Análise Press Start – Dark Souls Remastered



A Análise Press Start de hoje retorna a um dos universos mais consagrados e desafiadores da história dos videogames. Prepare-se para morrer em mais uma visita a Lordran. Confira o que achamos de Dark Souls Remastered.

Lançado originalmente em 2011, Dark Souls é até um hoje uma das franquias de maior sucesso dentro da indústria de games. Sucessor espiritual de Demons Souls, a obra de Hidetaka Miyazaki gerou duas sequências diretas e mais um primo não tão distante chamado Bloodborne. Isso sem falar nos diversos jogos que se inspiraram fortemente no estilo soulsborne de ser.

Todo esse sucesso é baseado em um estilo altamente diferente daquele que costumávamos ter. Sempre fomos acostumados a escolher a dificuldade que queríamos encarar no game, a ter todas as informações escancaradas na nossa tela, a ver sentido em cada passo que damos naquele lugar. Com Dark Souls, a história mudou. Você acorda numa prisão e 99% do mundo quer te matar (e consegue fazer isso com muita facilidade). Além disso, é preciso avaliar meticulosamente cada detalhe, cada item e trecho de conversa que você encontra pela frente para começar a tentar tirar algum sentido de tudo que te cerca.

E para quem já está acostumado com esse estilo, poder voltar ao mundo de Dark Souls, sete anos depois, com visuais aprimorados para a geração atual de consoles, e com problemas corrigidos, é um prazer indescritível. E serve também como lembrança de que todos aqueles que tentaram copiar Dark Souls de alguma forma falharam miseravelmente. Principalmente quando falamos do level design do game. Que obra prima é essa, meus amigos! Um mundo desenhado de maneira absolutamente interconectada, ainda que de maneira imperceptível no começo, mas capaz de fazer seu queixo cair quando vê os pontos se conectando.

Mas o que realmente mudou nessa versão remasterizada? Bom, o game agora roda em 60 frames por segundo, com suporte a 4K (upscalling no PS4 Pro e no Xbox One X e nativo no PC) e 1080p nas versões base dos consoles. Já no Switch, temos 1080p e 30 quadros por segundo quando conectado à TV, e 720p e 30fps no modo portátil.

Em termos de gameplay, o modo online agora permite até 6 jogadores na mesma sessão, e o item necessário para fazer isso acontecer mudou de lugar para permitir a conexão mais cedo na história. Além disso, o sistema de matchmaking por senha de Dark Souls 3 foi implementado. Isso sem falar em mudanças que melhoram a experiência do jogador, como poder usar múltiplos itens de uma só vez e a introdução de servidores dedicados. E ainda temos a inclusão da DLC Artorias of the Abyss, uma das melhores expansões já feitas.

É claro que estamos falando de um remaster e não um remake, portanto, algumas das limitações de jogabilidade que tínhamos no original voltam nessa versão. Ainda não é possível rolar diagonalmente nem beber estus enquanto andamos, mas essas acabam sendo pílulas de nostalgia que contribuem para o nível de dificuldade que tanto amamos.

CONCLUSÃO

Dark Souls Remastered é o auge de um dos melhores games já feitos, que apaixonou milhares de jogadores e inspirou diversos desenvolvedores de jogos. Seu level design fantástico, suas batalhas inesquecíveis e jogabilidade viciante ficaram ainda melhores e mais bonitos. Compra certa para quem já jogou ou ainda não se aventurou por Lordran.

PONTOS POSITIVOS

– 60fps e suporte à 4K
– Melhorias na experiência
– Presença da DLC Artorias of the Abyss

PONTOS NEGATIVOS

– Não há

NOTA: 10

Gostaríamos de agradecer à Bandai/Namco, que nos cedeu uma cópia de Dark Souls Remastered para PS4, plataforma usada nesta análise.



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