Análise Press Start – Ni no Kuni II: The Revenant Kingdom



A Análise Press Start de hoje é sobre um game bastante bonito, e que tem um padrão bem alto, estabelecido por seu antecessor, a superar. Confira o que achamos de Ni no Kuni II: The Revenant Kingdom.

Como dissemos acima, Ni no Kuni II: The Revenant Kingdom tem um ancestral de bastante respeito. O primeiro game foi um RPG delicadamente fabricado com toda a maestria e a sutileza que os trabalhos japoneses possuem. Mas, mesmo sendo um trabalho que merece bastante elogios, não era perfeito (sim, sistema de batalha, estamos falando de você!). E essa sequência busca superar os pontos positivos do irmão mais velho, e corrigir onde ele não foi tão bem.

Cinco anos se passaram desde o primeiro Ni no Kuni, e, nesse longo período, o estúdio LEVEL-5 cresceu bastante e evoluiu em seu processo de produção do segundo game. Mesmo não contando mais com o brilhante trabalho artístico do lendário e renomado Studio Ghibli, foi capaz de criar uma experiência memorável, e que cabe a mim explicar quais motivos me levam a esse veredito.

Ni no Kuni II: The Revenant Kingdom conta a história de Evan Pettiwhisker Tildrum, o adorável e deslocado príncipe-gato do reino de Ding Dong Dell. Nós acompanhamos a busca do protagonista pela construção de um novo reino e união de vários povos sob um estandarte de paz. Para essa missão para lá de árdua, Evan conta com um grupo de amigos liderados pela figura de Roland, um viajante interdimensional e presidente de um país curiosamente semelhante aos Estados Unidos. A partir daí, seguimos numa jornada que leva cerca de 45 horas para ser concluída, e, apesar de pouco profundidade dada aos coadjuvantes (com exceção de Roland), a trama é bem construída e desenrolada.

Com a história posta à mesa, vamos partir para a análise de um delicado assunto: o combate. Ao contrário de seu antecessor, Ni no Kuni II pende muito mais para o lado “Ação” em seu gênero RPG de ação. Se no primeiro game o sistema de luta era confuso, atrapalhado e impreciso, agora a sensação que temos é de realmente encarnar os personagens sob nosso controle. Golpes mais próximos ou à distância, esquivas e bloqueios dominam as ações, que são ainda mais simplificadas por habilidades customizáveis e a possibilidade de equipar três armas (cada uma com sua própria barra de especial). E, apesar de uma quantidade exorbitante de equipamentos disponíveis, a feature que sempre indica os melhores à sua disposição facilita a vida do jogador. Para finalizar o pacote, existem os Higgledies, espíritos elementais que funcionam por conta própria e ajudam a party de personagens. E são mais de 100 espalhados pelo mapa do game. Nâo faltam opções.

E como a principal quest de Evan em Ni no Kuni II é o estabelecimento de um novo reino, a cereja do bolo no game é o Kingdom Mode. Nele, o desejo do protagonista não é algo atingido de maneira automática e passiva, é preciso realmente por a mão na massa. Tudo começa com uma pequena estrutura, que, ao longo da aventura, vai crescendo até se tornar um lugar fantástico. É preciso usar a moeda chamada Kingsguilders nesse processo, e acumular uma boa quantia não é um processo penoso. O mais legal é que, cada construção dentro de Evermore deve ser populada por cidadãos conquistados em missões pelo mundo. Assim como os Higgledies, são mais de 100 personagens, cada um com suas habilidades e particularidades, que formam personalidades únicas e distinguíveis.

Falaamos no início que Ni no Kuni II não conta mais com o trabalho do Studio Ghibli, mas isso não diminuiu a qualidade gráfica do game. Pelo contrário… A LEVEL-5 aproveitou ao máximo as capacidades de hardware do PS4 para criar um produto final belíssimo e refinado, ainda sendo fiel ao estilo artístico do primeiro game.

CONCLUSÃO

Ni no Kuni II: The Revenant Kingdom consegue com sobras superar o primeiro game da franquia. A história e os gráfico mantêm o padrão atingido por seu antecessor, e, o combate, que fora um ponto fraco, agora é uma das principais virtudes. O Kingdom Mode fecha o pacote com chave de ouro e impulsiona o jogo a seríssimo candidato a jogo do ano.

PONTOS POSITIVOS

– História envolvente
– Sistema de combate intuitivo e funcional
– Kingdom Mode é muito divertido

PONTO NEGATIVO

– Histórias dos coadjuvantes não são muito exploradas

NOTA: 9,5

Gostaríamos de agradecer à Bandai Namco, que nos cedeu uma cópia de Ni no Kuni II: The Revenant Kingdom para PS4, plataforma usada nesta análise.



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