Análise Press Start – Batman: Arkham Knight



Há pouco menos de um mês, fizemos a análise de The Witcher 3: Wild Hunt, que acabou se tornando o primeiro game a receber nota 10 do Press Start. Pois parece que Geralt vai ganhar a companhia de outro herói neste rol. Confira o que achamos de Batman: Arkham Knight.

Quando a Rocksteady começou a explorar um lado mais obscuro de Batman lá em 2009, com Arkham Asylum, já tivemos uma ideia da capacidade da produtora londrina. Com Arkham Knight, atingimos o auge da série, com direito a mundo aberto e uma fileira gigantesca de supervilões pela frente.

A história de Arkham Knight começa onde Arkham City nos deixou. Após a morte do Coringa, Gotham experimenta um raro momento de paz, que, obviamente, não dura muito tempo. Quando o Espantalho libera uma toxina na cidade, que causa medo e caos, o Homem-Morcego se vê novamente com as mãos cheias de problemas para resolver.

Com a ameaça iminente, os moradores abandonam Gotham, deixando apenas os tipos mais vis e loucos, que transformam a cidade em um antro de crimes. Enquanto isso, os supervilões, incluindo o que dá nome ao jogo, criam uma guerra para ganhar controle do território, levando Batman ao seu maior desafio até aqui.

Tendo essa trama em sua base, Batman: Arkham Knight dá um show de narrativa. Cada cutscene força o jogador a manter os olhos grudados na tela para não perder nenhum detalhe. Aliás, ‘detalhe’ é o que não falta no game. A Rocksteady mandou muito bem na parte gráfica.

No controle do herói, usamos muito sua grappling gun para viajar pelos céus de Gotham aproveitando as asas de sua armadura. Mas, Arkham Knight introduz algo inédito na série: o Batmóvel! Isso mesmo, temos um Batmóvel totalmente funcional, com direito a armas e modo tanque, para confrontos com outros veículos, terrestres e aéreos.

A princípio, o controle do Batmóvel não é tão simples. As ruas estreitas de Gotham parecem não suportar a grande velocidade do carro, mas, com alguma prática, se chega à perfeição, e, logo, os bandidos e vilões não têm a menor chance de vitória.

Outra novidade é o Dual Play. Como o nome sugere, trata-se da possibilidade de controlar dois personagens ao mesmo tempo. E isso ocorre algumas vezes na história. Batman recebe a ajuda de Robin, Asa-Noturna e Mulher-Gato. A jogabilidade do sistema é bastante satisfatória, permitindo a troca entre heróis sem perda de tempo, e variando bastante as maneiras de se enfrentar os vilões no game.

O mundo aberto de Arkham Kinght nos permite flutuar entre as missões principais, as secundárias, e alguns desafios. Nos três distritos de Gotham, Batman se depara com cenas de assassinatos, sequestros e os já tradicionais troféus do Charada. Além disso, diversos exercícios de treinamento não só te ajudam a masterizar as habilidades do Morcego, mas te dão pontos para melhorar o herói.

Como já dito acima, os gráficos de Arkham Knight são impecáveis. O nível dos detalhes é de um realismo que impressiona. Os desavisados podem se pegar acreditando que se trata de um filme ou seriado. Outro destaque vai para a parte sonora do game, que consegue traduzir a tensão e obscuridade da história.

Talvez o único ‘problema’ que encontramos no game, é um já antigo da série: a repetitividade nos inimigos. Apesar das várias possibilidades no combate, encarar os mesmos bandidos seguidas vezes se torna um tanto desestimulante.

CONCLUSÃO:

Batman: Arkham Knight realmente é o ápice da Rocksteady, que fecha a série com chave de ouro. Gráficos incríveis, jogabilidade excelente, vários supervilões e a inclusão do Batmóvel garantem a nota máxima ao game.

PONTOS POSITIVOS:

– História envolvente
– Gráficos de ponta
– Batmóvel

PONTO NEGATIVO:

– Inimigos repetitivos

NOTA: 10

 

*Gostaríamos de agradecer à Warner, que nos cedeu uma cópia Batman: Arkham Knight para PS4, plataforma usada nesta análise.



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