Análise Press Start – >Observer_



A Análise Press Start de hoje não é para quem assiste a filme de terror com as mãos na frente do rosto. Vamos para o futuro, e um futuro pra lá de macabro. Confira o que achamos de >Observer_.

Uma dose forte de terror vinda direto do futuro

Assim como vários clássicos das histórias de terror, >Observer_ começa com uma estranha chamada no telefone. Você está no controle do detetive Daniel Lazarski, sentado em sua patrulha, quando seu filho desaparecido Adam entra em contato. Após rastrear a ligação, somos levados a uma das partes mais pobres da cidade, onde chegamos a uma espécie de prédio/labirinto, que nos reserva os pecados do passado e os horrores que o futuro tem em estoque.

Para te contextualizar, o mundo em que >Observer_ se passar é bastante no futuro, com uma pegada mista de cyberpunk e terror. Um regime totalitarista está em vigor, e a população vive com medo. Nas dependências do prédio onde o game se passa, somos apresentados a uma experiência assustadora e inquietante.

Toda essa vibe sci-fi só ajuda a aumentar uma sensação esquisita de que no futuro, realmente viveremos numa sociedade pós-apocalíptica, com máquinas mortais e seres humanos ciberneticamente melhorados, e cada vez mais teremos um população vivendo na extrema pobreza.

Na pele do detetive Lazarski, assumimos o papel de um Observer, que são integrantes de uma unidade especial da polícia, meio humanos, meio máquinas, que possuem a habilidade de hackear implantes nas cabeças das pessoas para explorar suas mentes, recriar crimes e alcançar segredos guardados a sete chaves.

Mas as memórias não são nada simples de se manipular, principalmente sob circunstâncias de estresse. Como já é de imaginar, a maioria das pessoas cujas mentes invadimos, são traumatizadas por algum tipo de evento. Se fisicamente ficamos restritos ao prédio, enquanto invadimos as memórias alheias, somos levados a diversos lugares, como uma prisão. E cada uma dessas localidades era construída de puro terror.

De volta ao mundo real, usamos as habilidades especiais de Lazarski para solucionar crimes. Os tipos de visão aumentadas do detetive são bastante úteis. Elas nos ajudam a superar os puzzles que se apresentam em nosso caminho, desde escanear um cadáver para descobrir como ele morreu, até rastrear a trava eletrônica de uma porta até sua fonte. Todos os quebra-cabeças são equilibrados o suficiente para evitar os extremos de facilidade e chatice.

Observer_ é um jogo mais para sua mente do que seus músculos. Isso porque não existe combate no game. Mas a série de desafios lógicos, sustos e revelações da trama vão te deixar grudado no controle. Algo bacana que encontramos durante nosso review foram as missões secundárias, que, apesar de poucas, funcionavam como pequenos contos clássicos do terror de ficção científica.

E a história principal também é sensacional. Enquanto enfrentamos os horrores do prédio e de seus habitantes, buscamos encontrar o filho perdido de Lazarski. E tudo vai ficando mais difícil quando a própria tecnologia que nos ajuda começa a criar alucinações bizarras, como móveis que se transformam em órgãos sangrando. O jogo está sempre brincando com suas escolhas, e isso é algo que raramente encontramos no mercado de games.

Poucas coisas em >Observer_ merecem um destaque negativo. Mas a única que realmente incomoda é que, apesar da excelente dublagem do aclamado ator Rutger Hauer, algumas das falas de Lazarski soam estranhas e rasas, às vezes nos distraindo da ambientação assustadora do jogo.

CONCLUSÃO

Observer_ é uma das melhores produções da indústria de games no gênero terror. Situada em um mundo futurista, o jogo possui uma trama envolvente, com boas doses de sustos e medo, e seus puzzles bem elaborados compensam a falta de combate e a curta duração.

PONTOS POSITIVOS

  • Terror clássico
  • Puzzles bem elaborados

PONTOS NEGATIVOS

  • Falas do protagonista às vezes te tiram da ambientação
  • Apenas 5 horas de jogo

NOTA – 9/10

 



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