Análise Press Start – Kingdom Come: Deliverance



A Análise Press Start de hoje nos leva para uma viagem no tempo e no espaço, e nos deixa no meio da Boêmia, no século XI. Confira o que achamos dessa aventura e de Kingdom Come: Deliverance.

Ao longo dos meus 26 anos de vida, pude ter a felicidade (na maioria dos casos) de jogar os mais variados tipos de RPG, indo do Ocidente ao Japão, de Final Fantasy a World of Warcraft. Foram diversas experiências incríveis e divertidas, mas, poucas podem ser consideradas profundas. Essa é a primeira palavra que gostaria de usar ao descrever Kingdom Come: Deliverance. Simplesmente pelo tamanho do trabalho feito pela equipe responsável pelo game em seus sistemas e na atenção aos mínimos detalhes.

Para quem não sabe ou se lembra, Kingdom Come: Deliverance começou como uma campanha no famoso Kickstarter em 2014. A proposta do Warhorse Studios foi tão bem recebida pelo público que arrecadou mais de dois milhões de dólares ao fim do processo, dando aos desenvolvedores muito mais do que precisavam para começar a apresentar o projeto a investidores ao redor do mundo. A ideia foi comprada pela Deep Silver, e, hoje, o resultado final passa por nossa análise aqui no Press Start. Legal demais ver que essa jornada terminou em um jogo AAA.

Bom, falando mais do game, ele se passa na Região da Boêmia, na República Tcheca, em 1403, e conta a história de um simples filho de ferreiro chamado Henry. Nosso protagonista sai de sua cidade natal de Skalitz após um trágico e brutal ataque em busca de vingança. A trama começa bem devagar, com um tutorial bastante arrastado, capaz de durar mais de quatro horas (!!!), mas, uma vez que a história começa de verdade, as coisas melhoram. Henry é um dos grandes responsáveis por isso. Carismático e propenso ao humor negro, o personagem principal de Kingdom Come: Deliverance brilha com diálogos e dublagem incríveis.

Eu falei acima sobre a profundidade e a atenção aos mínimos detalhes que a equipe de deselvolvimento do game colocou em Kingdom Come: Deliverance, e isso pode ser atestado nas quests. Elas vão das mais simples, que você encontra em praticamente todos os RPGs do planeta, como “Colete 5 itens” e “Derrote 10 bandidos”, até as mais complexas e bizarras, como realizar um exorcismo em uma velinha (!). O mais legal em todas elas é o verdadeiro senso de realismo implementado no jogo, fazendo com que cada atitude e escolha de Henry afetem o restante da história. Em uma das missões, por exemplo, era preciso buscar um remédio para um NPC, mas, no meio do caminho, acabei me distraindo com outras atividades, e a pessoa morreu.

Avaliando os gráficos, Kingdom Come: Deliverance não está entre os mais bonitos do mercado, mas compensa no nível de detalhes que apresenta. Alguns lugares, como florestas, por exemplo, são muito imersivos e convincentes. Não espere beleza, espere comprometimento com os pequenos detalhes.

O combate é um dos pontos que não me agradaram bastante em Kingdom Come: Deliverance. Ele é pesado e com movimentação estranha. Mesmo após muitas horas de gameplay, ainda não consegui me acostumar com o ritmo das lutas. Pelo menos o game acerta na necessidade de mensurar qual arma você deve usar em uma determinada situação, e em quais habilidade investir para construir o cavaleiro perfeito.

Mas o maior vilão de Kingdom Come: Deliverance ainda é ele mesmo. Isso porque o game sofre com uma instabilidade absurda, mesmo após alguns patches e atualizações. Com isso, o jogo já me fez perder horas e horas com o encerramento repentino da aplicação. Isso sem falar em bugs grotescos como simplesmente não poder salvar meu progresso (!), esbarrar em objetos invisíveis, telas de loading excessivamente longas e movimentação bizarra dos NPCs durante conversas. O Warhorse Studios precisa focar nesses problemas para que um game tão interessante se perca.

CONCLUSÃO

Kingdom Come: Deliverance tem tudo para ser um dos RPGs de maior sucesso dos últimos tempos. O game possui um nível absurdo de imersão e detalhes. Cada escolha feita pelo protagonista realmente impacta no restantes da história. Mas, bugs e problemas críticos podem levar todo o trabalho para a lixeira se não receberem a atenção necessária por parte dos desenvolvedores.

PONTOS POSITIVOS

– Imersivo e realista
– Escolhas realmente importam
– Protagonista divertido

PONTOS NEGATIVOS

– Bugs e problemas críticos
– Combate não é dos melhores

NOTA: 7/10

Gostaríamos de agradecer à Deep Silver, que nos cedeu uma cópia de Kingdom Come: Deliverance, para PS4, plataforma usada nesta análise.



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