Análise Press Start – EA SPORTS UFC 2



Calce suas luvas, fã de MMA. Na Análise Press Start de hoje vamos mergulhar no octógono mais famoso do mundo e ver se EA SPORTS UFC 2 leva o cinturão de melhor game do esporte no mercado. Confira!

Em time que está ganhando, não se mexe, mas vale fazer uns retoques

Quando a EA SPORTS adquiriu os direitos de produção dos games do UFC, os fãs logo se empolgaram com a possibilidade de ter um jogo sobre o esporte feito por uma das gigantes do mundo dos games.

Com EA ESPORTS UFC, o mundo conheceu todo o potencial que a empresa canadense tinha para produzir uma obra-prima dentro do octógno. Gráficos de ponta, jogabilidade arrojada e toda a emoção que o MMA traz.

Mas, com UFC 2, a EA foi ainda além, e consegue superar o ótimo trabalho feito no game anterior. O visual está ainda melhor, a lista de lutadores é a maior já feita em um game do Ultimate, e novos modos de jogo fecham o pacote de melhorias.

No quesito jogabilidade, a parte de luta em pé ganhou melhorias sensíveis, enquanto o jogo de chão mudou sua base, mas se manteve um tanto quanto sonolento.

Trocação fantástica; Luta agarrada não empolga

Como dissemos acima, a parte de luta em pé de UFC 2 é absolutamente fantástica. Usando como base a jogabilidade do game anterior da franquia, o sistema de movimentação recebeu um upgrade, aumentando ainda mais o realismo dos combates.

Além disso, uma das maiores reclamações da parte de trocação do primeiro EA SPORTS UFC, o sistema de colisões foi refinado, dando mais fluidez à lutas. É bom ressaltar que ainda há alguns bugs, mas bem menos frequentes.

Quando a luta vai para o clinch ou para o solo, a história muda. Apesar de novos controles mais acessíveis e dinâmicos, o desenrolar das transições entre posições ainda é muito arrastado, e continua sendo muito difícil manter o lutador na montada, por exemplo, para partir para o ‘ground and pound’.

O que ganhou boa melhoria foi a parte de finalizações. Ficou muito mais simples iniciar a animação de uma submissão. Ao segurar o L2 (no Ps4), uma tela mostra quais estão disponíveis, e um simples toque em uma direção inicia a batalha de gato e rato para tentar terminar a luta.

Novos modos de jogo aprofundam a experiência no mundo do UFC

Em EA SPORTS UFC tínhamos poucas variedades de modo de jogo. Um modo carreira raso, luta contra seus amigos ou online. Isso muda com o segundo game da série.

Além dos modos já citados e presentes no game anterior terem recebido consideráveis melhorias e adições, novidades chegam para abalar e garantir um tempo maior de vida a UFC 2.

A começar pelo já popular (em outros jogos da EA) Ultimate Team. Montando uma equipe de 5 lutadores, incluindo homens e mulheres, para combater adversários do próprio game ou pessoas reais no mundo online. Usando pacote de cartas e sistema de experiência como base, seu progresso no Ultimate Team será um tanto quanto demorado, mas, vai valer a pena lutar para chegar no topo dos rankings mundiais.

Um modo que tem tudo para ser um dos mais jogados em UFC 2 é o Nocaute. Aqui não tem clinch, queda ou jogo de chão. Só trocação vale, e cada golpe conta. Portanto é bom que você esteja com sua esquiva em dia.

Sinta-se na pele de Dana White ao montar o seu próprio evento do UFC, escolhendo o card, a arena, os juízes, as regras… Enfim, você faz completamente do seu jeito.

Para quem acompanha fielmente a todos os eventos do UFC na vida real, o modo Evento ao vivo é a pedida certa. Fazendo apostas nos resultados das lutas do card, é possível ganhar pontos e pacotes para o Ultimate Team. Nada mal, não é mesmo?

O que poderia melhorar?

Se você curte assistir aos eventos do UFC, com certeza já está familiarizado com as transmissões do Canal Combate. A voz inconfundível de Rhoodes Lima, juntamente com os comentários especializados de Kyra Gracie, Luciano Andrade entre outros já virou parte do show.

Mas a dublagem usada na versão brasileira de UFC 2 é modorrenta. A narração não empolga, e, muitas vezes, passa por bugs bizarros, como descrever um chute alto quando a luta está no chão, ou confundir homem com mulher.

A gente já tem o Tiago Leifert e o Caio no Fifa, por que não chamar a consagrada equipe do Canal Combate para aperfeiçoar a versão brazuca do próximo game do UFC, EA?

CONCLUSÃO:

EA SPORTS UFC 2 apara algumas arestas deixadas pelo seu antecessor. Adiciona um número absurdo de lutadores, aprofunda o modo carreira, traz novas modalidades de jogo, refina a jogabilidade e os gráficos… Resumindo: fica bem perto da perfeição.

PONTOS POSITIVOS: 

  • Número impressionante de lutadores
  • Novos modos de jogo
  • Trocação afiada

PONTOS NEGATIVOS:

  • Luta agarrada decepciona
  • Narração em português

NOTA: 9,0/10

Gostaríamos de agradecer à EA, que nos cedeu uma cópia de EA SPORTS UFC 2 para PS4, plataforma usada nesta análise.



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