Análise Press Start – Far Cry Primal



Essa vida de dono de blog de games é muito boa. A gente é pago para se divertir, e é exatamente isso que fizemos ao testar o jogo da Análise Press Start de hoje. Veja o que achamos de Far Cry Primal.

Um Far Cry diferente todo ano

Em seus últimos quatro jogos, a franquia Far Cry adotou um estilo anual de comercialização de novos lançamentos (O 4 saiu no finzinho de 2014, quase 2015 :p). O que acaba tendo duas maneiras de ser encarado.

Enquanto os fãs da série comemoram a oportunidade de experimentar um novo game todo ano, as preocupações com falta de criatividade e bugs também aparecem.

Felizmente, Far Cry Primal se encaixa apenas no lado bom da moeda. Desde o início, já dá pra se ter a exata sensação de algo completamente inovador, mas ainda assim familiar (é controverso, mas já, já você vai entender).

Vamos voltar 10 mil anos no tempo

Far Cry Primal nos leva de volta no tempo. Mas faz isso com força! A história do game se passa 10 mil anos antes de Cristo, na transição da era paleolítica para a mesolítica, ou simplesmente, a Idade da Pedra.

Situado na região de Oros, o jogo retrata de maneira assustadoramente fiel tudo que existia na época, desde sua ambientação, fauna e flora, comportamento dos humanos e até mesmo possui um dialeto especialmente criado para o game.

Você controla Takkar, um membro da tribo Wenja, que ao lado dos Udam e dos Izila, lutam para ter a dominância de Oros. A guerra ocorre pelos diferentes estilos de vida de cada grupo.

Os Udam são uma tribo sanguinária, que faz prática do canibalismo. Enquanto isso, os Izila são mais avançados tecnologicamente, e gostam de escravizar a galera dos outros grupos. Resultado: guerra!

Um mundo aberto e perigoso, mas domável

Em Far Cry Primal, cada passeio fora da sua caverna pode ser seu último. Enquanto somos o predador para cabras e outros animais menores, podemos virar caça de lobos, crocodilos e muitas outras ameaças da natureza.

Isso, é claro, sem contar com nossos amiguinhos das outras tribos, que, geralmente andam em grupos, te fazendo se preocupar com lanças, arco e flecha e outros armamentos pesados da época.

Logo no início da história, Takkar conhece um xamã, que o ensina a domar alguns dos animais de Oros. Essa é parte mais legal de Far Cry Primal. Se aliar com diversos bichos para derrotar os inimigos te faz se sentir um pouco Doutor Dolittle misturado com um líder de gangue.

Além disso, alguns animais servem como meio de transporte, o que ajuda bastante na locomoção pelo mapa, já que, obviamente, não há carros e motos à nossa disposição.

As novidades da Idade da Pedra

Separamos um tópico inteiro para abordar a questão da habilidade de domar os animais, mas Far Cry Primal tem outras novidades importantes.

A primeira delas é a construção da vila Wenja. E ela fator primordial para sua sobrevivência na história, já que oferece refúgio os membros da tribo. Seguindo o mesmo padrão de confecção dos itens, os upgrades das moradias vão requerer matéria-prima, e vão liberar novas habilidades e armas para Takkar.

Além disso, Primal apresenta um sistema de transição dia/noite. E isso influencia em muito mais do que apenas o sol ou a lua no céu.

Alguns itens só são encontrados em certo período do dia. A iluminação é significativamente pior, e os predadores bem mais perigosos.

A essência de Far Cry ainda está lá

Se algum fã de Far Cry está preocupado com essas alterações introduzidas por Primal, não se preocupe. O core da franquia está presente no game.

Ainda teremos que conquistar os postos inimigos, que em Primal são as piras. Os animais, além de serem domáveis, são fonte de materiais para construção de equipamentos, e de comida, para sobrevivermos longe da nossa vila.

E alguns outros recursos são encontrados no ambiente. Madeiras, plantas e vários outros itens podem ser recolhidos em qualquer bate-perna por Oros.

Oros é absolutamente estonteante!

A Ubisoft conseguiu se superar bastante com Far Cry Primal. Usando a mesma engine de Far Cry 4, o game está ainda mais bonito.

Cada detalhe do jogo é bem feito. Plantas, água, animais, tudo de Oros recebeu atenção especial na hora da criação.

Além disso, os sons do ambiente realmente criam a sensação de se estar no meio de uma uma selva perigosa, com animais à espreita.

O que não gostamos

Apesar de todos os elogios até aqui, Far Cry Primal tem alguns defeitos. Diferentemente dos jogos anteriores, não há um vilão que nos cause raiva e seja memorável após o fim do game.

E os roteiristas poderiam se aprofundar mais no tema que envolve o jogo. O assunto é tão pouco explorado, e tem potencial para render muito mais história do que tivemos em Far Cry Primal.

CONCLUSÃO:

Far Cry Primal é um dos melhores games da franquia até hoje, podendo, inclusive levar o primeiro lugar nessa corrida. Com inovações na jogabilidade, gráficos e parte sonora espetaculares e o jeito como a Ubisoft trouxe a Idade da Pedra até nós, o game é compra certa!

PONTOS POSITIVOS:

  • Inovações no gameplay
  • Gráficos e áudios excelentes
  • Recriação perfeita da Idade da Pedra

PONTOS NEGATIVOS:

  • Trama rasa
  • Vilão não deixa sua marca

NOTA: 9/10

Gostaríamos de agradecer à Ubisoft, que nos cedeu uma cópia de Far Cry Primal para PlayStation 4, plataforma usada nesta análise.

 

 



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