Análise Press Start – Call of Duty: World War II



A Análise Press Start de hoje vai nos levar direto para o conflito mais sangrento de toda a história da humanidade. Depois de muitos pedidos da comunidade, a Activision resolveu levar sua franquia de maior sucesso de volta às raizes. Confira o que achamos de Call of Duty: World War II.

Foram três longos anos jogando em futuros cada vez mais distantes, mas, finalmente, Call of Duty está de volta às suas raízes. Quando a Sledgehammer Games lançou Advanced Warfare em 2014, a comunidade vinha clamando por mudanças na franquia, alegando que víamos sempre mais do mesmo a cada novo título lançado. Mas, talvez a ideia do estúdio tenha sido ousada demais, e o AW não foi tão bem recebido. Black Ops III teve um resultado um pouco melhor, e Infinite Warfare foi uma catástrofe. E coube exatamente aos desenvolvedores que nos levaram pela primeira vez para o futuro fazer o caminho reverso e abordar a Segunda Guerra Mundial no CoD desse ano.

Como já virou costume, Call of Duty é quase que um jogo 3 em 1. Campanha, Multiplayer e Zombies oferecem experiências distintas e têm seus públicos fiéis. Com isso em mente, vamos falar de cada um desses modos de jogo em separado, para, no final, fazermos uma média de tudo e decretar a nota que CoD WWII merece em nossa opinião.

CAMPANHA

A Campanha de Call of Duty: World War II é extremamente focada na relação criada dentro de um esquadrão durante a Segunda Guerra Mundial. Ela conta a história do soldado Ronald “Red” Daniels, e, ao lado de seus companheiros, somos levados através da Europa, vendo de perto o estrago que a ocupação nazista causou por lá naquele período. E seus aliados são muito mais do que coadjuvantes na história. Todos são fundamentais no auxílio ao protagonista, seja passando kits de primeiros socorros, granadas e munição ou avistando inimigos a uma longa distância.

A Sledgehammer fez um ótimo trabalho de pesquisa, e seus integrantes foram ver de perto e estudar tudo que esteve relacionado com a Segunda Guerra Mundial, desde localidades emblemáticas até os mínimos detalhes dos armamentos usados no conflito. E o resultado é uma campanha que dura cerca de cinco horas, mas que tem peso nesse curto período de tempo.

O combate é muito mais estratégico do que vimos em Campanhas passadas, exigindo mais cálculo nos movimentos, mais tempo escondido atrás da parede esperando o momento certo de revidar e mais reciocínio na hora de escolher o conflito aberto ou o stealth para eliminar soldados inimigos com uma faca.

MULTIPLAYER

Com certeza o modo mais popular entre os três, o Multiplayer de Call of Duty: World War II é onde encontramos a maior parte das novidades deste ano. O retorno às raízes levando as botas ao chão mudou completamente o estilo e o ritmo das partidas online. Depois de três anos com saltos duplos e soldados correndo pelas paredes, os confrontos estão mais realistas. E isso só ganha força com o trabalho absolutamente fantástico da Sledgehammer na parte dos gráficos e do áudio do game. Todos os mapas são extremente detalhados e os sons das armas e de toda o ambiente que cerca os jogadores são impressionantes.

Falando das novidades, a maior delas, sem dúvidas é o Headquarters. Um espaço social, muito parecido com o que temos em Destiny e Destiny 2, que permite até 48 jogadores dividirem uma grande área repleta de atividades e interações entre eles. A ideia é sensacional, mas, problemas no servidores ainda atrapalham o funcionamento 100% da nova feature e interferem bastante, também, nas partidas.

Outra adição ao Multiplayer é o modo War. Batalhas assimétricas e baseadas em objetivos de ataque contra defesa, que oferecem um estilo de jogo. Cada um dos três mapas exclusivos possuem seus próprios desafios para os dois lados do confronto, e, sem dúvidas dão aos jogadores mais uma alternativa dentro do Multiplayer. Muito interessante viver os “dois lados da moeda” e competir para realizar as tarefas no menor tempo.

O sistema de classes foi totalmente refeito e agora atende pelo nome de Divisions. Cada uma das cinco representa uma categoria de armas do game: Assault Rifles, Sub-machine Guns, Light-machine Guns, Sniper Rifles e Shotguns. Todas possuem habilidades e funcionalidades próprias, sendo que uma é exclusiva para seu tipo de armamento. Os rifles de assalto ganham uma baioneta, enquato as escopetas cartuchos de fogo.

Além das Divisions, o jogador deve escolher um Basic Training, que são os perks de CoD WWII. Cada um deles oferece vantagens que vão desde levar uma bazuca para a partida até atirar enquanto corre ou mergulha. Cabe a você formar uma classe mais adequada não só ao seu estilo de jogo, mas ao mapa que sediará a próxima batalha.

Os mapas, aliás, serão abordados agora. Todo o trabalho de pesquisa da Sledgehammer já mencionado anteriormente mais uma vez se faz presente e levam as partidas para cenários icônicos da Segunda Guerra Mundial, como Gibraltar e a Floresta de Ardennes. A grande maioria é muito bem desenhado e oferece um gameplay fluido e divertido. Apenas um – Gustav Cannon – é um paraíso para campers e snipers, e acaba não sendo o mais amado dos jogadores. Temos que ressaltar o fato de existirem apenas 10 mapas no lançamento de CoD WWII, e um deles, Carentan, ainda ser exclusivo para donos do Passe de Temporada. Isso diminui bastante o número que normalmente temos, que gira em torno dos 12, e pode diminuir o interesse do público mais rapidamente.

NAZI ZOMBIES

Se o Multiplayer beira a perfeição, mas escorrega no baixo número de mapas e em problemas de servidores, o Nazi Zombies sobra em CoD WWII. A Sledgehammer usou sua expertise em jogos de terror, como Dead Space, para criar a versão mais assustadora e sombria do modo na história da franquia. O mapa Final Reich coloca os jogadores em uma pequena vila na Bavária, onde os nazistas buscam dar sua última cartada para vencer a Segunda Guerra Mundial.

Apesar da atmosfera aterrorizante, Nazi Zombies é o mais amigável com iniciantes até hoje, mostrando sempre o que deve ser feito para alcançar o próximo objetivo. Isso, é claro, enquanto lutamos contra hordas e hordas de zumbis. Cada nova onda apresenta desafios diferentes e até mesmo pequenos bosses. E se você, fã mais hardcore de zombies está preocupado com a dificuldade do modo, pode ficar tranquilo. Apesar de sermos guiados, as partidas ainda são extremamente exigentes, e ainda há uma missão secreta que depende apenas do seu poder de observação para completar seus passos.

CONCLUSÃO

Call of Duty: World War II atende aos pedidos da comunidade ao retornar às raízes da franquia e acerta em cheio nisso. A Campanha é envolvente e humana, com momentos emocionantes. O Multiplayer é muito divertido e possui uma jogabilidade bastante fluida. O modo War é uma excelente adição à rotação mas acabou sendo responsável pelo baixo número de mapas nos outros modos de jogo. E o Nazi Zombies é simplesmente fantástico, com alto grau de terror e um estilo de jogo que abraça os iniciantes, mas exige muita habilidade para ser vencido.

PONTOS POSITIVOS

– Campanha impactante
– Multiplayer renovado e divertido
– Nazi Zombies aterrorizante e viciante

PONTOS NEGATIVOS

– Poucos mapas no Multiplayer
– Problemas de servidor

NOTA: 9/10

Gostaríamos de agradecer à Activision, que nos cedeu uma cópia de Call of Duty: World War II para PS4, plataforma usada nesta análise.



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