Análise Press Start – Call of Duty: Infinite Warfare



A Análise Press Start de hoje é sobre guerra nas estrelas, mas não a que você está pensando. Vem com a gente para ver o que achamos de Call of Duty: Infinite Warfare.

O pior Call of Duty da história?

Segundo a opinião das pessoas que viram o trailer de lançamento de Call of Duty: Infinite Warfare, a resposta seria ‘sim’. Afinal de contas, o vídeo foi o mais ‘odiado’ da história do YouTube. Estamos falando de mais de 3 milhões de votos negativos. Mas será que o jogo é tão ruim assim?

O vídeo foi ao ar em maio deste ano, e o que interessa mesmo para a nossa análise é o produto final, e não a opinião popular, não é mesmo? Pois bem, com o jogo completo em mãos, passamos a maior parte do último final de semana jogando o máximo possível dos três modos presentes no game: Campanha, Multiplayer e Zombies. Chegou a hora de dar o nosso veredito!

Campanha

Infinite Warfare é muito ousado. Apesar de todo o clamor popular, a Infinity Ward seguiu com a ideia futurista. Não só isso, IW é o CoD que nos leva mais longe no futuro, explorando ao máximo o baú da ficção científica.

Com os recursos naturais da Terra perto do fim, devido à superpopulação, a raça humana é forçada a criar a Aliança Espacial das Nações Unidas, com o intuito de colonizar e minerar outros planetas.

Na pele do Capitão Nick Reyes, temos que comandar a AENU, e batalhar contra os insurgentes que formaram a Settlement Defense Front. A SDF é comandada por ninguém menos que Jon Snow… não, pera! O ator Kit Harrington dá vida ao vilão Salen Kotch. Apesar da excelente ideia da Infinity Ward, o personagem não é tão forte, e deixa a desejar em seu peso para a história.

Uma das novidades da Campanha de Infinite Warfare é a possibilidade de realizar missões secundárias para conseguir armas e equipamentos superiores. Ainda não é um mundo aberto, mas com certeza adiciona um novo fator ao já tradicional estilo das campanhas de CoD.

A variação de cenários e condições impactam diretamente no combate do game. Seja em gravidade zero, usando uma espécie de gancho para acelerar a movimentação, ou dentro de uma base espacial, as mecânicas de tiro continuam muito boas, contribuindo para tiroteios memoráveis.

Multiplayer

Como em todos os anos, Call of Duty tem seu carro-chefe no modo multiplayer. Em Infinite Warfare, a sensação que temos é de se estar jogando uma segunda temporada de Black Ops III. E isso não é ruim, muito pelo contrário, afinal, BO3 foi teve um dos melhore MP dos últimos tempos.

Infinite Warfare usa a base de Black Ops III para criar uma jogabilidade ainda melhor. O sistema de movimentação é ainda mais suave, ou seja, nada daquele pula-pula incessante que vimos em Advanced Warfare. Realmente vemos que os double jumps, wall runs e slides são usados para locomoção e não para vantagem no combate.

Se em Black Ops III nós tínhamos os especialistas, em Infinite Warfare os Módulos de Combate ganham a cena. Seis, no total, cada um favorecendo um estilo de jogo, com armas e habilidades próprias, que servem para agitar completamente o campo de batalha. A maior vantagem em relação ao que existia no BO3 é a possibilidade de mudar o Módulo no meio da partida.

Nós jogamos a Beta há algumas semanas, e a Infinity Ward realmente está de parabéns por ouvir a comunidade. Diversos ajustes foram feitos em cima do feedback dos jogadores. O ‘time to kill’ está mais demorado, as snipers mais complicadas de serem usadas, os spawns consertados… Enfim, é bom saber que a empresa está atenta ao que nós queremos.

As armas são grande destaque do multiplayer. Cada uma das muitas presentes no game tem 5 variantes (Normal, Comum, Rara, Épica e Lendária), trazendo perks e habilidade especiais em cada uma delas. O legal é saber que não precisamos gastar nosso suado dinheirinho para consegui-las, basta jogar e juntar Salvage, a moeda de Infinite Warfare. Ainda é possível tirá-las nos Supply Drops, que podem ser abertos com chaves que ganhamos em cada partida disputada.

Outro ponto alto é a questão da customização. Para quem gosta de ir atrás de camuflagens e skins, Infinite Warfare é um prato cheio. São várias as opções, de diversas cores e estilos. Sem dúvida vai demorar bastante para conseguir a camo dourada desta vez.

Mais uma novidade no Multiplayer de Infinite Warfare são os Times de Missões. Você pode se alistar em quatro equipes que te propõem desafios para serem cumpridos durante as partidas, como fazer headshots e double kills, por exemplo. A cada nível que você sobe nos Times, você recebe recompensas, como armas, camuflagens e skins.

Com relação aos mapas, a maioria é bem estruturada e divertida. Mas temos que dizer que alguns sofrem com falta de inspiração, e seus cenários se parecem demais. Gostamos principalmente de Precinct, Throwback, Breakout, e, claro, do clássico Terminal, que foi refeito para o game.

Zombies in Spaceland

Se os modos Campanha e Multiplayer de Infinite Warfare se passam no futuro, o Zombies nos leva de volta aos anos 80. Presos dentro de um filme de terror em um parque temático, quatro personagens bem característicos da época (o atleta, o nerd, a patricinha e o rapper) lutam contra zumbis e palhaços que explodem.

Ao longo das últimas versões, o modo Zombies ganhou bastante força na comunidade, e parece que isso vai aumentar ainda mais em Infinite Warfare. Apesar de ser o primeiro criado pela Infinity Ward, Zombies in Spaceland tem potencial para ser o melhor já feito.

Tomado por cores em neon, o parque de diversões foi criado de maneira sensacional, com muita verticalidade, caminhos que sempre fazem com que seja divertido andar pelo mapa, e atrações e brinquedos prontos para virarem armadilhas para os zumbis.

Vale o destaque para o DJ do parque, interpretado pelo icônico David Hasselhoff, que já está preso em Spaceland há um certo tempo, e aprendeu como sobreviver por lá. Agora, ele é seu aliado, e fará de tudo para escapar do pesadelo. O mais legal é que o game conta com diversas músicas que fizeram sucesso nos anos 80, como Final Countdown.

CONCLUSÃO:

Call of Duty: Infinite Warfare mostra que realmente não devemos julgar um livro pela capa. Apesar de todo o hate no YouTube, o game superou completamente as expectativas com uma Campanha de alto nível, Multiplayer viciante e o melhor Zombies já feito.

PONTOS POSITIVOS: 

  • Combate variado na Campanha
  • Multiplayer profundo
  • Melhor Zombies da história

PONTOS NEGATIVOS:

  • Alguns mapas do MP são muito parecidos
  • Vilão esquecível na Campanha

NOTA: 9/10

Gostaríamos de agradecer à Activision, que nos cedeu uma cópia de Call of Duty: Infinite Warfare para PS4, plataforma usada nesta análise.

 



MaisRecentes

Campeonato Brasileiro de League of Legends ganha novo formato em 2018



Continue Lendo

Análise Press Start – Star Wars Battlefront II



Continue Lendo

Brasileiro vence campeonato internacional 1×1 de League of Legends



Continue Lendo