Análise Press Start – Metal Gear Solid V: The Phantom Pain



O Press Start tem a honra de preparar uma análise de um game que, não só entra forte na briga pelo prêmio de melhor de 2015, mas pode ser colocado com um dos mais sensacionais de todos os tempos. Estamos falando de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain.

O que começou em 1987, já como um jogo bastante ambicioso, chega ao seu fim (será mesmo?) com um capítulo absolutamente espetacular. Com a saída de Hideo Kojima da Konami, não se sabe exatamente como será o futuro da série Metal Gear dentro da gigante japonesa. Mas se Phantom Pain for seu último lançamento, com certeza terá fechado a franquia com chave de ouro.

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é aguardado pelos fãs há bastante tempo. Quando a Konami lançou Ground Zeroes, em março de 2014, a expectativa só aumentou, já que o ‘prólogo’ deu apenas um gostinho do que estava por vir. E a espera não foi em vão…

Phantom Pain já começa sua trajetória com uma pitada de drama e ‘stealth’. Após um longo coma, resultante do fim de Ground Zeroes, Big Boss acorda em um hospital desconhecido, completamente desnorteado, sem uma das mão, e com estilhaços despontando de sua cabeça (uma beleza, né?).

A partir de seu despertar, o protagonista já se vê em risco, quando tentam matá-lo ainda na cama. Depois de uma cena de luta entre um ‘companheiro de quarto’ e o assassino, você ganha o controle de Big Boss e começa a rastejar para a saída. Enquanto uma droga vai fazendo efeito em seu corpo, o personagem vai mudando de postura até finalmente ficar de pé, receber uma arma, e lutar definitivamente para escapar de soldados e seres desconhecidos que atacam a unidade médica.

Uma vez fora de perigo e do hospital, Boss é resgatado por um velho conhecido e recebe todo o necessário para a sua recuperação. E é aí que Phantom Pain ‘começa’ de verdade. Com a saúde 100% (ou o máximo possível perto disto!), é hora de planejar missões, administrar sua nova ‘Mother Base’, e desvendar alguns mistérios.

Ao contrário do que a série trouxe ao longo de sua história, Phanton Pain é um novo tipo de Metal Gear, com mundo aberto, que dá ao jogador a liberdade de explorar o mapa, e as missões, como lhe apetecer. Antes de cada uma das centenas de opções de missões, você pode customizar completamente a sua experiência nelas. Armas, equipamentos, uniformes, horário de entrada e até mesmo o personagem que será usado podem ser alterados.

Uma boa novidade de Phantom Pain é a presença de um companheiro levado por Big Boss para as missões. No começo, apenas o cavalo D-Horse está liberado, mas, conforme a história do jogo avança, novos ‘buddies’ vão sendo desbloqueados para uso, com características completamente diferentes e singulares, que auxiliam, e muito, no decorrer das tarefas, seja como forma de transporte, distração, ou até mesmo matando inimigos.

Como dito anteriormente, a liberdade é um ponto alto de Phantom Pain. E isso também se aplica nas inúmeras maneiras que podem ser usadas para completar uma missão. Por exemplo: seu objetivo é eliminar um major das forças inimigas e destruir um tanque que está sendo transportado por ele. Se você vai usar um lança-foguetes ou algumas C-4, fica a seu critério. Se vai ser de dia ou à noite, é contigo! Mas e o major? Por que matá-lo, se você pode capturá-lo e adicioná-lo ao seu próprio exército? Como? Vamos descobrir!

Talvez uma das funcionalidades mais legais de Phantom Pain seja o ‘Fulton’. Uma espécie de balão, usado para resgatar prisioneiros, ou simplesmente capturar diversas coisas, desde ovelhas e soldados inimigos, a armas mais potentes e containers de materiais que podem ser usados para melhorar seus equipamentos ou expandir sua base.

E expandir a base é basicamente um jogo à parte em Phantom Pain. Tudo que você captura em missões (ou quase tudo, já que algumas extrações via fulton podem dar errado – devido ao mal tempo, por exemplo) é levado para sua Mother Base. Soldados são ‘convertidos’. Equipamentos são utilizados para defendê-la. Materiais para fazê-la crescer. E quanto mais sua base cresce, mais possibilidades são adicionadas a ela: desenvolvimento de armas, hospital, inteligência, e até mesmo um zoológico são incorporados ao núcleo em alto mar.

Toda essa experiência fantástica é absurdamente ampliada pelo poder da Fox Engine. Metal Gear sempre teve gráficos excelentes, mas o que Phantom Pain traz é simplesmente de outro mundo. O sistema de iluminação dá um senso de realidade muito legal. E não são só os ambiente que se destacam. Os personagens são altamente detalhados também! Além do visual, a parte sonora merece seu destaque à parte. O ‘alarme’ que disparar quando você é descoberto pelo inimigo é só um dos pontos altos.

CONCLUSÃO:

Metal Gear V: The Phantom Pain é incrível. Todos os anos de espera foram recompensados cada sentido da palavra. História envolvente, jogabilidade agradável, gráficos absurdos… enfim, candidato fortíssimo ao prêmio de Jogo do Ano!

PONTOS POSITIVOS:

– Trama digna de Hollywood
– Gráficos sensacionais
– Jogabilidade fluida e intuitiva
– Liberdade para customizar e completar missões

PONTOS NEGATIVOS:

– Não tem!

Nota: 10

*Gostaríamos de agradecer à Konami, que nos cedeu uma cópia de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain para PS4, plataforma usada nesta análise.



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