Análise Press Start – Monster Hunter World



A Análise Press Start de hoje é sobre um dos games mais aguardados do ano, ganhador do prêmio de Melhor jogo da Brasil Game Show 2017, dado pela Brazil Game Awards, e que, por muito tempo, foi praticamente exclusivo do mercado japonês. Confira o que achamos de Monster Hunter World.

A primeira decisão importante que devemos tomar ao iniciar Monster Hunter World é sobre qual modo visual será implementado. Um prioriza gráficos, outro resolução, e o último o framerate. Já sabendo que os gráficos estavam muito bons, resolvemos optar pelos frames, para aprimorar o gameplay, que, frenético por natureza, seria prejudicado por possíveis quedas na taxa de quadros.

Ao iniciar “de verdade” o jogo, somos apresentados a um sistema de customização dos mais completos e profundos já feitos. Quase uma hora se passou até que finalmente conseguimos teminar de aplicar cada detalhes desejado na aparência de nosso caçador. Aliás, caçadora! Isso sem falar no Amigato, o parceiro que nos auxilia em combate, que também pode ser totalmente customizado.

Para quem nunca jogou algum jogo da franquia, Monster Hunter é basicamente uma busca incessante por materiais que serão usados na fabricação de armas e armaduras. Esses itens são conseguidos ao derrotar os diversos monstros assustadores que o mundo de MH contém. E World caprichou bastante no elenco. Desde Jagras e Rathalos aos impactantes Zorah Magdaros, cada uma dessas criaturas possui um estilo próprio de combate, fraquezas e comportamentos, que devem ser aprendidos para que o jogador tenha uma chance de vitória. As lutas são implacáveis, na maioria das vezes com a interferência de animais menores, mas também podem contar com a participação de outros players.

Uma feature de Monster Hunter World que merece um parágrafo só pra ela são as armas. São 14 classes, no total, cada uma com movimentação, dano, e dificuldades particulares. Algumas são mais simples e seguras de manejar, como as espadas duplas, ou apenas uma, acompanhada de um escudo. Mas, a verdadeira diversão fica na habilidade de empunhar uma espada ou lança gigantescas, capazes de derrubar as mais temíveis feras que o game tem a oferecer. Não encare nenhuma das classes com receio, vá de mente aberta e experimente todas. Você pode se surpreender ao encontrar a que mais te apetece.

Essa caça quase infinita é guiada em Monster Hunter World por uma Campanha. Infelizmente a história não é muito interessante. A trama não envolve, e você avança mais preocupado com seu próximo set de armadura do que com o que está acontecendo no mundo. Quem sabe num futuro game da franquia tenhamos algo mais cativante.

Uma das novidades que mais chamam a atenção, não só de veteranos, mas dos iniciantes da franquia é a funcionalidade que as scout flies têm. São espécies de moscas que apontam para pontos de interesse e te guiam até seus objetivos. Isso é um grande upgrade em relação a jogos anteriores, que forçava o jogador a passar um bom tempo atrás de seu alvo de uma maneira mais instintiva do que prática.

Outro ponto que ficou mais acessível para novos jogadores e até mesmo para quem já está acostumado com Monster Hunter é a forja. A criação de armas e armaduras agora acontece através de uma árvore que se expande conforme você avança na história. E a possibilidade de ver os atributos de cada item antes mesmo de fábrica-lo torna o planejamento ainda mais simples e efetivo.

Mais uma adição em Monster Hunter World são os pontos pelos mapas que permitem a travessia por cipós. Isso acelera demais a travessia pelos grandes ambientes do game, e também funcionam como uma maneira de evitar combates indesejados.

E para fechar os upgrades, temos que falar sobre a parte multiplayer do game. Apesar de você ser capaz de completar Monster Hunter World sozinho, também é possível recrutar até três outros jogadores. Vale ressaltar que cada novo player aumenta a dificuldade por questões de balanceamento. Todo esse processo é bem simples e intuitivo, e é uma das partes mais legais do jogo.

Apesar de termos elogiado bastante Monster Hunter World até aqui, o game não é perfeito. Além da Campanha desinteressante, outros pontos merecem atenção. O sistema do multiplayer é intuitivo, mas a conexão não pareceu muito eficaz. Em muitas ocasiões ficamos aguardando por vários minutos antes de finalmente recebermos ajuda, e em algumas outras levamos bolo.

Mas algo que realmente incomoda no game é a impossibilidade de pausar, tanto off quanto online. Isso acaba influenciando diretamente em nosso desempenho, já que algumas missões devem ser feitas dentro de um tempo limite. Qualquer coisa que demandasse uma parada momentânea era punida com a perda de tempo crucial para completar o objetivo.

CONCLUSÃO

Monster Hunter World é uma entrada praticamente perfeita da franquia no mercado ocidental. O game está muito mais acessível, com novas e interessantes funcionalidades, e, apesar de alguns deslizes, é uma experiência fantástica é obrigatória.

PONTOS POSITIVOS

– Combate diversificado e desafiador
– Novas funcionalidades interessantes
– Gráficos e animações muito bonitas

PONTOS NEGATIVOS

– Campanha desinteressante
– Não é possível pausar o jogo

NOTA: 9/10

Gostaríamos de agradecer à Capcom, que nos cedeu uma cópia de Monster Hunter World para PS4, plataforma usada nesta análise.



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