Análise Press Start – Dying Light



A análise do Press Start desta semana mantém o mesmo tema da anterior: zumbis. Porém, ao contrário de Resident Evil HD, o avaliado busca inovar. Estamos falando do tão aguardado Dying Light.

Como se destacar em um universo de games, filmes, séries de TV e quadrinhos infestado por zumbis? Esse é o objetivo de Dying Light, que aposta em gráficos impressionantes e em um ritmo alucinante de movimentação e combate para ganhar o seu lugar no rol dos melhores jogos de 2015.

Dying Light é dos mesmos produtores de Dead Island, jogo que fez sucesso na geração anterior de consoles. Seguindo os passos de seu ‘antecessor’, DL conta a história de um grupo de sobreviventes em busca de uma cura. A diferença é que, desta vez, o cenário é a cidade de Harran, na Turquia, que misteriosamente é atingida por um vírus, transformando praticamente toda a população em zumbis.


Você controla Kyle Crane, um agente especial da GRE, uma organização que cuida dos sobreviventes alojados em uma torre na cidade. Sua missão é aparentemente simples: recuperar um documento secreto que não deve cair nas mãos erradas. Para isso, o protagonista faz o papel de agente duplo (ou triplo) para conseguir mais informações e a confiança do vilão Suleiman, chamado de Rais em Harran.

Tudo isso seria mais fácil se Crane não fosse mordido, e infectado, por um dos zumbis de Harran, logo na primeira cena de DL. Por conta disto, você precisa conseguir uma droga conhecida com0 Antizina, que inibe os efeitos da transformação. Com esse enredo, você se verá muitas vezes fazendo missões que parecem ser repetitivas, mas, o vasto e belo território a ser explorado, e a possibilidade de ver tudo ir por água abaixo quando a noite cai, vai ter deixar sempre com a respiração presa.

Como eu disse, a dificuldade do game aumenta no período da noite. Enquanto os zumbis são mais ‘dóceis’ enquanto o sol ainda está no alto, quando a lua vem, eles se tornam mais agressivos. A escuridão traz também um outro tipo de inimigo, o perigoso Volátil, que caso aviste seu personagem, vai caçá-lo até conseguir sua cabeça.

Até aí, Dying Light parece muito com Dead Island, certo? Mas o ponto que o diferencia de todos os outros jogos do gênero é o fato de Crane ser especialista em Parkour. Portanto, prepare-se para muita correria, saltos, rolamentos, escaladas e outros movimentos repletos adrenalina, enquanto tenta salvar sua pele em Harran. A mecânica é muito fluida e prazerosa de se usar. Quando se pega o jeito, é difícil ir de um ponto a outro pelo chão, ainda mais que as ruas estão cheias de zumbis.

Mais uma das ‘heranças’ de Dead Island é o sistema de upgrade de armas. Uma mera barra de ferro pode ganhar serras e a habilidade de eletrocutar os inimigos. Aliado ao menu de evolução do protagonista, Kyle acaba se tornando uma máquina mortífera conforme vai progredindo na história de Dying Light.

Ainda fazendo uma comparação com Dead Island, chegamos ao sistema de combate. Diferente do antecessor, DL traz uma jogabilidade que exige muito mais estratégia para enfrentar os inimigos. Cada vez que Crane ataca, uma porção de seu vigor é ‘comido’, deixando o personagem mais lento a cada investida. Portanto, pense duas vezes antes de encarar uma horda de zumbis.

No meio da jogatina, você pode ser caçado por um outro gamer. Isso mesmo. O modo multiplayer de Dying Light permite que um grupo de pessoas assumam o controle de zumbis e cacem outro de humanos. Enquanto os monstros tem o objetivo de simplesmente matar, os caçados buscam escapar deles e destruir seus ovos ao longo do mapa. Além disso, você pode se juntar a amigos no modo cooperativo, e completar a história do game com eles, facilitando sua vida em Harran.

Avaliando a parte visual de Dying Light, talvez falemos de seu ponto mais forte. Experimente jogar e depois dar uma saída na rua, com o sol brilhando, e prepare-se para se sentir dentro de Harran. O realismo gráfico do game é impressionante. Os efeitos de luz são fantásticos, e o design dos personagens é bem convincente. O lado sonoro do game também é bem legal. O barulho feito por zumbis enquanto caçam o personagem principal é muito assustador.

Como sempre, deixamos os pontos negativos dos games para o final da análise. E Dying Light não apresenta muitos. Embora usar o Parkour é algo bem bacana, as missões ainda acabam se tornando um tanto quanto repetitivas. Além disso, a pouca variação de inimigos pode contribuir para o sentimento de déjà vu.

CONCLUSÃO:

Dying Light é sem sombras de dúvida um game da nova geração. Gráficos de ponta e jogabilidade fluida garantem muita diversão. Apesar de ser baseado em um tema muito batido, consegue inovar com o Parkour e, definitivamente, é um game que deve ser comprado.

PONTOS POSITIVOS:

– Gráficos espetaculares
– Movimentação fluida ao usar o Parkour
– Modo cooperativo interessante

PONTOS NEGATIVOS:

– Missões repetitivas
– Pouca variedade de zumbis

NOTA: 9/10

 

 



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