São Paulo e as expulsões a base de anti-inflamatório



Você, são-paulino ou não, já deve ter recorrido a anti-inflamatórios durante alguma parte de sua vida. Sabe que não há sensação melhor quando se está enfermo do que o alívio produzido pelo medicamento, seja a comprimido ou gotas. Imagine uma dor de garganta que não deixa dormir à noite. O efeito é imediato. Mas passa. E quando passa, o terror volta.

O Conselho Deliberativo do São Paulo decidiu, por maioria de votos, expulsar Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro de seu quadro. As punições, à primeira vista, trouxeram alívio ao machucado torcedor são-paulino. Mas temo que tenha deixado um cheiro forte de política na garganta “sarada”.

Sintomas que não podem ser ignorados vistos na reunião de segunda-feira à noite apontam para uma demora maior na cura do gigante São Paulo. Aidar, por exemplo, chegou a ser aplaudido após fazer sua defesa. Detalhe: no discurso, admitiu pela primeira vez, depois de negar de pé junto, que mandou sua namorada Cinira Maturana interferir na negociação de Rodrigo Caio em Madri. O negócio nebuloso na Espanha foi só um da lama em que se meteu o advogado.

Além disso, estou com o companheiro Menon, que escreveu sobre o assunto em seu blog no UOL: Aidar e Ataíde não são iguais, não poderiam ter recebido penas iguais. Até que se prove o contrário, e isso o parecer de Ópice Blum não provou, Ataíde lesou muito mais Aidar e si mesmo do que o São Paulo. Aidar, com namorada, filha e genro, entregou a reputação do clube à interrogação: Quem é Jack?

Uma dose de história. Na década de 1990, o Conselho do São Paulo expulsou José Eduardo Mesquita Pimenta após denúncias de participação em comissão. O ex-presidente se afastou, mas voltou tempos depois. Hoje, preside o Conselho Consultivo. Um belo exemplo de anti-inflamatório, não?



  • Neus Ghutk

    FAÇAM COMO O NOSTRADAMUS, ELE SUPOSÍTOREOS GG.

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