Análise Press Start – Mass Effect: Andromeda



A Análise Press Start de hoje nos leva ao espaço, milhões de anos-luz de distância da nossa querida Terra, para conferir se a Bioware conseguiu manter o alto nível da franquia em Mass Effect: Andromeda.

Refém de seu próprio sucesso

Quando Mass Effect foi lançado, lá em 2007, o sucesso foi instantâneo. A Bioware, conhecida por seus trabalhos em jogos como Baldur’s Gate e Dragon Age, manteve o nível de qualidade nos dois títulos sequentes, e buscava ampliar seu repertório de acertos com Andromeda.

Mas, apesar de Mass Effect: Andromeda ter uma história e até uma galáxia totalmente novos, vários problemas acabam por sabotar as chances de termos algo parecido com o que foi na trilogia original da franquia.

Já se passaram cinco anos do lançamento do último Mass Effect, e desde seu anúncio, Andromeda levantou um hype tremendo na comunidade. E, como sabemos, isso pode muito bem ser uma faca de dois gumes.

No caso de Mass Effect: Andromeda, essa faca corta mais do lado da Bioware do que de outro. Toda a expectativa criada levou apenas a uma sensação de frustração com o resultado final. MEA não é necessariamente um jogo ruim, mas seus problemas o impedem de ser um top entre os lançamentos de 2017. Vamos explicar direitinho o motivo disso.

Nova (?) galáxia

Quando Mass Effect: Andromeda foi anunciado, os fãs ficaram preocupados com a possibilidade de um dos diversos finais de seu antecessor poder ou não influenciar nessa nova aventura.

Mas, os produtores do novo título foram espertos ao iniciar a trama atual com um simples corte de qualquer laço com o passado ao enviar uma gigantesca tripulação à galáxia Andromeda. Lá, o objetivo era procurar e colonizar novos planetas capazes de receber os humanos.

Apesar de empolgante, essa premissa não é nem de perto tão bem aproveitada quanto deveria ser. Shepard ficou para trás, mas vários conteúdos antigos foram simplesmente reciclados em Mass Effect: Andromeda.

Tudo é muito parecido com o que já vimos nas versões passadas. E isso acontece de maneira mais repetitiva do que nostálgica. A grande maioria dos aliens e inimigos são os mesmos, e os cenários não possuem nada de novo. Os planetas, inclusive, têm muito mais espaços vazios sem nada interessante do que realmente terreno explorável.

Falando mais sobre os personagens principais e de suporte de Mass Effect: Andromeda, temos que ressaltar que o jogo começa com uma trama rasa e arrastada, mas que, ao longo do caminho, engrena com escolhas importantes e dúvidas sobre qual caminho seguir.

A jogabilidade, sim, evoluiu!

Comentamos acima que Mass Effect: Andromeda deixa a desejar nas inovações em roteiro, cenários e personagens, mas, quando se trata da jogabilidade, aí sim a Bioware merece nossos aplausos.

O sistema de combate parece ser o resumo de tudo que houve de bom em cada um dos episódios anteriores da franquia, com pequenas, mas importantes adições.

Toda a parte de combate foi refinada, e ferramentas obsoletas foram retiradas. Controlar aliados, por exemplo, é bem mais simples, e não é necessário se preocupar com seus equipamentos, apenas com ordens de atacar ou manter posição.

As melhores novidades ficam por conta do sistema de cobertura automática, que possibilita uma fluidez muito maior no combate, e do jetpack que o personagem principal possui para alcançar mais facilmente locais mais distantes.

As habilidades estão divididas em três blocos: combate, biótica e tecnologia. É possível escolher apenas três por vez, mas você também pode trocá-las a qualquer momento, mesmo durante um encontro com inimigos.

Todos esses elogios ao sistema de combate se aplicam perfeitamente na parte multiplayer do game. O modo é simples, mas bastante divertido, na forma horda, onde você deve derrotar ondas de inimigos.

Bugs e problemas de animação

Se você acompanha o noticiários do mundo dos games, com certeza deve ter ouvido algo sobre os bugs bizarros que afligem Mass Effect: Andromeda. A internet está repleta de memes e piadas brincando com as falhas.

Alguns jogos recentes sofreram com esse mesmo tipo de problema. Assassin’s Creed é uma das franquias mais famosas nesse assunto, com faces que simplesmente derretiam e te faziam parecer conversar com o Scorpion, de Mortal Kombat, sem máscara.

Em Mass Effect: Andromeda, acontece algo do tipo, e, apesar dos rostos não derreterem, em algumas situações eles parecem ser feitos de algum material mole, que muda completamente o visual do personagem.

Já as animações estão sendo criticadas pela sua falta de qualidade para um jogo da atual geração de consoles. Muitos, inclusive, alegam que os próprios títulos anteriores da franquia são superiores nesse quesito. Esses problemas podem e devem ser consertados através de atualizações, e esperamos que a Bioware o faça o mais rápido possível.

CONCLUSÃO: 

Mass Effect: Andromeda sofre com diversos problemas. Alguns podem ser resolvidos com atualizações, e outros, como explicados no início desta análise, não. Apesar disso, a trama cresce com o tempo, com seus mais de 1200 personagens ‘dialogáveis’ e muitas missões. A jogabilidade é muito boa, transferindo qualidade também para o multiplayer.

PONTOS POSITIVOS: 

  • Jogabilidade excelente
  • Multiplayer divertido

PONTOS NEGATIVOS:

  • Bugs e problemas com animações
  • Mapas e cenários vazios e sem inspiração

NOTA: 7/10

Gostaríamos de agradecer à EA, que nos cedeu uma cópia de Mass Effect: Andromeda para PS4, plataforma usada nesta análise.



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