Análise Press Start – Assassin’s Creed Origins



A Análise Press Start de hoje vai mergulhar fundo na história e desembocar na arenosa época do Egito Antigo, onde uma franquia de sucesso tenta resgatar seu brilho. Confira o que achamos de Assassin’s Creed Origins.

O que sempre chamou a atenção em jogos da franquia Assassin’s Creed é a preocupação da Ubisoft em produzir um material fiel ao período da história e ao lugar onde aquele game acontece. E Origins talvez seja o melhor exemplo disso até hoje. Toda a estética e a cultura do Egito foram capturadas de maneira brilhante, seja nas areias do Saara, nas pirâmides e até mesmo na arquitetura e nas pessoas que habitam o mapa do jogo. Toda a equipe de pesquisa merece aplausos pelo trabalho.

A trama de Assassin’s Creed Origins, como o próprio nome já sugere, leva o jogador de volta no tempo para mostrar como a milenar Ordem dos Assassinos foi criada. Nessa época, os principais inimigos da organização, os Templários, nem mesmo tinham esse nome. O protagonista que controlamos é Bayek, e acompanhamos sua busca por vingança contra o Rei Ptolomeu XIII. Somos sugados para um mundo de intrigas políticas e o conflito entre as potências da época, Egito e Roma. E essa história é contada de uma maneira épica, como um clássico dos cinemas ou da literatura faria.

Um dos pontos que mais chamam a atenção em Origins é como o universo ao redor de Bayek é enorme e vivo. Diferente do que vimos em jogos anteriores da franquia, temos a clara sensação de que o mundo continua girando sem o protagonista. Em uma das missões, acompanhamos o retorno de um menino perdido para sua vila, e, uma vez lá, ele se encontra com um amigo e relata suas aventuras. Coisas pequenas, mas que ajudam a construir uma história mais pesada e significativa.

E, assim como grandes filmes e livros, Assassin’s Creed Origins também tem suas adaptações e seus exageros, sem, é claro, perder sua autenticidade. Personagens como Ptolomeu e Cleópatra são mostrados exatamente como a história os mostra. E a relação desses dois, passando pelo exílio da segunda, ajuda a construir uma narrativa original e ao mesmo tempo fiel aos relatos históricos. No meio dessa trama entra Bayek. Mantendo em mente sua sede por vingança, ele ainda serve como a única ajuda que o povo possui.

Com a história estabelecida, as mecânicas de gameplay de Assassin’s Creed Origins mantêm o mesmo estilo clássico da franquia: Muito parkour pelas construções, diversos momentos em que você precisa se esgueirar pelas sombras para se manter escondido dos inimigos, e muitos outros onde você precisa sacar a espada e encará-los. Você pode estar pensando que temos mais do mesmo, porém, os dois anos que a Ubisoft teve para trabalhar resultou em um refinamento sensacional para essas mecânicas. Todo o design das áreas permitem diversas abordagens, tanto via stealth, quanto partindo pra briga. E o combate está muito mais fluido e divertido. Os botões mudaram de função, e agora as lutas funcionam mais como uma dança, onde você precisa levar em conta tantos os seus movimento, quanto os dos adversários, no melhor estilo Dark Souls.

O mapa de mundo aberto de Assassin’s Creed Origins é absurdamente gigantesco. E nesse caso quantidade é qualidade. Como já elogiamos, a ambientação do game está fantástica, e, além do visual, os produtores rechearam tudo com diversas atividades. E o mais legal de tudo é que nenhuma delas é simplesmente para encher linguiça. Similiar ao que vimos em The Witcher 3, Origins faz com que cada missão secundária, cada item escondido adicione conteúdo para a trama principal. E isso ajuda, também, a prolongar a vida útil do jogo para aqueles que buscam fazer 100%.

Voltando a falar de Bayek, nosso protagonista é o centro dos elementos de RPG do game. Cada inimigo derrotado tem uma chance de dropar equipamentos que alteram os status do personagem. E esses itens ainda podem ser melhorados e reforçados para aumentar sua eficiência. Além disso, conforme vai subindo de nível, Bayek recebe pontos para sua árvore de habilidades. Dependendo da maneira com a qual você gaste eles, sua experiência muda radicalmente.

Por último, precisamos falar das sempre temidas microtransações. Sim, elas estão presentes, mesmo que Assassin’s Creed Origins seja um jogo singleplayer. Pelo menos, elas não são tão importantes ou necessárias. Completamos o jogo sem que houvesse um momento em que algum dos itens oferecidos nos baús fosse vital para nosso avanço. E é exatamente assim que esse sistema deve funcionar (já que sabemos que é algo que veio para ficar).

CONCLUSÃO

Assassin’s Creed Origins é, sem sombra de dúvidas, o melhor que a franquia já teve. Os dois anos que a Ubisoft teve para trabalhar no game valeram a pena, e o resultado apresenta um universo rico e vivo, com gráficos estonteantes, uma história original, mas que não foge muito dos acontecimentos históricos, e um combate repaginado e interessante. Deixamos os pontos negativos apenas para esta parte pois são diminutos e alguns podem ser corrigidos com uma simples atualização. Pequenas quedas de framerate, objetos aparecendo do nada no mapa e alguns movimentos esquisitos nas lutas são eles.

PONTOS POSITIVOS

– Combate renovado
– Gráficos absurdos
– Mundo mais vivo
– Muito conteúdo

PONTOS NEGATIVOS

– Quedas de framerate
– Movimentos esquisitos em algumas ocasiões

NOTA: 9/10

Gostaríamos de agradecer à Ubisoft, que nos cedeu uma cópia de Assassin’s Creed Origins para PS4, plataforma usada nesta análise.



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