Análise Press Start – Fallout 4



O Press Start tem o prazer de publicar a análise de mais um dos grande jogos de 2015. Sem dúvidas um dos candidatos fortes ao prêmio de melhor do ano. Veja o que achamos de Fallout 4.

‘A guerra nunca muda’

Com essa frase de impacto, começa a fantástica jornada de Fallout 4. A ausência de mudança, aliás, também pode ser aplicada ao próprio jogo, já que a Bethesda resolveu apostar no lema ‘em time que está ganhando, não se mexe’.

Com um estilo bem característico e próprio dos games anteriores da franquia, Fallout 4 traz consigo o poder da liberdade, e isso, você vai ver, se estende a vários ramos dentro do jogo.

O prólogo da história mostra nosso personagem vivendo tranquilamente com sua família em uma Boston dos anos 50, passando a falsa sensação de paz. Tudo isso muda quando as bombas nucleares começam a cair.

As bombas caíram, e agora?

Depois de ficar congelado por 200 anos dentro do Vault 111, o protagonista acorda para ver sua mulher ser assassinada, e seu filho sequestrado. Com mais essa ‘bomba’, tem início a história de Fallout 4.

De volta à superfície, nos damos de cara com um cenário totalmente arrasado pelas explosões nucleares, e, ainda meio tonto, buscamos entender o que houve com Boston, e quem são os vilões da trama.

À partir daí, você já está livre para fazer o que bem entender. E a Bethesda faz questão de levar o sentido da palavra ‘liberdade’ ao máximo da literalidade.

Suas escolhas moldam seu caminho

Fallout 4 apresenta ao jogador um incrível teor de liberdade. Ao sair do Vault 111, tudo o que acontece na história é de acordo com suas escolhas e seu ritmo.

Não gosta de desperdiçar seu tempo com side quests? Sem problema! Siga a história de maneira linear, fazendo apenas as missões principais do game.

Mas Fallout 4 é um primor quando explorado ao máximo. Como cada objeto pode ser transformado em material a ser usado na criação de outro, todo canto é um possível baú do tesouro.

Além disso, mantendo a tradição da série, Fallout 4 faz um excelente trabalho nas missões secundárias. Elas não são nada triviais, e revelam histórias paralelas que te ajudam a entender melhor o universo do game.

O lixo de um homem é o tesouro de outro

Como dito acima, em Fallout 4 tudo se recicla. E não estamos exagerando no uso da palavra ‘tudo’. Desde torradeiras e panelas, até os materiais mais inimagináveis podem ser desmantelados.

E com essas peças em mãos, o sistema de crafting de Fallout 4 se mostra um dos mais imersivos já vistos. Até mesmo a Power Armor pode receber upgrades para ficar ainda mais poderosa.

Esse processo está diretamente ligado ao seu avanço na história do game. Uma vez que seus inimigos vão ficando cada vez mais difíceis, você precisa tornar armas e equipamentos bem mais fortes para vencê-los.

Outra funcionalidade bem legal de Fallout 4 é a criação e administração de comunidades. Prepare-se para tomar conta de várias pessoas, assim como controlar os gastos com alimentação e energia.

Seu personagem do seu jeito

O sistema de personalização do protagonista de Fallout 4 é impressionante. E mais uma vez a Bethesda nos oferece grande liberdade para a customização.

Logo no início, podemos moldar rosto e corpo exatamente do jeito que quisermos. Inclusive, alguns tutoriais no YouTube mostram como recriar personagens e personalidades, como Obama, Hitler, Walter White e até Geralt de Rivia.

Já com o ‘look’ definido, é hora de mergulhar no denso sistema de evolução do personagem. Chamado de S.P.E.C.I.A.L., ele é formado por diversos e variados atributos, que vão ter grande impacto na forma como você progredirá na história.

Explicando um pouco mais sobre o S.P.E.C.I.A.L., a cada novo nível alcançado, você recebe um ponto a ser gasto dentro dos upgrades.

E como é a jogabilidade nessa distopia toda?

Se vimos que a Bethesda resolveu apostar em pequenos aprimoramentos na fórmula básica de Fallout 4, não seria na jogabilidade que ela mexeria.

Uma das marcas registradas de Fallout é o V.A.T.S., e ele está de volta no quarto game da franquia. Desta vez, mais balanceado, e sem passar a sensação de estar ‘roubando’ ao usá-lo, já que o sistema permite desacelerar o tempo para atacar os inimigos com mais precisão.

Esse balanceamento também está visível na dificuldade do game. Conforme você vai adquirindo armas, equipamentos e habilidades melhores, os inimigos vão se tornando mais desafiadores, mantendo Fallout 4 emocionante até o fim.

Mesmo um mundo pós-apocalíptico pode ser bonito

Parece contraditório, mas a Boston arrasada pelos ataques nucleares consegue ser bela nas mão da Bethesda. A ambientação é fantástica.

Os cenários de Fallout 4 passam uma sensação bacana de estamos assistindo a um filme, de tão realistas que são. Os pequenos detalhes são responsáveis por uma imersão ainda maior.

Se por um lado a Bethesda gastou bastantes recursos com o ambiente, o mesmo não pode ser dito com relação aos personagens. Fica a sensação de que as texturas são ainda da geração passada, e não de um game que foi lançado apenas para PS4, Xbox One e PC.

Se a fórmula é a mesma, não poderiam faltar os bugs

Sim, Fallout 4 tem seus bugs, o que já é, até certo ponto, uma tradição do game. Para os fãs da franquia, isso é encarado como algo engraçado.

Só que esses erros podem custar seu progresso na história, além de um controle novo, já que você vai querer atirar o seu na parede com um travamento repentino.

CONCLUSÃO:

Fallout 4 é um game dos mais profundos e com o maior teor de liberdade da atualidade. Apesar de personagens com gráficos e movimentação desatualizados, o jogo se mantém como forte candidato ao prêmio de melhor de 2015.

PONTOS POSTIVOS:

  • Mundo aberto com muita liberdade
  • Sistema de criação de itens
  • Muitas horas de jogo

PONTOS NEGATIVOS:

  • Personagens desatualizados
  • Bugs podem comprometer

NOTA: 9,5/10

*Gostaríamos de agradecer à Bethesda, que nos cedeu uma cópia de Fallout 4 para PS4, plataforma usada nesta análise.

 



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