Análise Press Start – Deux Ex: Mankind Divided



Na Análise Press Start de hoje, vamos mergulhar em um universo cyberpunk repleto de conflitos filosóficos e sociológicos, numa mistura praticamente perfeita de stealth, FPS, RPG e MUITA ação. Confira o que achamos de Deus Ex: Mankind Divided.

De onde paramos na última vez!

Deus Ex: Mankind Divided pega o bastão onde Human Revolution deixou. Mas calma, se você já está pensando que, por não ter jogado o game anterior, vai ficar perdido, um vídeo de quase 15 minutos te coloca à par de tudo que de mais importante aconteceu até o momento.

Adam Jensen é mais uma vez o protagonista da história. O ex-membro da SWAT é um dos seres-humanos que passou por melhorias bióticas, logo após sobreviver a um acidente que lhe custou braços, pernas e alguns de seus órgãos internos. Desta vez, ele está trabalhando para uma agência anti-terrorismo, e se vê em um mundo onde cada escolha pode altera o curso das coisas.

Depois do sucesso de Human Revolution, A Eidos Montreal teria que fazer muita besteira para perder o caminho. Mas felizmente não é isso que vemos em Mankind Divided. A trama se passa dois anos após os acontecimentos do capítulo anterior. Como o vídeo inicial mostra, um terrível ataque terrorista fez com que as pessoas que possuíam melhorias repentinamente ficassem agressivas e o caos se instalasse no mundo.

Nesse ambiente repleto de ódio e medo, aqueles que possuem melhorias são vistos como cidadão de segunda classe e perigosos, e se veem envoltos em manobras políticas que visam levá-los a uma espécie de gueto, onde ficariam separados dos ‘puros’.

E como está a jogabilidade?

Seguindo a linha de Human Revolution, Mankind Divided possui um gameplay simplesmente fantástico. As opções que você tem para navegar pelo mundo são absurdamente variadas. Em um mesmo ambiente, é possível alcançar seu objetivo se escondendo dos inimigos, ou simplesmente matá-los. Ou ainda hackeando um terminal, colocando itens para chegar em um andar superior, conversando ou intimidando… Enfim, você faz seu destino.

Isso fica ainda mais evidente e importante quando você percebe o quão bem detalhada e desenhada a cidade de Praga é em Mankind Divided. O carinho que os produtores tiveram ao produzir a capital da República Tcheca, e palco da nossa trama, nos disponibiliza inúmeras maneiras de completar todas as missões do jogo.

E por falar em missões, elas são outro ponto bastante positivos de Mankind Divided. Quando um game é bom, queremos sempre aproveitar o máximo dele antes de chegar no final. E as missões secundárias presentes neste Deus Ex mostram exatamente como elas devem ser feitas. Elas não estão ali apenas para consumir tempo. Todas têm um significado, adicionando mais contexto à trama, e oferecendo recompensas valiosas.

A liberdade não é exclusividade da maneira como conduzimos nossa aventura. O protagonista também pode ser moldado da maneira que melhor se adapte a seu estilo de jogo. Seja se movendo pelas sombras, destruindo e explodindo tudo ou hackeando terminais a torto e a direito, Mankind Divided oferece uma profundidade incrível na customização do personagem.

A novidade é o modo multiplayer: Breach

Se a campanha principal merece muitos elogios, o mesmo não pode ser feito com relação ao multiplayer. Chamado Breach, o modo pega algumas boas características do singleplayer de Mankind Divided para te colocar na pele de um hacker.

Seu objetivo é tentar entrar em bancos de dados de grandes empresas, descobrir segredos e tramoias, e expô-las para o mundo. Basicamente é uma série de quebra-cabeças em que você disputa com jogadores de todo o mundo.

Infelizmente, o modo não é tão atrativo. A experiência se torna cansativa com muito pouco tempo, e o interesse se perde rapidamente.

Humanidade dividida em português

É de se aplaudir a iniciativa da Eidos Montreal em localizar totalmente o game para o Brasil. O game é dublado e legendado em português, e um alento para quem não domina uma segunda língua.

O que não merece elogios é a qualidade do trabalho. Enquanto as legendas cumprem seu papel, a dublagem é fraca. As vozes não transmitem a emoção que os momentos pedem, e é bem melhor jogar com o áudio original.

CONCLUSÃO: 

Deus Ex: Mankind Divided é um excelente sucessor de Human Revolution. Com uma variedade incrível de jogabilidade, gráficos belíssimos e uma trama que te prende, o título é um dos fortes candidatos ao prêmio de melhor jogo de 2016. Vale muito a compra!

PONTOS POSITIVOS: 

  • História envolvente
  • Gráficos de ponta
  • Liberdade na jogabilidade

PONTOS NEGATIVOS:

  • Dublagem fraca
  • Multiplayer desnecessário

NOTA: 9,5/10

Gostaríamos de agradecer à Sqaure Enix, que nos cedeu uma cópia de Deus Ex: Mankind Divided para PS4, plataforma usada nesta análise



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