Análise Press Start – Call of Duty: Black Ops III



Estamos quase no fim do ano, mas parece que ainda dá tempo para enviar mais um candidato à disputa do prêmio de melhor jogo de 2015. Veja o que achamos de Call of Duty: Black Ops III.

Um novo Black Ops = Muita responsabilidade e expectativa!

Quando a Activision anunciou que lançaria um novo Black Ops, os fãs da série tiveram uma mistura de sentimentos. A primeira emoção, é claro, foi a felicidade de ter no horizonte um novo capítulo de um dos braços mais bem-sucedidos da franquia. Logo depois veio a dúvida, já que os dois últimos games de Call of Duty não foram exatamente um sucesso.

O segundo sentimento ganhou força quando foi revelado que o tão polêmico sistema de movimentação de Advanced Warfare estaria presente em Black Ops III. Mesmo que dito que não seria tão extremo quanto o de seu antecessor, os saltos e piruetas que tanto desagradaram estavam de novo nos pesadelos dos fãs de CoD.

 

Mas é claro que os verdadeiros fãs da franquia não iriam simplesmente ‘julgar o livro pela capa’. Aguardamos pacientemente o lançamento da Beta, já que através de vídeos não se tem a exata noção da jogabilidade. E fomos gratamente surpresos pela volta daquele sentimento que os antigos Black Ops e Modern Warfare nos davam, e nos faziam querer jogar incessantemente.

Uma campanha cibernética e futurista, mas ainda assim, humana

A campanha de Call of Duty: Black Ops III se passa em 2065, 40 anos após os acontecimentos de BO2. Com o inevitável avanço da tecnologia e da ciência, o mundo está diferente, tanto em seus ambientes, como no comportamento das pessoas.

É lógico que com novas tecnologias surgem novas ameaças. E a principal presente na história de BO3 é a ameaça criada pelo surgimento de supersoldados, com capacidades de combate que beiram a divindade em certos pontos.

Ao longo da campanha, você terá que passar por 11 missões, e pode jogá-las na ordem que preferir. Entre cada um dos capítulos, há a possibilidade de escolher uma de 3 árvores de habilidades, cada uma com um set de poderes especiais que vão te auxiliar de modo diferente.

Um ponto bem bacana da Campanha de BO3 é a possibilidade de vivenciar cada capítulo dela jogando com um amigo. Isso serve também para mixar e maximizar as árvores de habilidades.

Com aproximadamente 12h de duração, a Campanha com certeza vai te arrastar para mais uma voltinha, já que a completando apenas uma vez não te faz conhecer todos os segredos dela. E a chance de completar as missões usando uma árvore de habilidade diferente é outro atrativo para uma segunda e terceira passada na história.

Além disso, após terminar a Campanha, você terá acesso ao Nightmare Mode, que substitui os inimigos humanos por zumbis, além de alterar também a narrativa da história, que gira em torno de uma epidemia global dos mortos-vivos.

Um modo Zombies ainda maior e melhor

Um dos modos mais aclamados e queridos, Zombies volta com força em Black Ops III. Muito mais do que apenas uma luta contra hordas de mortos-vivos, Shadows of Evil tem uma história cativante e com personagens marcantes.

A trama se passa em 1920, na bela Morg City, onde Nero, Jessica, Jack Vincent e Floyd Campbell vão embarcar na sequência de ‘Mob of the Dead’, o modo Zombies presente em Black Ops II.

Com gráficos belíssimos, e um novo sistema de customização de equipamentos e armas, Shadows of Evil promete dar continuidade ao grande sucesso de seus antecessores.

Um velho sentimento em um novo Multiplayer

Era por essa parte da análise que você provavelmente mais ansiava por ler. O modo Multiplayer é, sem dúvidas, o carro-chefe de todo jogo da série Call of Duty.

Como falamos no início do texto, o sistema de movimentação de BO3 é semelhante ao de Advanced Warfare. Ainda existem os saltos duplos, mas de forma bastante reduzida e mais lenta, que serve mais para alcançar o segundo andar de uma casa do que para desviar de balas.

Além disso, a possibilidade de andar pelas paredes introduz novas táticas de flanqueamento, já que você pode ir para as extremidades laterais do mapa e surpreender o time inimigo aparecendo por trás deles e fazendo uma sequência de kills.

Fora isso, a sensação é de se estar jogando definitivamente um Black Ops. A Treyarch sabe, e sabe muito bem como fazer um Multiplayer de sucesso. As armas são balanceadas e variadas. As Assault Rifles, por exemplo, possuem desde armas automáticas, passando pelas semi-automáticas até chegar as de repetição.

A fluidez do combate é simplesmente viciante. E até mesmo debaixo d’água a troca de tiros não para. O modo é muito divertido e resgata um sentimento que tínhamos quando jogávamos os saudosos Black Ops I e II, ou a série Modern Warfare.

Outra novidade do Multiplayer de BO3 são os Especialistas. Trata-se de nove personagens que devem ser escolhidos antes das partidas, cada um com uma arma e habilidades especiais particulares. É uma grande inovação que dá ainda mais profundidade às batalhas online.

A cada novo CoD, o sistema de customização vai ficando sempre mais complexo. E em Black Ops III ele atinge um nível absurdo. Além de podermos customizar emblemas e cartões, desta vez há a possibilidade de criar uma camuflagem totalmente customizada para suas armas.

Os mapas estão absolutamente fantásticos. São 12 no total, além da terceira edição da Nuketown, e cada um deles se aproveita perfeitamente do sistema de movimentação. Com cenários muito bem feitos e bonitos, há grande variedade de tamanhos, te fazendo alternar entre armas de curto e longo alcance.

Infelizmente o modo ainda não pode ser considerado perfeito. Durante o período em que testamos o game, sofremos bastante com o lag nas partidas online. Na maior parte dos dias a conexão não estava legal, o que atrapalhou consideravelmente nossa experiência. É claro que a Activision e a Treyarch estão trabalhando para corrigir isso.

CONCLUSÃO:

Call of Duty: Black Ops III é um sopro de vida na série que sofreu com críticas nas suas últimas edições. Novidades no modo campanha garantem seu sucesso. Zombies com ainda mais conteúdo chega forte também. E o Multiplayer simplesmente fantástico fecha o pacote de um game que entra com peso na briga pelo troféu de melhor jogo de 2015. Com certeza vale a compra!

PONTOS POSITIVOS:

  • Campanha cooperativa
  • Zombies cativante
  • Multiplayer completamente viciante

PONTO NEGATIVO:

  • Lag terrível no Multiplayer online

NOTA: 10

*Gostaríamos de agradecer à Activision, que nos cedeu uma cópia de Call of Duty: Black Ops III para PS4, plataforma usada nesta análise.

 



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