Análise Press Start – Get Even



A Análise Press Start de hoje é sobre um game que dá a quem joga a oportunidade de fazer algo que a maioria dos seres humanos um dia já quis: revisitar memórias. Confira o que achamos de Get Even.

Algumas memórias devem ser deixadas guardadas…

E se você pudesse reviver suas memórias? E se, mais que isso, você pudesse vivenciar as memórias de outras pessoas pelos olhos dela? Será que seria possível viver com as questões que isso levantaria?

Get Even mexe com essas questões e um pouco mais. O game brilha intensamente no seu storytelling. A trama do jogo é repleta de reviravoltas, com uma temática thriller psicológico digno de um bom filme de Hollywood.

Entretanto, se elogiamos a história de Get Even, o mesmo não pode ser aplicado a uma importante parte do jogo, que é a sua jogabilidade. Tanto os momentos de resolver quebra-cabeças, quanto as trocas de tiros acabam apenas tirando o foco do ponto forte do game.

Por ora vamos focar na história, que começa de maneira dramática. O protagonista, Cole Black, um antigo soldado com uma extensa ficha criminal e motivações um tanto quanto suspeitas, aparece pela primeira vez em nosso controle dentro de um hospital psiquiátrico que parece ter saído direto das páginas de um romance de Stephen King.

Em seu inventário apenas uma pistola silenciada, um rifle e seu smartphone. Ao acessar o aparelho, descobrimos que nossa missão nesse lugar tão sinistro é resgatar uma garotinha com uma bomba amarrada a seu corpo. Seguindo uma série de acontecimentos, o explosivo acaba detonando, causando uma escuridão total na tela. Quando a imagem volta, estamos com uma espécie de equipamento de realidade virtual na cabeça.

E a partir daí, tudo começa a tomar rumos cada vez mais estranhos, enquanto você tenta colar cada figurinha do álbum para entender o que realmente está acontecendo. Com o auxílio de um cientista chamado Red, você vai visitando as memórias de Cole enquanto busca desvendar a história da garotinha do começo do jogo. No princípio tudo vai parecer bastante desconexo, e essa me parece ser a ideia dos produtores. Mas, acredite, no final tudo vai fazer sentido.

A ação no início do jogo é mais focada na resolução de pequenos puzzles e escassas situações onde de fato usamos nossas armas. O melhor momento desse último aspecto é quando conseguimos um equipamento chamado CornerGun, que permite ao jogador girar o cano da arma em até 90º para atirar nos inimigos de atrás das paredes. Usá-la não é tão simples no início, mas, assim que você pega o jeito, se torna um dos aspectos mais divertidos de Get Even.

Falamos mais acima sobre o smartphone de Cole, que, no final das contas, acaba sendo seu melhor aliado em Get Even. Além das coisas mais simples que você espera que um celular faça, como mostrar mensagens de texto e voz, ele ainda possui funcionalidades mais tecnológicas, como um scanner que você usa para investigar itens e locais. Ainda há uma opção de usar uma câmera com sensor de calor, que te alerta sobre inimigos próximos. O telefone é fundamental na hora de achar seu norte e resolver os quebra-cabeças.

E falando nos quebra-cabeças, infelizmente é um ponto onde Get Even desliza. Raramente eles propõe um alto nível de desafio, e em algumas situações podem ser bastante frustrantes por questões técnicas, como a movimentação um tanto quanto engessada do personagem ao usar a câmera do celular.

Na segunda metade do jogo, assumimos o controle de outro personagem, que por questões de spoilers, preferimos não revelar quem é. O que podemos dizer é que tanto a história quanto o gameplay melhoram em relação à primeira parte.

Falando das questões de audiovisual, Get Even tem gráficos aceitáveis para os consoles da atual geração, e se destaca com relação à trilha sonora, composta pelo artista Olivier Deriviere, famoso por trabalhos em jogos como Assassin’s Creed Black Flag, The Technomancer e Alone in the Dark. Ele consegue acentuar a tensão com sons e músicas pulsantes e assustadoras.

CONCLUSÃO:

Get Even possui uma trama cativante e muito interessante, com um desfecho que vai te deixar de boca aberta. A jogabilidade deixa um pouco a desejar, ainda que usar a CornerGun seja bastante divertido. A trilha sonora composta pelo artista Olivier Deriviere casou perfeitamente com o game.

PONTOS POSITIVOS:

  • Trama bem construída com um final surpreendente
  • Trilha sonora incrível
  • Usar a CornerGun é muito legal

PONTOS NEGATIVOS:

  • Quebra-cabeças não desafiam
  • Restante das armas não empolgam

NOTA: 8,5/10

Gostaríamos de agradecer à Bandai/Namco que nos cedeu uma cópia de Get Even para PS4, plataforma usada nessa análise.



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