Análise Press Start – Fifa 19



Se apostou na inclusão da Liga dos Campeões para ratificar a sua liderança no mercado, Fifa 19, lançado mundialmente no dia 28 de setembro, também ousou em trazer novidades no jogabilidade. E será que o pacotão do game de futebol mais popular do mundo deu certo? O Press Start mostra as impressões.

Depois de dez anos no concorrente no Pro Evolution Soccer, a Champions pinta como a cereja do bolo do jogo da EA Sports. Tudo do torneio mais popular está presente: a cerimônia pré-jogo, o formato das escalações, os times (evidentemente) e até o famoso hino estão lá. Além disso, ainda enfraqueceu o rival.

E para quem é mais tradicional e não liga muito para a Liga dos Campeões, os modos clássicos e consagrados permanecem. Carreira, Ultimate Team, A Jornada… Todas incrementadas, com destaque para o capítulo final deste último, no qual você controla as histórias de Alex Hunter (o principal da franquia), Danny Williams e Kim Hunter. Pessoalmente, considerei o fechamento pouco interessante e sem motivações instigantes o suficiente, embora seja sempre divertidíssimo se deparar com diálogos junto a Neymar e outros astros. Né, não, parça?

Não sou tão fã adepto à Carreira, mas sou daqueles assíduos ao Ultimate Team. Sim, as microtransações seguem presentes e atraindo muitos milhões em busca do jogo de azar. Aqui não há mudanças relevantes de um modo geral, mas dá para dizer que a stamina durante os jogos afetam consideravelmente em rendimento. Além disso, você acaba ficando mais íntimo de seu time com a nova mecânica de adequar o estilo de marcação (pressão alta, intermediária; pressão imediata após perder a bola, recuar as linhas…) de sua equipe. Golaço da EA, que premia os apreciadores do tatiquismo.

MAIS DO FUT

A principal novidade do Ultimate Team, no entanto, está no Division Rivals, responsável por substituir as temporadas online e permitir que os gamers descubram, após uma série curta inicial de jogos, o seu nivelamento na comunidade FUT. Há muitos prêmios semanais, sempre de acordo com os méritos do usuário. Ah, antes que eu parta para o próximo tópico, é bom salientar que a Weekend League agora só tem 30 jogos – e não mais 40.

ARCADE AO EXTREMO

O Fia 19 também traz um modo casual e que garante, ao mesmo tempo, uma boa dose de desafio em partidas que só valem para treinar em situações adversas. O Sobrevivência surfa na onda do battle royale e o adapta ao futebol de forma até cômica. Funciona assim: um time perde um jogador a cada gol marcado por si, o que faz com que precise chegar à rede novamente com desvantagem numérica. Também é possível jogar partidas nas quais não há impedimentos, faltas ou qualquer irregularidade. No mínimo, curioso.

JOGABILIDADE RENOVADA

Há quem não tenho curtido algumas mudanças na jogabilidade. Eu já considero que os jogos, agora mais cadenciados, estão mais fluidos. E lá vão algumas impressões a respeito do que mudou na jogatina: as arracandas de velocistas com a bola nos pés não funcionam como antes; os zagueiros estão mais duros no mano a mano, com o sistema defensivo mais posicional do que antes; a finalização (finesse shot) colocada ficou mais difícil de encaixar e as ultrapassagens por dentro e bons passes verticais tornaram-se, possivelmente, as melhores armas para chegar ao gol adversário. Bola levantada manualmente é outro ponto novo.

Tudo está mais realista e condizente com a física real. Os goleiros, aliás, estão mais “milagreiros” também. Sem contar que os pequenos, como as comemorações, as reações das torcidas tornam o pacote quase completo. Quase, pois erros do passado permanecem, como cabeçadas fortes ao extremo, gols na saída de bola em profusão e passes que de tão precisos beiram o irreal.

E VALE A PENA?

Posso garantir que sim, vale apostar no preço cheio do jogo (na casa dos R$ 250 por aqui). Ao menos as impressões iniciais apontam que o Fifa 19 prende mais o gamer do que o seu antecessor. E o investimento torna-se quase obrigatório quando o usuário é um amante do futebol e, por isso, sempre quer atualizações. Em tempo: a atual edição faz um gol contra, e aqui não por culpa sua, ao levar uma Seleção Brasileira onde apenas Neymar (garoto-propaganda da EA) é um comandado por Tite real. Além, como já nos acostumamos, de times nacionais genéricos – apenas uniformes e escudos são realistas.

PONTOS POSITIVOS

– Liga dos Campeões como a cereja do bolo
– Física das jogadas ainda mais realista
– Modo Ultimate Team ranqueado
– Regras alternativos em partidas casuais

PONTOS NEGATIVOS

– Enredo de A Jornada mal costurado
– Jogadores da Seleção Brasileira e de times brasileiros genéricos
– Gráficos com pouca evolução

NOTA: 9,5/10

Gostaríamos de agradecer à EA Sports que nos cedeu uma cópia de Fifa 19 para PS4, plataforma usada nesta análise.



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