Análise Press Start – Mortal Kombat X



É com uma felicidade imensa que chegamos à Análise Press Start desta semana. Isto porque vamos avaliar um clássico reinventado, atingindo seu auge. Estamos falando do tão aguardado Mortal Kombat X.

Quatro anos após o lançamento do último jogo da série, a Netherrealm conseguiu um nível ainda superior com Mortal Kombat. O jogo está mais bonito e com uma jogabilidade mais fluida que a do seu antecessor. Personagens e fases estão realmente bem trabalhados, e os combos com mais cara de ‘sequência’, na assepção da palavra. Juntando isto com um modo história envolvente, e um mundo online altamente competitivo, Mortal Kombat X parece ser, definitivamente, o ápice da franquia.

A história de Mortal Kombat X começa praticamente onde o título anterior nos deixou. Com a derrota de Shao Khan, os guerreiros da Terra tiveram um tempinho para ‘curtir a vida’, mas é claro que as coisas não ficariam na paz pra sempre. O deus Shinnok está de volta, e pronto para retomar seu lugar. Além disso, uma guerra entre Mileena e Kotal Khan vai manchando de sangue as ruas do Outworld.

É com esse enredo que Mortal Kombat X prende os gamers até o fim. Nele, novos personagens são apresentados, como Cassie Cage, filha dos icônicos Johnny Cage e Sonia Blade; Takeda, herdeiro de Kenshi; e Kung Jin, primo mais novo de Kung Lao. No ‘lado negro da força’, as novidades mais atraentes são Erron Black, um pistoleiro mercenário; D’vorah, uma insectóide que tem papel fundamental na história (não se preocupe, não vamos dar spoilers); e Ferra/Torr, um gigante montado por uma garotinha bem malvada.

O gameplay de Mortal Kombat X é simplesmente fantástico. Para os mais ‘viciados’, um simples golpe pode ser apenas o início de um combo monstruoso, levando o adversário a perder mais de metade da barra de vida. O mais interessante de MKX é o fato de cada personagem ter três variações de estilo de luta, mudando não só sua aparência, mas fundamentalmente seus golpes especiais. Ou seja, são três vezes mais lutadores no elenco do game. Outro ponto forte do combate é o cenário, que mais uma vez é interativo. Em vários pontos da fase você pode se valer do ambiente, seja para escapar do canto, ou para aplicar uma madeirada na cara do oponente.

É claro que jogar Mortal Kombat com seus amigos ainda é o modo mais divertido de todos. Mas o mundo online de MKX é dos mais atrativos que a série já teve. O game introduz o sistema de facções, onde jogadores de todo o mundo, através de todas as plataformas, escolhem um ‘time’ e disputam uma guerra entre si, na qual cada ponto conta, e, ao final de um período, o grupo vencedor é agraciado com uma premiação específica. Mais que apenas uma forma de identificação, as facções ainda dão ao jogador mais formas especiais de finalizar os adversários, com os ‘Faction Kills’.

E por falar em maneiras especiais de acabar com o combate, chegamos no ponto de avaliar os famosos ‘Fatalities’. Uma das marcas registradas de Mortal Kombat está ainda mais sanguinolenta e cruel. Os lutadores do game têm dois fatalities, que usam as características de cada um para destroçar os inimigos de forma bem particular. Goro, por exemplo, usa seus quatro braços para arrancar os membros do rival de uma só vez.

Além dos fatalities, um outro clássico está de volta. Em MKX temos o retorno dos ‘Brutalities’, ainda mais explosivos. Ao contrário do que acontecia antigamente, os brutalities não são mais ativados com uma longa e difícil sequência de botões. Certos critérios têm de ser atingidos ao longo do combate para que se possa aplicar um dos cinco brutalities de cada lutador. Não entendeu? É simples. Peguemos Scorpion como exemplo. O ninja possui cinco opções, sendo duas gerais, e uma específica para cada estilo de luta. Em uma delas, se o lutador tiver mais de 50% de sua vida restante, e vencer o adversário com a lendária corrente, o brutality é ativado automáticamente.

Outro retorno em Mortal Kombat X é o das Torres, que trazem de volta o sentimento mais arcade da série. Além de desafios que se renovam com variações de tempo diferenciadas, há também desafios das facções, Torres infinitas, e os mais legais: ‘Test Your Luck’ e ‘Test Your Might’. O primeiro causa ‘condições especiais’ em cada combate, como bombas que caem do céu, e raios de luz que recuperam a barra de vida de quem ficar neles. Já o segundo testa a velocidade das mãos dos gamers, que têm que apertar quatro botões o mais rápido possível para conseguir destruir objetos, que vão desde simples pedaços de madeira a estátuas de puro ouro e muito mais.

Em Mortal Kombat X, as moedas, ou ‘Koins’, ganhas após os combates, são usadas na Krypta para comprar vários tipos de conteúdos extras, como artes dos personagens, fatalities, brutalities e novas roupas para os lutadores. Vale destacar que você não sabe o que está em cada tumba ou sarcófago. Sabendo apenas o preço, você deve comprar ‘às cegas’ e esperar por um item específico.

As compras dentro do jogo nos levam a uma das reclamação dos fãs sobre MKX. Antes mesmo do lançamento do game, foi anunciado que haverá um grupo com quatro lutadores especiais (Jason Vorhees, Predador, Tania e Tremor) que serão vendidos através de futuros DLC’s. Além disso, um dos personagens mais icônicos, Goro, só está disponível para quem fez uso da pré-venda. E para finalizar, outros lutadores clássicos, como Rain e Smoke, aparecem no modo história, mas não estão entre os selecionáveis do elenco, o que nos leva a presumir que teremos ainda mais pacotes vendidos pela produtora. Seria bem mais legal se pudéssemos ter a opção de liberá-los atingindo certos requisitos, ou mesmo comprando na Krypta.

Os gráficos de MKX são espetaculares. Ambientes detalhados e interativos, além de personagens muito bem construídos trazem definitivamente a franquia para a nova geração. Já a parte sonora do game recebeu uma enxurrada de críticas no Brasil. Como já havia acontecido com Roger Moreira em Battlefield Hardline, a cantora Pitty foi ‘metralhada’ pela dublagem da personagem Cassie Cage. Realmente o produto final não ficou perfeito, mas é de se aplaudir a cada vez maior quantidade de jogos que são lançados totalmente em português.


CONCLUSÃO:

Mortal Kombat X eleva o nível da franquia para um patamar mais moderno. A jogabilidade é extremamente fluida, garantindo combates frenéticos e competitivos. Os gráficos são muito bonitos, com personagens e cenários muito bem trabalhados. Os modos extras são bastante divertidos, adicionando horas e horas de jogo. A crítica fica exclusivamente no fato de lutadores clássicos precisarem ser comprados para serem utilizados.

PONTOS POSITIVOS:

– Gráficos ‘next-gen’
– Modos de jogo divertidos
– Fatalities sanguinolentos
– Jogabilidade fluida

PONTO NEGATIVO:

– Personagens clássicos em DLC’s

NOTA: 9,0/10

Gostaríamos de agradecer à Warner Brasil, que nos cedeu uma cópia de Mortal Kombat X para PS4, plataforma usada nesta análise.



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