo de jogo e de como seus inimigos serão mortos.

Como deve parecer óbvio, Sniper busca mais uma estratégia à longa distância, eliminando os alvos com rifles de precisão; Ghost é para aqueles que preferem se aproximar furtivamente para matar os inimigos na surdina; e Warrior é o mais ‘vida loka’ dos três, e recompensa um estilo mais agressivo com metralhadoras e armas do tipo.

Apesar de uma trama nada criativa, as missões principais merecem elogios. Sniper Ghost Warrior 3 consegue te manter interessado objetivo após objetivo, já que oferece liberdade na hora de executar o que é exigido em cada tarefa.

E se você comprou o game buscando uma experiência autêntica de um atirador de elite, prepare-se para conseguir o pacote completo. Não basta apenas apontar e atirar. É preciso levar em conta coisas como ajuste no zoom da mira, no cálculo da queda da bala, vento e muito mais.

Mas neste ponto onde o game possui uma de suas forças, é onde ele escorrega também. Apesar de toda essa simulação, problemas na inteligência artificial e na renderização de conteúdo realmente atrapalha a experiência do jogador. Inimigos são capazes de te achar a mais de 200m de distância, e podem ‘ficar cegos’ quando você está mais perto. Além disso, Caso você mire de muito longe, diversas partes do cenário vão carregando conforme sua mira se mexe, e isso inclui npc’s, que somem misteriosamente.

CONCLUSÃO:

Sniper Ghost Warrior 3 tenta fazer muita coisa certa, mas acaba pecando em boa parte. Os cenários são bonitos, porém vazios. As missões são interessantes, mas a trama não inova. A simulação de um atirador de elite é precisa, mas o game peca em sua IA e performance. No geral, o jogo consegue uma nota apenas para passar de ano, mas não consegue o tão sonhado destaque no mercado.

PONTOS POSITIVOS:

  • Cenários belos
  • Simulação precisa de um atirador de elite
  • Missões interessantes

PONTOS NEGATIVOS:

  • Mapas vazios de conteúdo
  • IA e performance fracas
  • Trama ‘mais do mesmo’

NOTA: 6,5/10

Gostaríamos de agradecer à CI Games, que nos cedeu uma cópia de Sniper Ghost Warrior 3, para PS4, plataforma usada nesta análise.



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