Análise Press Start – A Way Out



A Análise Press Start de hoje é sobre um dos games mais aguardados de 2018. Vamos mergulhar a fundo na história de dois presidiários em busca de liberdade. Confira o que achamos de A Way Out.

Desde que foi anunciado na E3 de 2017, A Way Out entrou no radar de muitos gamers de plantão. Como um grande fã do seriado norte-americano Prison Break, instantaneamente fiquei interessado no jogo. E para minha grata surpresa, estamos falando de muito mais do que apenas uma fuga da cadeia.

A Way Out conta a história de dois prisioneiros que arquitetam uma fuga de uma penitenciária de segurança máxima. Além de um roteiro que te fisga logo de cara, o que difere o game do restante do mercado atual é o fato de ser exclusivamente jogável em modo cooperativo. Ou seja, você precisa de um amigo, seja no sofá da sua casa, ou na sua lista no console ou no PC.

O game foi feito pelo estúdio Hazelight, e faz parte do programa de apoio a desenvolvedores independentes da Electronic Arts, o EA Originals. O diretor do jogo é o talentoso e polêmico Josef Fares, o sueco responsável por outro grande título com foco em co-op, Brothers: A Tale of Two Sons.

Fares disse e pude confirmar ao jogar A Way Out com um amigo, que o jogo foi pensado e desenvolvido em sua totalidade visando uma experiência de dois jogadores. Cada um controla um dos protagonistas, Leo e Vincent, e ambos têm que trabalhar juntos para botar em ação o plano de escapar da prisão.

Mas, engana-se quem pensou que o jogo termina quando os personagens conseguem êxito em seu plano. Sem dar mais spoilers, a fuga ocorre com cerca de duas horas de gameplay, e deixa mais umas boas cinco ou seis horas para aprofundar a relação do jogador com o protagonista que controla, em uma trama repleta de emoções e reviravoltas. Leo e Vincent possuem características diferentes, extraindo relações e reações únicas dos npcs do jogo, e você pode explorar seus passados e presentes para conseguir ainda mais informações sobre eles.

Como o jogo é totalmente focado na cooperação, os jogadores precisarão estar em contato o tempo todo, planejando cada ação para progredir. Além disso, seu gameplay é extremamente variado, oferecendo momentos de ação, tiroteio, stealth, puzzles, exploração e muito mais. Você passará por fugas alucinantes e por momentos onde deve montar uma fogueira e pescar um peixe para forrar o estômago. E o mais legal de tudo é o trabalho do Hazelight Studio em garantir que o ritmo do game fosse como o de um filme, sem nenhuma repetitividade.

Por estarmos falando de um jogo, que, apesar de apoiado pelo EA Originals, ainda é um indie, com uma equipe bem menor de produção e desenvolvimento, A Way Out não está entre os top gráficos do mercado atual. Não que o game seja feio, longe disso, mas não briga com os triplo As. Mas um ponto que merece destaque é a parte sonora, com uma atuação excelente de dublagem original dos personagens.

CONCLUSÃO

A Way Out não só correspondeu às expectativas, como as superou com folga. Entrei nesse game buscando preencher o vazio que Prison Break deixou, mas encontrei muito mais do que esperava. Sua jogabilidade, atualmente rara no mercado, focada na experiência co-op, e sua trama absolutamente envolvente e surpreendente colocam o jogo entre os melhores de 2018.

PONTOS POSITIVOS

– Jogabilidade exclusivamente cooperativa
– Enredo que prendeu mais que La Casa de Papel
– Mecânica de gameplay pouco repetitivas

PONTO NEGATIVO

– Gráficos não estão entre os tops do mercado

NOTA – 9

Gostaríamos de agradecer à EA, que nos cedeu uma cópia de A Way Out para Xbox One, plataforma usada nesta anális.



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