Análise Press Start – Battlefield 1



Um dos capítulos mais sanguinários e violentos da história da humanidade é tema pra um dos games mais aguardados de 2016. Na Análise Press Start de hoje, vamos voltar no tempo e mergulhar na escuridão que tomou conta do planeta na época da Primeira Guerra Mundial. Confira o que achamos de Battlefield 1.

‘Ninguém espera que você sobreviva’

Com essa frase motivadora, a Campanha de Battlefield 1 tem início, nos levando ao combate na linha de frente. Cercados por escombros, cadáveres de companheiros e balas voando para todos os lados, temos que resistir a um ataque do exército inimigo.

Mas como o próprio jogo nos disse antes mesmo de nos dar controle sobre o personagem, ninguém espera que a gente sobreviva. E com isso em mente, somos apresentados uma das ideias mais impactantes já colocadas em um jogo de guerra: nosso soldado morre. E nada de voltar do último checkpoint. Quando somos abatidos, um nome e data de nascimento e morte são mostrados, e imediatamente nos ‘transportam’ para outro corpo, apenas para morrer de novo, e de novo, e de novo…

Battlefield 1 pode ser considerado como uma linda tragédia. O trabalho feito pela DICE em recriar toda a selvageria da Guerra que acabaria com todas as guerras é sem dúvidas árduo, polêmico, mas acima de tudo, muito bem executado e impressionante.

A Campanha de Battlefield 1 é dividida em cinco diferentes histórias, e não apenas uma experiência linear, como de costume. Isso ajuda a fortalecer a sensação de profundidade dos conflitos da Primeira Guerra, e como ela afetou diversas partes do mundo com seus acontecimentos.

Cada uma dessas histórias nos coloca em peles diferentes, trazendo novas perspectivas e experiências, aumentando o valor de uma segunda ou terceira passada pelo modo Campanha, para poder capturar realmente todas as emoções vividas neste período obscuro da raça humana.

‘A maneira mais rápida de acabar com uma guerra é perdê-la’

George Orwell podia até estar certo com sua célebre frase, mas ela com certeza não se aplica no multiplayer de Battlefield 1. Todos os modos de jogo são absolutamente imersivos e divertidos, e atendem a todos os gostos. Quer uma partida rápida, focada apenas em matar os inimigos? Tem! Quer uma experiência completa de combate sangrento, ataque e defesa, com muitas vezes mais de uma hora de duração? Tem também!

Operações – Novo na franquia, o modo é sem sombra de dúvidas o mais profundo do multiplayer de Battlefield 1. Enquanto um exército ataca, o outro defende. Até aí, não há novidades, mas elas aparecem a partir do momento em que as batalhas podem durar uma hora. A partida se desenvolve em até cinco áreas da mesma região, em até cinco diferentes mapas. E apesar da longa duração, dois fatores contribuem para que a experiência não seja chata: cenários totalmente destrutíveis e modificáveis ‘rejuvenescem’ o conflito. Além disso, o lado que estiver perdendo tem uma chance final de vitória com a ajuda de um zepelim, um trem de ataque ou um navio.

Conquista – Um dos favoritos de todos os tempos dos jogadores de Battlefield. Ele é um modo de jogo em larga escala com até 64 jogadores lutando pelo controle de pontos no mapa. Com grandes exércitos a pé ou atrás do volante e a adição de Colossos aterrorizantes, Conquista une todos os elementos da clássica guerra total de Battlefield.

Dominação – É uma versão miniatura do Conquista, e mantém suas características tradicionais, com dois lados batalhando para tomar e manter alguns pontos pré-determinados no mapa. Nada de novo, mas ainda assim muito competitivo e divertido.

Investida – Outro modo bastante divertido e competitivo do multiplayer de BF1. Nele, as forças de ataque têm que destruir os telégrafos do time que defende. Os atacantes vencem caso destruam todos os telégrafos, enquanto os defensores saem vitoriosos se deixarem o outro lado sem reforços ou se tiverem pelo menos uma posição de telégrafo intacta quando o tempo acabar.

Pombos de Guerra – Na época da Primeira Guerra, não tinha WhatsApp nem Facebook, e os sistemas de comunicação ainda eram bem rudimentares. Um deles era através do uso de pombos para carregar mensagens. Em Pombos de Guerra, os times competem para usar pombos-correios para chamar barragens de artilharia sobre o inimigo. Quando partida tem início, um pombal com um pombo-correio é posto em algum lugar do mapa. Você deve encontrar o pássaro antes do inimigo e levá-lo para um local seguro em campo aberto. Lá, você prepara a mensagem e a envia, chamando o suporte da artilharia. Assim que a mensagem for enviada com sucesso, uma barragem de artilharia vai atacar o inimigo.

Cada Equipe por Si – Concentrado na brutalidade do combate de infantaria, o modo exige apenas que você mate ou morra. Dentro de um tempo pré-determinado, seu objetivo é conseguir o maior número de baixas possíveis no exército inimigo. Para dar uma agitada no ritmo das partidas, em intervalos regulares, uma arma da Classe de Elite é colocada no mapa, dando vantagem no combate para quem obtê-la.

Todos esses modos de jogo seriam irrelevantes sem mapas decentes. Ainda bem que não é o caso de Battlefield 1. Cada um dos mapas presentes no game é sensacional. Além da possibilidade enorme de destrutibilidade dos ambientes, os cenários são bem variados, indo desde um chateau francês, passando por um deserto até chegar aos alpes venezuelanos.

Vale ressaltar a qualidade do trabalho realizado pela DICE tanto nos gráficos quanto no áudio de Battlefield 1. Todos os cenários são estonteantes e imersivos. E o som ambiente é daqueles dignos de uma superprodução de Hollywood.

CONCLUSÃO: 

Battlefield 1 faz jus a todo o hype criado em cima de seu nome. Seu modo Campanha é fantástico, emocionante e impactante, enquanto seu multiplayer imersivo e divertido atende a todos os gostos. Gráficos e áudio de ponta fecham esse pacote perfeito.

PONTOS POSITIVOS: 

  • Campanha emocionante
  • Multiplayer divertido e imersivo
  • Gráficos e áudio sensacionais

PONTO NEGATIVO:

  • Não encontramos nenhum!

Nota: 10

Gostaríamos de agradecer à EA, que nos cedeu uma cópia de Battlefield 1 para PS4, plataforma usada nesta análise.

 



MaisRecentes

Em noite de gala, Team One se destaca e Felipe ‘brTT’ é eleito o craque da galera no prêmio CBLoL



Continue Lendo

Toma-lhe GOTY! Os cinco candidatos ao prêmio de Melhor Jogo de 2017



Continue Lendo

Análise Press Start – Assassin’s Creed Origins



Continue Lendo