Análise Press Start – No Heroes Here



Um dos maiores prazeres do videogame é o fator cooperação, que viveu uma lacuna considerável nos últimos anos. Coletivo, simplista e divertido, No Heroes Here é um jogo 100% brasileiro criado pela Mad Mimic Interactive, empresa com sede em São Paulo e um braço da Zyx, cuja premissa é a seguinte: um grupo de até quatro pessoas precisa evitar a invasão de um castelo ou forte e, para isso, é necessária a produção de munição para derrubar os inimigos. Dá para ser considerado um party game digno de noites viradas no sofá, com muita pipoca entre amigos.

O foco na experiência coop é inspirado, declaradamente, nos jogos Lovers in a Strange Space Time e Overcooked. Um misto de plataforma side-scrolling com tower defense, o game tupiniquim não fica para trás no quesito visual, sem contar com a pitada de humor, sugerido até no título. Os excêntricos personagens iniciais são: Princesa, Bobo da Corte, Padre e Cartomante – ou seja, todos bem distantes do estereótipo de um super-herói dos quadrinhos.

Fornos e mesas de oficina são as bases de fabricações das munições, e aí que estão o ponto alto do trabalho em equipe, coordenado para que um número X de invasores – de 12 tipos – morram por fase, em jogatina que pode ter multiplayer local e online – aqui para Nintendo Switch, tive enorme dificuldade para encontrar um servidor disponível. Em relação a cenários, são três regiões (destaque para a primeira, inteligentemente batizada de Noobland), 54 níveis e nove desafios.

No coop local, pilhei a minha namorada para jogar comigo. O início foi meio atrapalhado, mas, com o costume da mecânica simples, tivemos boas horas de diversão. Já quando me aventuro sozinho, o que é possível e prazeroso demais no modo portátil do Switch, entro no modo frenético e quase sempre me ferro nas primeiras tentativas. É difícil ao extremo quando se tenta alternar os personagens para produzir.

CONCLUSÃO

Em suma, se engana quem vê o visual super simpático e uma proposta divertidíssima. O game do estúdio paulista é desafiador, até com gameplay caótico, mas na medida certa. Recentemente, recebeu no BIG Festival 2018 0 título de melhor game brasileiro, inclusive na categoria voto popular, o que é uma justiça. De fato jogá-lo no híbrido Nintendo Switch, plataforma que hospedou NHH no fim de junho, sobretudo, se torna ainda mais agradável. Até pelo preço no console japonês, saindo na casa dos R$ 50, é obrigatório para afinar amizades gamers.

PONTOS POSITIVOS

– Ótima arte
– Gameplay caótico e desafiador
– Cooperação bem executada
– Disponível em todas as plataformas possíveis
– Party game de tirar o chapéu

PONTOS NEGATIVOS

– Bug que some canhões no Nintendo Switch
– Dificílimo no modo single

NOTA: 9,0/10

Gostaríamos de agradecer à Mad Mimic, que nos cedeu uma cópia de No Heroes Here para Nintendo Switch, plataforma usada nesta análise.



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