Análise Press Start – Mirror’s Edge Catalyst



Chegou a hora de avaliarmos um dos games mais aguardados da década. Veja o que achamos da nova aventura de Faith, em Mirror’s Edge Catalyst.

Uma tentativa de resgatar a franquia

Quando a EA lançou o original Mirror’s Edge, longos oito anos atrás, a expectativa da empresa era bombar com um game totalmente inovador, mas que acabou atingindo números apenas aceitáveis de venda.

Mas quem jogou o game sempre soube do potencial por trás das aventuras de Faith na bela cidade Glass. E para delírio dos fãs, a sequência Mirror’s Edge Catalyst foi anunciada pela EA.

Longos três anos depois, o game chega às lojas com gráficos impecáveis, jogabilidade ainda mais fluida e dinâmica e uma expectativa ainda maior do que pairava sobre seu antecessor.

Mas será que todo o hype é justificável? Ao longo da última semana, seguimos o vermelho na pele de Faith, e vamos contar agora o que achamos de Mirror’s Edge Catalyst.

De volta ao topo do mundo!

Mirror’s Edge Catalyst nos recoloca no controle de Faith Connors, uma corredora, que cresceu treinando nos telhados de Glass.

Em um mundo futurista, controlado por um governo totalitário, os Corredores se veem envolvidos em uma conspiração tramada pelo magnata Gabriel Kruger, espécie de regente da cidade.

A proposta geral da trama de Mirror’s Edge Catalyst é de ilustrar o passado de Faith, mostrando o que moldou o caráter da protagonista.

Infelizmente, a abordagem acaba não sendo tão profunda quanto gostaríamos, revelando pouco além da raiva que fundamenta a rebeldia da personagem.

E como é a jogabilidade?

Se algum dia você já pensou em praticar parkour, mas não teve coragem para se lançar no mundo deste esporte ao mesmo tempo tão radical e tão perigoso, Mirror’s Edge Catalyst é a oportunidade ideal para vivenciar a emoção que teria ao percorrer os céus pelos topos dos prédios.

Com controles intuitivos e fáceis, Catalyst oferece uma visão em primeira pessoa, realmente passando todo o ‘feeling’ do parkour. É tudo muito fluido e a transição de movimentos deixa desavisados pensando que se trata de um vídeo real.

Diferentemente do primeiro jogo, Mirror’s Edge Catalyst não conta com nenhuma arma de fogo, dando mais evidência e importância aos sistemas de movimento e combate de Faith. Os dois, aliás, formam uma dupla especialmente dinâmica, onde um sempre completa o outro de forma impecável.

Outra coisa que mudou para melhor em Catalyst é o fato de o jogo contra com mundo aberto, ou seja, a cidade de Glass é totalmente explorável (basicamente o topo dela). Isso cria ainda mais caminhos a serem descobertos e explorados por Faith.

Ao longo da aventura, vamos conquistando pontos de evolução, que são atribuídos a diversas habilidades e ‘gadgets’ de Faith, ampliando o arsenal de movimentação da protagonista, permitindo, assim, alcançar novos lugares e criando novas maneiras de flutuar por Glass.

Mas Mirror’s Edge Catalyst é mais do que apenas o modo história. O game conta também um multiplayer assíncrono, que permite jogadores de níveis e lugares diferentes desafiarem outras pessoas. Tudo gira em torno do Social Beat, uma espécie de central que organiza todas as funções sociais do jogo.

Graficamente, Mirror’s Edge Catalyst é absurdo

Usufruindo de todo o poder da Frostbite Engine, a DICE conseguiu produzir uma obra de arte em Mirror’s Edge Catalyst. A cidade de Glass é uma das coisas mais belas que já vimos em um game. Toda a arquitetura é futurista e elegante, dando ainda mais vivacidade ao parkour de Faith.

Isso fica ainda mais belo, já que o game roda a 60 frames por segundo, e, apesar de algumas pequenas de frame em nossa jogatina, consegue ser altamente fluido.

Outro ponto sensacional está nas cutscenes. Cada uma delas parece sair direto de um filme de Hollywood. O processo de captação das expressões faciais é simplesmente fantástico.

CONCLUSÃO:

Mirror’s Edge Catalyst faz jus ao hype criado em seu anúncio, e consegue ser um passo firme na direção do resgate da franquia. Com uma base sólida de uma jogabilidade contagiante e gráficos fantásticos, a DICE tem tudo para pensar em sequências no futuro.

PONTOS POSITIVOS:

  • Jogabilidade fluida
  • Gráficos absurdos

PONTO NEGATIVO:

  • História poderia ser mais aprofundada

NOTA – 9/10

Gostaríamos de agradecer à EA, que nos cedeu uma cópia de Mirror’s Edge Catalyst para PS4, plataforma usada nesta análise.

 

 

 



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