Análise Press Start – Resident Evil HD



Seguindo com nossos reviews, vamos falar sobre zumbis, medo, suspense e mais zumbis. Na análise do Press Start desta semana, Resident Evil HD, da Capcom, será posto debaixo do nosso ‘microscópio’.

Lançado originalmente em 1996, para o primeiro Playstation, Resident Evil é um dos jogos de maior sucesso na história dos videogames. Não só pelo pioneirismo na categoria de ‘zombie-horror’, mas por trazer um nível de dificuldade que estimulava (e irritava, às vezes!) os gamers da época.

Em 2002, a Capcom apostou no primeiro remake de RE, levando o clássico para o GameCube. Salas, quebra-cabeças, inimigos e, claro, seus personagens principais ganharam um retoque que cativaram o público da Nintendo. Hoje, 13 anos depois, com uma tecnologia infinitamente mais avançada, o jogo é remasterizado para PS4, Xbox One e PC, com gráficos ainda mais bonitos, fazendo a aventura ainda mais assustadora.

Resident Evil HD mantém a história do game original, contando as aventuras de Chris Redfield e Jill Valentine, agentes especiais da S.T.A.R.S, e do Time Alpha, enviado à região das Montanhas Arklay, local de misteriosos e sanguinários assassinatos, em busca do Time Bravo, que perdeu contato com seus superiores. Após uma sequência onde são perseguidos por cães infectados, os protagonistas acabam dentro de uma mansão, dando início ao pesadelo.

A jogabilidade da versão HD se mantém fiel a do game de 1996, o que pode causar uma certa estranheza nos players mais novos, acostumados com a liberdade de ajustar a câmera a seu gosto. Uma novidade é a possibildade de jogar em resolução 16:9. Mas os que querem reviver os momentos de horror pelos quais passaram quando jovens, a Capcom deixa a opção de utilizar o clássico 4:3. Além disso, outra adição à versão remasterizada é o esquema de controle, que se aproxima dos jogos modernos, usando o sistema de ‘gatilhos’.

RE HD traz para 2015 a dificuldade dos games antigos. Em um mundo onde os jogos te dizem exatamente o que deve fazer, e aonde deve ir, a Capcom consegue resgatar aquele sentimento de impotência ao se ver preso em um ‘save’ com apenas duas balas e 5 zumbis no seu caminho; ou ainda não ter mais tinta para usar a máquina de escrever para guardar seu progresso.

O gênero de horror, na essência da palavra, é um estilo que perdeu força ultimamente, dando lugar aos jogos de ação, mas volta com força total com Resident Evil HD. Sinta o desespero que é ter que atravessar um corredor escuro, ou descer uma escadaria ouvindo gemidos vindos do final dela. Uma dica: jogue à noite, com a luz apagada, e prepare-se para alguns bons pesadelos.

A versão remasterizada traz melhorias sensíveis aos aspectos sonoros e visuais do game. Os efeitos de trovões e partículas de poeira, além do áudio que alimenta o terror da história são pontos fortes neste quesito. Apesar dos upgrades, percebe-se algumas texturas ‘borradas’.
CONCLUSÃO:

Resident Evil HD é uma sacada espetacular da Capcom, trazendo velhas memórias de volta à tona aos gamers mais antigos, e criando novas nos mais jovens. A aposta no resgate do ‘survival-horror’ foi muito inteligente, e, apesar de poder encarar resistência de algumas pessoas, por seu estilo de jogabilidade mais clássica, tem tudo para ser, assim como o original, um sucesso de vendas.

PONTOS POSITIVOS:

+ Resgate do horror clássico dos games
+ Gráficos e sons excelentes
+ Possibilidade de jogar com configurações antigas e novas

PONTOS NEGATIVOS:

– Gamers mais jovens podem estranhar a jogabilidade
– Algumas texturas ‘borradas’

Nota: 9/10

*Gostaríamos de agradecer à Capcom, que nos cedeu uma cópia de Resident Evil HD para PS4, plataforma usada nesta análise.



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