Análise Press Start – NBA Live 16



É hora de avaliar mais um game de esporte, e um que tem uma das tarefas mais árduas da indústria. Veja o que achamos de NBA Live 16, da EA SPORTS.

Sacode a poeira e dá a volta por cima!

Por anos, a franquia Live foi dona do mercado de jogos de basquete no mundo. Porém, com o surgimento da rival 2K, o reino acabou sendo tomado impiedosamente. Após três anos ausente, a EA SPORTS retomou a produção e voltou à tona com NBA Live 14, e, desde então, luta para recuperar o espaço perdido.

Nestes dois primeiros anos de reformulação, a EA SPORTS não conseguiu ameaçar a superioridade da 2K, mas, com o lançamento de NBA Live 16, a história parece tomar um novo rumo. Ainda que os passos dados pela empresa canadense sejam pequenos, já servem de base para imaginar o potencial que o game de basquete tem para chegar ao topo.

Jogabilidade melhor, mas ainda longe da ideal

Temos que ressaltar a acessibilidade do gameplay neste ano. Cada arremesso é acompanhado de um feedback, mostrando a porcentagem de acerto, e o motivo de um resultado negativo, como marcação forte, baixo nível na bola de três pontos e etc.

Além disso, toda vez que seu armador sai com a bola nas mãos, a máquina sugere uma jogada ensaiada, e mostra a movimentação, passes e arremessos necessários para executá-la de maneira correta. Para quem não se entende com as pranchetas e rabiscos, mas quer variar seu estilo de jogo, essa função é essencial.

Fora isso, NBA Live 16 sofre com uma demora significativa nas respostas aos comandos dados aos jogadores. Sente-se claramente um ‘lag’ mesmo jogando offline, o que interfere diretamente na jogabilidade.

Outra decepção que tivemos com a jogabilidade de NBA Live 16 seja a física da bola. Ainda se mantém a sensação de que a laranja é feita de isopor. Ela demora tempo demais no ar, e quando há um rebote, continua a flutuar até que um jogador a pegue.

Mais um ponto negativo é a falta de fidelidade no comportamento de jogadores controlados pela máquina. Ao jogar contra o Golden State Warriors, por exemplo, em diversas ocasiões os ‘Splash Brothers’ Stephen Curry e Klay Thompson ficaram livres para o chute de 3, mas preferiram bater pra dentro e encarar a defesa, o que foge totalmente à realidade.

Excelentes opções de modos de jogo

Se a jogabilidade de NBA Live 16 deixa a desejar, a EA SPORTS tenta compensar com uma boa variedade de modos de jogo. Se você gosta dos desafios online, ou simplesmente quer testar sua habilidade contra a IA, opção não vai faltar.

Maior novidade neste ano, o modo Live Pro-Am leva ao videogame o que acontece diariamente nas quadras de basquete ao redor do mundo. Junte-se com até 9 amigos e duele num clássico jogo de 21.

Ainda na parte online, o Ultimate Team está de volta, e promete ser o centro das atenções de NBA Live 16. Sucesso em Fifa e NFL, o modo é garantia de diversão e desafios, levando você do time mais básico ao top da Liga, com astros como LeBron James, Stephen Curry e Russel Westbrook.

No lado offline, os modos Rising Star e Dynasty são destaque, dando controle sobre um jogador ou dirigente de uma franquia da NBA. É o famoso modo carreira, que recria situações dentro e fora de quadra, e requer escolhas que afetam diretamente na sua evolução.

Mais uma aposta na apresentação realista

Assim como já é feito em NHL e em algumas partes de Fifa, NBA Live 16 é ‘envelopado’ na apresentação oficial das transmissões de TV. Todas as partidas têm placares e narração da ESPN. Apesar de não ouvirmos o ‘BIIIINGOOO’ de Everaldo Marques, e os comentários de Zé Boquinha e Eduardo Agra, os americanos mandam bem demais.

Gráficamente NBA Live 16 não fica muito atrás do rival 2K16. Novidades no sistema de iluminação e nas texturas das peles trazem maior realismo para dentro de quadra. A bola fora fica na falta de atenção com jogadores menos famosos. Nosso Anderson Varejão, por exemplo, não lembra muito o pivô dos Cavs.

CONCLUSÃO:

NBA Live 16 é mais um passo, ainda que pequeno, da EA SPORTS em busca de retomar o topo do mercado. Modos de jogo divertidos e gráficos realistas são os pontos fortes do game, mas a jogabilidade repleta de falhas acaba com qualquer chance de superar o 2K16.

PONTOS POSITIVOS:

– Apresentação da ESPN
– Modos de jogo interessantes

PONTOS NEGATIVOS:

– Jogabilidade com ‘lag’ mesmo offline
– Bola ‘de isopor’
– IA foge da realidade

NOTA: 6/10

*Gostaríamos de agradecer à EA SPORTS, que nos cedeu uma cópia de NBA Live 16 para PS4, plataforma usada nesta análise.



  • Bruno Praça

    Mais um fracasso do NBA live. Enquanto isso o NBA 2K…

  • paulo

    da pra jogar a liga inteira

  • paulo

    da pra jogar a liga ate os play offs ?

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